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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Nota do PCB Guarulhos sobre as ocupações de 2016



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Em 2016, após a posse ilegítima de Michel Temer e o anúncio de que seu governo promoveria ataques a direitos conquistados duramente pela classe trabalhadora, na previdência, nas formas de contratação e negociação de direitos e na educação pública, iniciou-se a organização da resistência e, assim, atos, manifestações, ocupações, aconteceram em todo país.
Em Guarulhos não foi diferente. A Câmara Municipal e a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) foram ocupadas. A ocupação da câmara municipal durou 12 dias. O PT, que agora, depois de 16 anos terá que atuar na oposição, apoiou a ocupação e, através de sindicatos dirigidos pela CUT e mandatos de vereadores, ofereceram estrutura, alimentação e segurança por algum tempo. Essa ocupação sofreu ataques e ameaças de movimentos organizados da direita e, com a estrutura oferecida, pôde garantir a continuidade do processo.
Apesar dessa contradição, posto que vemos a influência e participação protagonista do PT como um elemento que impõe limites políticos ao movimento, foi possível dialogar com a população em determinados momentos e fez-se contatos importantes com movimentos de ocupação por todo país. Isso ampliou o alcance e a visibilidade da luta.
A desocupação da câmara ocorre no momento em que o PT abandona o barco e a prefeitura, dirigida pelo PT, através da GCM, corta luz e água da câmara e impede a entrada de familiares e apoiadores e a doação de alimentação ou água, além de cortar qualquer tipo de comunicação. Essa tática de tortura e saturação fez com que os militantes tivessem que sair. Dessa forma, fica claro o jogo duplo e oportunista dos reformistas.
Vemos como mais eficaz e avançado o processo de ocupação da Unifesp. Evidentemente, a Frente Única com o PT e outras organizações interessadas na derrota da PEC de reforma do ensino aconteceu. Mas a participação da militância da UJC foi maior, mais atuante e decisiva. As forças políticas presentes estiveram mais à esquerda e tem consciência da luta de classes.
Dessa forma, o movimento pautou a terceirização dos trabalhadores da Unifesp; as condições de trabalho precarizadas; o diálogo da universidade com a população local, oferecendo acesso a aulas públicas, biblioteca; a não criminalização do movimento, nenhum processo aos lutadores.
Após uma negociação de 14 horas com a reitoria, o movimento decidiu por desocupar o prédio, posto que essas reivindicações acima haviam sido conquistadas.
Aproveitamos a nota para repudiar a desocupação da casa RATA ocorrida na madrugada do dia 24 para o dia 25 de dezembro. A brutalidade da atuação da GCM demonstra bem como o governo Almeida vê as lutas populares e como esse governo de conciliação de classes encerