sexta-feira, 6 de abril de 2012

Matéria sobre a greve da Unifesp


Sob censura, greve na Universidade Federal de São Paulo completa 13 dias
Publicado em 3 de abril de 2012·
Movimento grevista enfrenta retaliações como bloqueio na internet e corte no fornecimento de água; greve possui adesão da maioria dos alunos e professores
Por José Neto, do Brasil de Fato
Há cinco dias, a página no Facebook “Greve Unifesp” está bloqueada. Ao tentar abri-la na sexta-feira (30/03), a comissão de greve da Universidade Federal de São Paulo se deparou com o seguinte aviso: “Por motivos de segurança, sua conta está temporariamente bloqueada”. Diante disso, ontem (02/04), a comissão decidiu criar uma nova página. Desta vez, conseguiu manter-se no ar por apenas dez minutos, não conseguindo nem ao menos fazer uma postagem, até receberem um outro aviso de que “devido à denúncia” a página deveria ser excluída, sem maiores explicações.
Além da censura na internet, o movimento também foi alvo de outra retaliação na última semana de março. O fornecimento de água por todo o campus foi interrompido – coisa incomum, de acordo com os grevistas, visto que nos períodos de aulas, com um número muito maior de estudantes presentes, nunca houve falta de água.
Motivos
A greve teve início no dia 22 de março, após assembleia realizada no campus da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, com a presença de quase todos os alunos e docentes da universidade. A paralisação ocorre devido aos problemas na infraestrutura, transporte, moradia e representatividade da instituição, que hoje é gerida pelo município de Guarulhos.
Desde 2007, o campus de humanas está instalado no bairro dos Pimentas, com a promessa da prefeitura de São Paulo de que seria de forma provisória, e, que o quanto antes, o prédio definitivo seria construído. Porém, o campus continua no mesmo local, e agora com um número maior de cursos e de alunos.
Segundo a comissão de comunicação da greve, a universidade possui recursos federais destinados às suas atividades. As salas do CEU (Centro Educacional Unificado), segundo a comissão, que deveriam ser para uso dos moradores do bairro dos Pimentas, estão sendo utilizadas pelos alunos da Unifesp por falta de salas de aula.
“Não somos contra a colaboração da administração municipal, mas pensamos que os recursos federais devem ser melhor utilizados e de forma transparente”, comenta o estudante Jonatas Santiago, um dos membros da comissão.
Transporte e moradia
Grande parte dos estudantes vem de regiões distantes da cidade de São Paulo e enfrentam uma jornada diária de pelo menos duas horas em transporte público. O mesmo se compara com a realidade dos moradores, que antes mesmo da universidade, já vinham enfrentando o caos no trânsito desde a Marginal Tietê até à avenida Juscelino Kubitchek, no Pimentas.
Para Jonatas, a vinda do campus para o bairro só fez piorar a situação, pois são mais de 2 mil alunos que optam por morar nas proximidades da universidade, intensificando cada dia mais o aumento no valor dos alugueis e do custo de vida em geral.“Não existe moradia estudantil no campus Guarulhos e em nenhum outro campus da Unifesp originários do Plano de Expansão das universidades públicas.”
Atividades
Apesar das dificuldades, alunos e professores realizam atividades em conjunto com os alunos do CEU, como a organização de um cursinho pré-vestibular para alunos da rede pública, atividades corporais como dança e capoeira.
Hoje (03/04), o movimento realizou um ato no vão do Masp para informar a população sobre os transtornos ocorridos na universidade. As próximas atividades da greve estão sendo divulgadas no blog greveunifesp.blogspot.com.br
fonte: SpressoSP

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Segunda feira, a mobilização permanece ativa na greve da Unifesp Guarulhos

Hoje, a Unifesp não parou. Foram atividades do calendário do comando de greve o dia inteiro.
Durante a tarde, houve oficina de charges, o que permitiu a produção artística e humorística muito boa, contestando a repressão, o descaso e incitando a mobilização estudantil.

Depois, aconteceu um debate sobre a repressão do Estado brasileiro, não se limitando ao movimento estudantil, e mesmo aos movimentos sociais, mas a repressão como forma institucionalizada de manter a ordem do mercado.


A noite foi aberta com a genial intervenção artística da companhia Brancaleone, que nos fortaleceu com humor, palhaçada e crítica. Dando continuidade aos trabalhos do calendário da greve, o grupo tortura nunca mais realizou um ato público, lembrando os mortos, torturados e desparecidos do período repressivo da ditadura civil-militar-empresarial,além de pautar a repressão institucionalizada contra os negros, pobres e lutadores sociais. Contando com o apelo visual da representação teatral de um preso político, interpretado por um estudante.


Para finalizar os trabalhos da noite, a reunião do comando de greve atarefou dois companheiros para irem até a reitoria e protocolarem a pauta de reivindicações apresentada pela comissão responsável.

Singela lembrança de Jorge Golulart


Jorge Goulart.jpg Jorge Goulart (Cantores 
brasileiros)
 
 
Morreu no Rio de Janeiro, no último dia 17 de março, o magnífico cantor Jorge Goulart, aos 86 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro.
Bastava um único contato visual para se levantar suspeitas sobre o que aquele homem forteera capaz. Mesmo os mais precavidos haveriam de tomar um susto, quando ele enchia o pulmão de ar e se preparava para o gesto.
Gesto, simples, bonito, mas que naquele ser imenso se transformava num verdadeiro rojão de festa, tudo era motivo para seu palavreado bem distribuído colocar-se à disposição da música.

Em 1952, o cantor ganhou o título de “Rei do rádio”. O cantor foi casado com a companheira de profissão Nora Ney (1922-2003), Juntos, eles fizeram diversas gravações e shows.

Jorge e Nora foram militantes do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, por isso, foram perseguidos e prejudicados em suas carreiras artísticas.

Em 1983, Jorge teve um câncer na garganta, o que fez com que ele ficasse impedido de cantar.  Ele ficou no ostracismo durante décadas.  O Brasil, como sempre, trata mal seus ídolos do passado.

Notícias do front da greve da Unifesp


Carta Aberta - CAHARTE

Carta Aberta

O centro acadêmico de Historia da Arte ( CAHARTE ) dirige esta carta à toda comunidade acadêmica da Universidade Federal de São Paulo ( Unifesp ), assim como seus funcionários, colaboradores e moradores do bairro dos Pimentas e região.
O CAHARTE, enquanto centro acadêmico que tem por missão a busca e luta por melhorias na educação de seu alunado, e que se configura como um espaço de discussão, no qual seus estudantes pensam conjuntamente, não só assuntos ligados à História da Arte, mas também temas que transcedem o viés histórico-artístico e contemplam a esfera do político,entende que neste momento a sua luta se estende a toda comunidade acadêmica da escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas ( EFLCH )- Campus Guarulhos,e, portanto,declara seu apoio a greve estudantil estabelecida em Assembléia Geral no dia 22 de março de 2012.
São flagrantes as péssimas condições de nosso campus e as limitações acadêmicas geradas pela falta de infraestrutura, que compromentem desde a biblioteca, até o aproveitamento das aulas, ambos prejudicados pela inexistência de espaço adequado e planejado para os determinados fins. Sabemos de todos os aspectos críticos que assolam nossa universidade, recentemente sistematizados em pauta unificada de reivindicações. Elencá-los novamente nesta carta se faz desnecessário.Gostaríamos, porém, de ressaltar nosso apoio as reivindicações desta greve, que se mostra legítima e necessária.
Solidarizamos com o Movimento Estudantil consciente, crítico e reflexivo que não se exime do debate e da militância por seus ideais.Apoiamos portanto a luta justa e democrática que estamos construindo. Que haja dentro dela espaço não só para as nossas necessidades enquanto alunos da UNIFESP, mas que sejamos acima de tudo comprometidos com o ensino público de qualidade para todos, por isso convidamos à todos, professores, funcionários e moradores para que se unam num esforço conjunto rumo a uma Universidade melhor, mais aberta e democrática.

Força, determinação e luta!
Por um Movimento Estudantil digno de sua causa, que seja vivo e combativo.

CAHARTE
Gestão 2012


Cia Brancaleone de Teat(r)o


Senhoras e senhores, crianças e crianços, jovens de todas as idades e pessoas que ainda não sabem bem o que querem: a Cia Brancaleone de Teat(r)o tem o prazer de anunciar que nesta segunda, dia 02/4, estará na Unifesp, no campus Guarulhos (bairro dos Pimentas), para uma apresentação que marcará para sempre os anais da história, da pedagogia, da sociais, da letras, da filosofia, da história da arte... e garantimos que não é mentira!! Saia de baixo do cobertor e apareça... a apresentação ocorrerá em algum lugar do campus perto do prédio imaginário, às 19h (se o trânsito da Dutra permitir...

Imprensa Popular lança Campanha de Assinaturas


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Durante as comemorações do 90º aniversário do Partido Comunista Brasileiro (PCB), está sendo lançada a campanha de Assinaturas do jornal dos comunistas brasileiros, o Imprensa Popular. A iniciativa da Fundação Dinarco Reis, responsável pela publicação, tem como meta reforçar o periódico como canal privilegiado de comunicação entre o Partido e a sociedade.
Para que esta empreitada funcione a contento, é dever de cada Comitê Regional, base e militante do PCB coletar, junto aos amigos e simpatizantes do Partido, assinantes para a Imprensa Popular.
A estruturação de assinaturas permitirá ainda alcançarmos melhorias na periodicidade, tiragem e distribuição do Imprensa Popular - necessidades que se materializarão através dos esforços coordenados entre a Redação do IP e osmilitantes, amigos e simpatizantes do PCB.
Para sua consolidação, o IP necessita de um trabalho profícuo entre os comunistas e o jornal. A propaganda e a agitação em torno da publicação são fundamentais, bem como a organização que nos permita elevar a capilaridade do Imprensa Popular entre os trabalhadores, estudantes, militantes políticos e sociais.
As assinaturas custarão R$ 30 ou R$ 60 (caráter de contribuição) por um conjunto de 12 exemplares e podem ser feitas através de depósito bancário identificado na seguinte Conta Corrente:
Caixa Econômica Federal
Fundação Dinarco Reis
Agência: 3225
Operação: 003
Conta Corrente: 612-9
Outras informações pelos telefones: (21) 2262-0855 e (21) 2224-9890 ou ainda pelos e-mails  imprensa.popular@pcb.org.br e  fundacaodinarcoreis@hotmail.com .
Acesse aqui seu Cadastro de Assinatura FICHA.

Repúdio coletivo a ministra fascista. Viva o Xingu! Belo Monte não!



imagemCrédito: Pulsar
Entidades da sociedade civil organizada assinaram uma nota pública em que repudiam a decisão Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) em retirar de relatório registros de violações de direitos provocadas pela construção de Belo Monte.
De acordo com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, presidenta do órgão, não concedeu a palavra aos representantes de organizações, redes e movimentos sociais durante reunião realizada nesta segunda-feira (19).
O encontro foi marcado para a análise e votação do Relatório de Impressões sobre as Violações de Direitos Humanos da Terra do Meio, região do Pará. O documento foi proposto com o objetivo de apontar denúncias de violência no campo. Durante a investigação, os depoimentos e reivindicações da população incluíram os impactos da construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.
Diante disso, o relatório acabou reservando um capítulo sobre o assunto. Antes mesmo da reunião, a ministra Maria do Rosário havia solicitado a retirada de referências às violações decorrentes da construção da usina. A decisão gerou protestos e a pauta foi mantida. No entanto, o Conselho aprovou o relatório excluindo todos os questionamentos relacionados à construção de Belo Monte.
Com o episódio, as cerca de 80 organizações e redes, que reúnem movimentos sociais de diversas partes do país, destacam que a “história de autonomia e independência do Conselho foi gravemente maculada”. Afirmam ainda que são “evidentes e gravíssimos os atos de ingerência e arbitrariedade praticados pela mais alta autoridade de direitos humanos do Executivo”. No caso, a ministra Maria do Rosário.
Segundo pesquisa feita pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mais de 25 mil pessoas poderão ser diretamente impactadas pela inundação do lago da usina. Este número é 55% maior do que o registrado em estudos realizados pela Norte Energia (Nesa), empresa à frente das obras de Belo Monte. (pulsar)

Triste aniversário



imagemCrédito: blogers
Há 48 anos, o Brasil acordava com tanques e tropas nas ruas. Um golpe de Estado, articulado por civis e militares brasileiros, com apoio financeiro e militar norte-americano, iniciava o processo de deposição armada do presidente João Goulart. Os que tinham a obrigação de defender a Constituição do país, a violavam e inauguravam um período de 21 anos de obscurantismo e terrorismo de Estado.
Durante mais de duas décadas, a atividade política foi severamente controlada, a criação cultural e a imprensa censuradas e os interesses do capital impostos, manu militari, ao país. A tortura foi institucionalizada como método de coação e eliminação de adversários e o Brasil mergulhou numa fase ufanista, não raro identificada com cacoetes fascistas. As Forças Armadas participaram, vergonhosamente, da multinacional do terror de Estado, chamada Plano Condor, ajudando a sequestrar e matar opositores das ditaduras argentina, uruguaia e chilena. Os crimes cometidos jamais foram punidos e muitos executores e cúmplices, civis e militares, circulam entre nós, apostando na propalada falta de memória nacional.
O período 1964-1985 deixou marcas profundas na sociedade brasileira. Ainda hoje, o golpe é celebrado nos quartéis como “revolução”. As famílias dos mais de cem desaparecidos não têm acesso às informações que permitiriam localizar os restos mortais seus entes queridos, para poder enterrá-los com dignidade. Enquanto argentinos, uruguaios e chilenos, que também passaram por ditaduras brutais, levam aos tribunais os algozes de seus povos, nós ainda engatinhamos, sob intensa pressão da direita e de setores militares, que se recusam a reconhecer os crimes cometidos pela ditadura contra o povo brasileiro. A Comissão da Verdade, que foi aprovada para investigar os crimes do Estado durante o período ditatorial, sequer foi criada. Mesmo que o seja, sem pressão social ela não terá força para cumprir seus objetivos.
Há quase meio século, a liberdade foi violentada no Brasil. Que a memória da ditadura nos abasteça de indignação e vacine a sociedade contra outras aventuras totalitárias.
Rio de Janeiro, 30 de março de 2012
ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação
ACIZ – Asociación Cultural dr. Jaime Zhitlovsky (Uruguai)
ICUF – Federação das Entidades Culturais Judaicas da Argentina
Meretz Brasil
CCMA – Centro Cultural Mordechai Anilevitch
ADAF – Associação David Frischman (Niterói)
Instituto Casa Grande
Algo a Dizer – Jornal de Política e Cultura

Fundação Dinarco Reis lança seu sítio na Internet



Já está na grande rede o website da Fundação Dinarco Reis (FDR), que pode ser acessado nesse endereço www.pcb.org.br/fdr. Projeto desenvolvido nos últimos meses, o lançamento do novo canal de comunicação é mais uma das iniciativas em comemoração aos 90 anos do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Cabe ressaltar que a página ainda receberá novas seções e que terá atualização permanente.
De acordo com o secretário-geral do PCB, Ivan Pinheiro, o site da FDr “deve reforçar, entre a militância do Partido, seus amigos e simpatizantes, a busca pela formação política e o resgate da memória dos comunistas brasileiros”.
Para o secretário de Formação Política do PCB, Ricardo Costa, coordenador do site, “trata-se de um esforço militante para que tenhamos conhecimento de nossa história, o conhecimento da produção teórica marxista e um canal privilegiado de debate sobre temas históricos e atuais”.
Já Dinarco Reis Filho, presidente da FDR, afirmou que “a ideia de colocar esse canal no ar era antiga. Contamos com a colaboração, as sugestões e críticas daqueles comunistas que queiram contribuir com o fortalecimento e o reconhecimento da Fundação entre os intelectuais e lutadores”.
Ente os destaques da “inauguração” estão os documentos do Movimento Nacional em Defesa do PCB, que deu início ao processo de reconstrução revolucionária do Partido a partir do confronto com os liquidacionistas que criaram o PPS, além da íntegra da Tribuna de Debates para o V Congresso do PCB, realizado em 1960. Ambos os materiais estão disponíveis para download.

Não há anistia a barbárie

sábado, 31 de março de 2012

Assembleia: 90% decide manter a greve estudantil na Unifesp de Guarulhos




 Matéria do site do PCO
Nesta quarta-feira, 28 de março, mais de mil estudantes se reuniram no Teatro da Unifesp, campus de Guarulhos, para discutir a paralisação estudantil
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Os estudantes em greve marcaram um protesto no terminal do bairro dos Pimentas, onde está localizada a universidade, e distribuíram panfletos explicando os motivos da manifestação.
Logo depois, por volta de 19h, os estudantes foram até o teatro da universidade para realizar a assembleia. Foi composta a mesa e os estudantes passaram os informes das comissões e discussões realizadas durante quase uma semana de paralisação.
Uma questão importante é a incorporação na pauta da greve da defesa dos 48 estudantes processados por ocupação da reitoria em 2008.





Os problemas são muitos e por isso as necessidades debatidas pelos estudantes também. A situação no campus é limite. Há cinco anos os estudantes, professores e funcionários da unidade aguardam a construção do prédio definitivo. O prédio utilizado foi doado pela prefeitura de Guarulhos para a Unifesp, porém não possui as instalações adequadas. Além disso, a cada ano aumentam os números de estudantes e em conseqüência da precariedade do local poucos se formam.





Neste ano ingressaram 700 estudantes e há filas para todas as operações, como tirar cópia de textos, se alimentar no Restaurante Universitário ou até mesmo na cantina. Os banheiros também são pequenos e não comportam o número de estudantes.


Dos 130 funcionários necessários para todas as operações administrativas da unidade, há apenas 50. As filas na sessão de alunos são freqüentes.


Um estudante afirmou em matéria sobre a paralisação em um jornal de Guarulhos “O Reitor quer alugar um prédio que se guarda LIXO para os estudantes morarem. Simbolicamente, é dessa forma que somos tratados por nosso reitor. Em nosso campus não temos nem o NOME da universidade na fachada, prédio deteriorado, sem nenhuma preocupação de ser atraente aos moradores dos Pimentas.”
Estudantes dos campi Diadema e Santos estiveram presentes na assembleia e relataram problemas também nas unidades com a infra-estrutura.






Nesta semana, cerca de 100 professores se reuniram para discutir os problemas da unidade e aprovaram um indicativo de greve para ser aprovado na próxima assembleia.


Apenas com uma ampla mobilização é possível impor uma derrota a essa política de desmanche da educação pública superior. A reitoria da Unifesp desviou 34 milhões de reais das novas unidades para a compra do prédio da reitoria e outras contas. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

A greve continua! Estudantes, em Assembleia, continuam a mobilização





TODOS ÀS MANIFESTAÇÕES PELA INSTALAÇÃO DA COMISSÃO DA VERDADE E APURAÇÃO DOS CRIMES DA DITADURA


(Nota Política do PCB)
Em várias cidades brasileiras estão sendo realizadas manifestações em repúdio aos setores de direita, civis e militares, que pressionam pela não instalação da Comissão da Verdade, tentando botar de joelhos o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Se conseguirem seu intento, avançarão sobre outras liberdades democráticas, mesmo que limitadas, conquistadas com a Constituinte de 1988.
A pusilanimidade e a conciliação de todos os governos posteriores a essa Constituinte, inclusive os de Lula e Dilma, permitiram que os viúvos da ditadura chegassem à ousadia de desafiar as instituições do estado brasileiro.



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Consideramos que é hora de construir uma ampla unidade das forças de esquerda, progressistas e democráticas para garantir, com grandes mobilizações, a instalação e o funcionamento adequado da Comissão da Verdade.
Saudamos as iniciativas do Ministério Público, de parlamentos estaduais e de outras instituições no sentido de também criarem Comissões da Verdade, o que capilariza e fortalece esta luta de caráter democrático, que já foi exitosa em todos os países da América do Sul onde vigoraram ditaduras como a que se abateu sobre nós em 1964.
Saudamos também as iniciativas de organizações juvenis, entre outras a União da Juventude Comunista e o Levante da Juventude que vêm realizando ações combativas contra os criminosos e torturadores da ditadura e que deveriam se articular para potencializá-las.
Mobilizamos nossos militantes e conclamamos amigos e simpatizantes a participarem ativamente dessas justas manifestações e as organizarem nos locais onde iniciativas ainda não foram adotadas.
Mas não podemos deixar de alertar para que estejamos vigilantes em relação à ação de provocadores que certamente procurarão infiltrar-se entre os manifestantes, para tentar justificar a repressão e criar vítimas.
As forças que lutam contra a ofensiva da direita devem levar em conta a necessidade de se unirem e se organizarem para que essas manifestações sejam massivas e vitoriosas.
TODOS ÀS MANIFESTAÇÕES CONTRA A DIREITA FASCISTA!

Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional – 28 de março de 2012

LATIFÚNDIÁRIOS ASSASSINAM MAIS TRABALHADORES SEM TERRA

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                                                                      (Nota Política do PCB)

No dia 26 de  março, três trabalhadores rurais sem-terra ligados ao MLST foram covardemente emboscados e assassinados a mando do  latifúndio na região do Triângulo Mineiro.

Lamentavelmente, continua valendo muito pouco a vida dos trabalhadores e trabalhadoras que se levantam contra a propriedade privada, seja no campo ou nas grandes cidades, lutando contra os grandes empresários e proprietários  mantenedores da ordem do capital.
Ao contrário do que os bajuladores do governo Dilma dizem, no Brasil a questão da terra continua sendo uma questão de conflitos e desigualdades gritantes que perpetuam a fome, a miséria e a violência no campo.
A opção de classe do governo em investir no agronegócio e retardar a reforma agrária é mais um elemento decisivo nessa criminosa realidade da luta de classes no interior do Brasil.
Até hoje,  passados mais de cinco anos do assassinato dos fiscais da Delegacia Regional do Trabalho em UNAÍ, que investigavam denúncias de trabalho escravo contra os latifúndios da região, ninguém foi punido, sobressaindo mais uma vez a impunidade e a  conivência do poder público com a ordem criminosa a serviço do capital.

O PCB se solidariza com o MLST e com todos os trabalhadores e trabalhadoras  sem-terra da região, exigindo severa investigação sobre esse bárbaro crime e a desapropriação imediata da fazenda São José dos Cravos no município do Prata, a favor das famílias acampadas.

PCB – Partido Comunista Brasileiro, 27 de março de 2012
Comissão Política Nacional

terça-feira, 27 de março de 2012

Em Pernambuco, pelo menos, eles são sinceros: PCdoB e PSDB juntos na eleição



imagemCrédito: FolhaPE
NOTA DOS EDITORES
À esquerda, de vermelho, o presidente nacional do PSDB Sergio Guerra recebe, na sede de seu partido, a visita do prefeito de Olinda (PE), Renildo Calheiros (no centro, de amarelo); e da vice-presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, à direita.

Aproximação não significa, a princípio, acomodação com cargos no governo (Foto: Jedson Nobre/Folha de Pernambuco)
Por Geraldo Lélis
Da FolhaPE
Vestido de amarelo, o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), recebeu o apoio formal dos tucanos, nesta sexta-feira (23), para disputar a eleição em outubro próximo. Em meio ao evento, o presidente nacional do PSDB, o deputado Sérgio Guerra, negou contradição ao apoiar uma legenda tradicionalmente posta em campo adversário. A aproximação, segundo justificou o dirigente nacional, a princípio, é eleitoral, mas não impedirá da legenda ser incorporada no primeiro escalão do governo, caso o gestor consiga a reeleição.
“Não há nenhuma contradição em estar do lado deste candidato e fazer com todo mundo a campanha que tem que fazer com ele. Pelo contrário. Há tranquilidade, há confiança e há lógica”, argumentou Sérgio Guerra, fazendo elogios ao gestor comunista. “Por muitas razões, acho que fizemos uma boa escolha apoiando a candidatura de Renildo. Primeiro, porque ele é uma pessoa que merece a confiança de todos nós. Eu o conheço há muitos anos e nunca o vi vacilar. É firme nas suas convicções, explicito nas suas palavras”, disse.
Sobre o recuo na candidatura da ex-deputada estadual Terezinha Nunes – secretária-geral do partido -, Sérgio Guerra declarou que ela terá a liberdade para tomar a posição que achar melhor. A tucana já adiantou que não pedirá voto para o prefeito Renildo Calheiros. Guerra justificou que Terezinha não conseguiu reunir apoio suficiente para viabilizar sua candidatura.
“Nós pedimos que Terezinha fosse para Olinda para articular e reunir políticos em torno de seu nome. Ela não teve a capacidade de formar uma candidatura estruturada. Ela não conseguiu juntar os partidos, e nós não temos estrutura para bancar uma candidatura sem apoio em Olinda”, explicou.

Greve da Unifesp


Matéria do site do PCO

Na assembleia estudantil da ultima quinta-feira a esmagadora maioria dos presentes decidiram realizar greve por tempo indeterminado até o atendimento das reivindicações estudantis.
A situação limite em que chegou o campus provocou essa explosão e a paralisação das aulas na segunda semana em que a unidade estava em funcionamento.


Em todas as salas há barricadas para mostrar a mobilização dos estudantes e impedir que os professores furem a greve dos estudantes. Foram colocadas as carteiras para fora e nenhuma aula foi ministrada. Os estudantes estão organizando a mobilização com debates atividades culturais.


No campus de Guarulhos, o curso de letras não tem sequer um laboratório de línguas; o curso de história da arte não possui um laboratório de fotografia. Isso se tornou o menor dos problemas na unidade. O que deveria ser curso de ponta na área, tornou-se para dizer o mínimo, uma especialização. O conhecimento adquirido é muito superficial e extremamente insuficiente.



Os estudantes estão corretos em fazer cumprir a decisão da assembleia.
Não se pode afirmar de maneira nenhuma que a decisão foi precipitada. Há estudantes sem aulas por falta de salas, salas superlotadas e filas para qualquer operação que seja realizada na unidade.

Tapumes podres caídos por conta da chuva


As reivindicações dos estudantes estão diante de todos. A greve estudantil e até mesmo a ocupação não se trata de ser “um instrumento” para lutar, mas é o único instrumento dos estudantes. Não existe outro modo de mobilização. A ação dos estudantes é um movimento político inviabilizado com a manutenção das precárias aulas.

Todas as conquistas até agora conquistadas no campus, apesar de precárias, como Restaurante Universitário, ônibus até o metrô foram por meio da mobilização e da greve.
Os demais setores de professores e funcionários devem também discutir a paralisação pois são setores que também são seriamente afetados pelo descaso da administração central com a unidade.

Viva os 90 anos do PCB - Partido Comunista Brasileiro



 

Declaração dos 90 anos 

imagemCrédito: Roberto Arrais
Nota Política do PCB
(Pleno do Comitê Central – Niterói, 25 de março de 2012)
Viva os 90 anos do PCB!
No dia 25 de março de 1922, trabalhadores brasileiros reuniram-se em Niterói.
Eram representantes de vários agrupamentos comunistas que existiam pelo país. Estavam marcados pelos acontecimentos da Revolução Russa, pelos movimentos grevistas que agitavam as ruas e fábricas, e desejavam lutar para transformar o Brasil. Criaram um Partido para combater a opressão e tinham no horizonte a perspectiva do socialismo, como forma de emancipação humana.
Esse instrumento da classe operária brasileira floresceu, participou das lutas mais importantes do século XX, esteve ao lado dos trabalhadores do campo e da cidade nas suas jornadas mais emblemáticas, como as revoltas camponesas de Porecatú, Trombas e Formoso, a greve dos 300 mil em São Paulo em 1953, a campanha O Petróleo é Nosso, a campanha contra a guerra da Coréia e tantas outras. Mais recentemente, a luta contra a ditadura, a campanha pela anistia e pelas eleições diretas para presidente, a luta contra as privatizações nos anos 90, pelos direitos trabalhistas e previdenciários, por uma reforma agrária radical, por uma verdadeira Comissão da Verdade. Por isso, esse Partido, desde o momento da sua fundação, foi perseguido pelos pretensos donos do poder, pela oligarquia encastelada no latifúndio e pela burguesia, donas dos meios de produção.
Fomos presos, torturados e assassinados, mas continuamos existindo. A nossa bandeira nunca parou de tremular: mesmo sob a perseguição mais feroz, lá estávamos nas lutas contra o Estado Novo, nas mobilizações contra o nazifascismo. Quando a segunda guerra mundial acabou, saímos da ilegalidade a que a burguesia havia nos imposto, com um grande número de militantes e forte influência nos movimentos de massa. Nas eleições de 1945, elegemos uma bancada parlamentar representativa do povo, que defendeu combativamente os interesses dos trabalhadores e as liberdades democráticas, com a presença do senador Luiz Carlos Prestes e de quatorze deputados comunistas.
A nossa presença intelectual e política deixou marcas indeléveis na sociedade brasileira. Afinal, na história do século XX, lutaram conosco Graciliano Ramos, Jorge Amado, Oswald de Andrade, Portinari, Di Cavalcanti, Pagú, Mário Lago, Francisco Milani, Rui Facó, Monteiro Lobato, Caio Prado Jr., Paulo da Portela, Silas de Oliveira, Alberto Passos Guimarães, Nelson Werneck Sodré, Mário Schenberg, Nise da Silveira, Carlos Drummond de Andrade, Gianfrancesco Guarnieri, Oduvaldo Vianna Filho, Adolfo Lutz, Cícero Dias, Aparício Torelly (Barão de Itararé), Dias Gomes, Paulo Leminski, Vladimir Herzog, Nelson Pereira dos Santos, Leon Hirszman, Oscar Niemeyer, João Saldanha e milhares dos melhores filhos da classe trabalhadora.
Aqueles homens de março de 1922 deram o primeiro passo de uma longa caminhada da qual temos o orgulho de ser os continuadores, com nossos erros e acertos, com vitórias e derrotas, mas sempre construindo os caminhos da transformação social e do socialismo.
Hoje, no dia 25 de março de 2012, os comunistas de todos os estados brasileiros reúnem-se novamente em Niterói.
Comemoram os noventa anos do PCB orgulhosos de suas lutas, lembrando, com alegria, a nossa história e, com tristeza, as mortes e os desaparecimentos de bravos camaradas, certos da contribuição do PCB nas lutas dos trabalhadores e do povo, na cultura, nas artes e nos campos de batalhas da solidariedade internacionalista. Saudamos a experiência socialista da União Soviética, do leste europeu e de Cuba, como de todos aqueles que construíram, no século XX, a ousadia de nosso sonho emancipatório e nos legaram como herança os ensinamentos sobre os caminhos que queremos seguir e os erros que devemos evitar.
Nesse momento de rememorar, homenageamos nossos camaradas, como Astrojildo Pereira, Minervino de Oliveira, Octávio Brandão, Elisa Branco, David Capistrano, Giocondo Dias, Carlos Marighella, Orlando Bonfim, Hiran Pereira, Lyndolpho Silva, João Massena, Roberto Morena, Osvaldo Pacheco, Horácio Macedo, Ana Montenegro, Dinarco Reis, Manoel Fiel Filho, José Montenegro de Lima, Paulo Cavalcanti, Gregório Bezerra e nosso histórico camarada Luiz Carlos Prestes, consagrado como o “Cavaleiro da Esperança”. Em seus nomes, saudamos todos aqueles que anonimamente construíram o PCB, este patrimônio da história brasileira, da luta dos trabalhadores e do movimento comunista internacional.
Assim como em 1922, em 2012 os comunistas brasileiros não se reúnem em Niterói apenas para olhar para trás, mas principalmente para analisar o mundo e o Brasil nos dias de hoje, para continuar a luta contra o capitalismo, que está cada vez mais sanguinário e imperialista, como previu Lênin.
O mundo está numa encruzilhada. A crise sistêmica do capitalismo confirma as tendências de centralização do capital no plano mundial. A fim de manter seus lucros a todo custo, os capitalistas aprofundam a precarização das condições de trabalho e reduzem cada vez mais os salários e direitos, ao mesmo tempo em que a ação do capital, voltada à formação de novos e amplos contingentes de trabalhadores “livres” para vender barato e de forma precária a sua força de trabalho, promove um processo crescente de proletarização das camadas médias e do campesinato. O capitalismo monopolista, em sua escalada mundial, só faz crescer a concentração da riqueza e aumentar a pobreza, ampliando o fosso existente entre proprietários e proletários.
Na atual conjuntura, o capital se utiliza dos fundos públicos para aumentar a sua acumulação. Governos seguem dando suporte ao grande aparato empresarial, com a transferência de gigantescos recursos financeiros para “salvar” bancos e indústrias ameaçadas pelas crises sucessivas. Para isso - com o respaldo de parlamentos dominados pelos interesses do capital - impõem drásticos cortes orçamentários nas áreas sociais e aprofundam a retirada de direitos dos trabalhadores.
A humanidade está ameaçada. A agressão imperialista se manifesta nas guerras de rapina, resultantes da ação do capital para engendrar um novo ciclo de acumulação. Para justificar o ataque indiscriminado em favor dos interesses capitalistas, governos e líderes políticos não alinhados ao imperialismo são satanizados, organizações populares e movimentos rebeldes são criminalizados. Depois de ocuparem o Iraque e o Afeganistão, os Estados Unidos e a OTAN invadiram covardemente a Líbia e agora ameaçam a Síria, o Líbano e o Irã. Enquanto isso, Israel segue matando, prendendo e expulsando os palestinos de suas terras. Tais ações têm gerado nada além que a destruição do planeta, a espoliação dos povos e a precarização da vida em sociedade.
No Brasil, a ordem do capital se mantém com o imenso poder da burguesia monopolista associada subalternamente ao imperialismo e coligada aos aliados nacionais da oligarquia e de setores da pequena burguesia. A ordem burguesa transitou da ditadura para uma democracia de fachada, de cooptação, que exige, para o bom funcionamento da acumulação de capital, o apassivamento dos trabalhadores, forjado por meio de medidas compensatórias, que visam à amenização da pobreza absoluta, a medidas de crédito para fomentar o consumismo, ao mesmo tempo em que se intensifica a exploração dos trabalhadores. Retiram-se direitos consagrados e são eternamente adiadas as demandas históricas daqueles que lutam por moradia, trabalho, terra, educação, saúde e outras condições essenciais da vida. Querem que os trabalhadores acreditem que a única possibilidade de seus interesses serem atendidos depende do crescimento da economia capitalista e dos vultosos lucros que daí derivam.
Mas a arrogância do capital provoca o acirramento da luta de classes e suscita, em contrapartida, uma intensa mobilização dos trabalhadores em todo o mundo, permitindo que o cenário da história se abra para as possibilidades da transformação, reatualizando a necessidade da alternativa socialista. Diante das guerras imperialistas, manifestamos nossa irrestrita solidariedade aos povos espoliados e agredidos, pautando-nos sempre no internacionalismo proletário. Neste mesmo sentido, apoiamos a resistência dos povos em luta e a insurgência em algumas regiões, a exemplo da Colômbia, como forma de resistência para impedir o avanço do imperialismo estadunidense e as ações criminosas do governo narcoterrorista. É preciso fortalecer a bandeira do socialismo na América Latina, para fazer avançar as lutas populares e impedir que as garras sangrentas do imperialismo continuem a se estender pelo continente.
Em nome dos nossos 90 anos de luta, das nossas vitórias e derrotas, com a legitimidade que conquistamos, inclusive pelos erros cometidos, podemos afirmar com convicção: não será com o desenvolvimento do capitalismo, seja ele de que tipo for, que nossos problemas históricos se resolverão, pois sabemos que, quanto mais tivermos capitalismo, pior será para o presente e o futuro da humanidade. Portanto, não será por meio de alianças espúrias com os exploradores que se acabará com a exploração!
Aqueles que lutam hoje por nossas bandeiras, as bandeiras pelas quais gerações de brasileiros lutaram, sabem que chegou o momento de dizer basta! Não mais pactos para o capital crescer sua acumulação, na esperança da obtenção de migalhas! Não mais alianças com a classe que se apodera dos meios sociais de produção da vida e, através disso, da riqueza socialmente construída por nós. Não mais plantar e não ter o que comer; não mais produzir a riqueza que nos faz pobres, não mais sangue e sacrifício para que os capitalistas saiam de suas crises; não mais o trabalho de muitos se transformando na riqueza e poder de poucos.
Que se devolva à humanidade trabalhadora o que a ela pertencem: os meios sociais de produção e de reprodução da vida. Nós, trabalhadores, resolveremos nossos problemas, emancipando a humanidade, ao nos livrarmos desta chaga histórica que é o capitalismo. É hora de os trabalhadores do campo e da cidade, estudantes e todos aqueles que não se acovardaram, não se renderam nem se venderam à ordem do capital se levantarem para dizer que existe uma alternativa para uma humanidade unida, emancipada e solidária. Esta alternativa é o socialismo, como transição capaz de gerar as condições que nos permita superar a sociedade de classes e iniciar a construção do comunismo, a verdadeira história da humanidade libertada de suas cisões de classe e de todas as formas que colocam os seres humanos uns contra os outros.
Nós, comunistas brasileiros, nascemos há 90 anos à luz da Revolução Russa e sua grande esperança de mudar o mundo. Guardamos esta luz, acalentamos esta mesma esperança e a vivificamos com nossa luta e o sangue dos que se foram para, agora, mais do que nunca, reafirmar: para salvar a humanidade é necessário superar a ordem capitalista e o mundo burguês, e o caminho desta superação é a Revolução Socialista.
Contra a ordem capitalista e a hegemonia burguesa, é preciso construir o Poder Popular e a contra-hegemonia dos trabalhadores. Devemos ampliar e aprofundar as ações no plano tático voltadas para o fortalecimento da organização e da consciência de classe dos trabalhadores, com vistas à correta ocupação dos espaços políticos, no sentido da construção e aprofundamento dos mecanismos necessários ao desenvolvimento da luta contra-hegemônica. É tarefa premente o fortalecimento de nossa atuação no plano das lutas sindicais e da juventude, na organização dos trabalhadores do campo, das mulheres, dos negros e demais movimentos populares, assim como a denúncia cotidiana do capitalismo e a divulgação das ideias socialistas e comunistas.
Com a Unidade Classista, levantemos as bandeiras por mais direitos e melhores salários, pela reestatização de empresas estratégicas com a participação dos trabalhadores na sua gestão, pela redução da jornada de trabalho para todos sem redução de salário, contra a precarização do trabalho e a privatização da previdência, em defesa da saúde pública e contra as demissões. Vamos fortalecer e ampliar a Intersindical, na perspectiva da construção efetiva de uma organização sindical classista em âmbito nacional.
Com a UJC, lutemos em prol da Universidade Popular e por uma educação pública emancipadora e de qualidade. Busquemos contribuir para a organização dos jovens trabalhadores e dos marginalizados pelo sistema capitalista, que apresentam um enorme potencial de expressar a contracultura, contestar a ordem e fomentar a rebeldia. Com os Coletivos Ana Montenegro e Minervino de Oliveira, participemos das lutas contra a superexploração das mulheres e dos negros impostas pelo capital e a favor de suas demandas sociais específicas, contra a discriminação sexual e o racismo. Com os intelectuais, artistas, homens e mulheres da ciência e da cultura, estreitemos nosso compromisso com a mais ampla e irrestrita liberdade de manifestação do pensamento, resgatando nossas tradições de luta por uma cultura democrática e popular, revolucionária, em contraponto à forma capitalista, que tudo transforma em mercadoria.
Com os movimentos e organizações populares da cidade e do campo, atuemos decididamente contra a privatização e o sucateamento dos sistemas públicos de transportes, educação e saúde, em defesa da seguridade social solidária e da moradia digna, contra a destruição ambiental, pela reforma agrária radical, jamais perdendo de vista que a emancipação de toda a humanidade somente virá com o fim da propriedade privada, a destruição das relações capitalistas e a edificação da sociedade socialista.
Com os povos de todo o mundo, dediquemo-nos à solidariedade internacionalista, juntando nossas vozes aos trabalhadores em greve na Europa e nos Estados Unidos, às populações atacadas pelo imperialismo no Oriente Médio e na África, aos movimentos populares da América Latina e, em especial a Cuba Socialista, a seu governo e ao Partido Comunista Cubano, tal como fazemos há mais de 50 anos.
O PCB está e sempre estará presente e ativo em todos os espaços de luta, traçando, desde agora, o caminho da Revolução Socialista no Brasil. Queremos construir, com todos aqueles que lutam por transformações radicais da sociedade, uma frente anticapitalista e anti-imperialista, com a perspectiva de movimentar o bloco revolucionário do proletariado. Para aqueles que ousam ser os protagonistas do presente e do futuro, para a classe trabalhadora, único sujeito capaz de realizar esta transformação radical, oferecemos nossos braços camaradas.
Somos combatentes, somos convictos de nossos ideais, somos marxistas, queremos ser seres humanos integrais em uma humanidade emancipada, somos internacionalistas, somos anticapitalistas.
Em uma frase: fomos, somos e seremos comunistas. Somos o Partido Comunista Brasileiro, somos o PCB!
Viva a nossa reconstrução revolucionária!
Viva a classe trabalhadora!
Viva o Socialismo!
Viva os 90 anos de luta do PCB!
Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Niterói, 25 de março de 2012.





Ao Partidão e sua história:   "Ave rubra que flameja no ar
                                                 Símbolo que chama pra lutar"


Repartido (aos 90 anos do PCB)

Nossa história começa aos noventa
e é o passado que nos alimenta.

Pretendemos nossa voz emaranhada no
torvelinho da massa,
somada aos gritos de Revolução.

Nossa palavra pichada,apócrifa,
nos muros das cidades,
nosso jornal de clara opinião.

Pretendemos nossa cor
em revoadas pelas ruas,
estrelas em pleno dia,
a verdade posta nua!

Nossa história começa aos noventa,
e é o passado que nos alimenta.
Caminharemos firmes, sem demora,
novas páginas começam agora!

Orientados pelo Mar e pelo Lema:
Proletários, uni-vos!
Seguiremos em luta e emancipação.

Empunharemos o martelo e a foice,
com passo entre os povos,
Em táticas avançadas de direção.

Se já estivemos prestes,
estaremos mais prontos.
Se o norte vinha do leste,
teceremos novos pontos.

Nossa história começa aos noventa,
e é o passado que nos alimenta.
Semearemos com flores e com metais
a leira de dialéticos ideais.

Comemorações em Cuba





Quando e por que nascemos
Aos 90 anos do PCB (1922-2012)

Não sei quantos anos temos.
Sei que festejamos hoje 90 anos
porque nascemos em 1922.
Mas, talvez tenha sido antes,
talvez tenhamos nascido em 1917
quando os trabalhadores russos
iniciaram a construção do futuro,
ou foi em 1919 quando na Internacional
sonhamos sonhos planetários.
Talvez tenha sido antes ainda.
Em 1871, na Paris Revolucionária da Comuna
ou em 1848, quando os trabalhadores
levantaram-se para falar com sua própria voz.
Não sei, mas talvez tenha sido antes.
Quando dois alemães se encontraram
e viram o mundo através de nossos olhos
nos mostrando o caminho da emancipação.
Mas talvez não.
Talvez tenha sido há muito mais tempo:
quando um trabalhador
olhou para suas mãos
e percebeu que não eram mais suas mãos.
Quando olhou para seus pés e viu
que a terra não era mais a sua terra.
Não sei, mas acredito que foi ali que nascemos.
Talvez por isso é que nascemos.
Talvez por isso vivemos tanto tempo.
Talvez por isso resistimos.
Talvez por isso estejamos aqui hoje
para dizer aos trabalhadores:
_ Olha, esta são suas mãos,
são seus os produtos do trabalho.
_ Olha, esta é tua terra,
são nossos seus frutos.
_ Coragem, levanta a cabeça e veja:
olha este sol que se insinua
por trás das nuvens que o escondia.
Não há noite tão longa que derrote o dia.
Veja como tinge de vermelho o universo.
_ Levanta tua mão, camarada, assim...
agora fecha o punho, isso...
Lembra como era aquela canção?
Coragem, vocês nunca estarão sozinhos
Porque aqui estamos camaradas.
Por isso nascemos.
Por isso lutamos tanto.
Por isso sobrevivemos.
É por vocês camaradas
que fomos, que somos, que seremos
sempre
Comunistas!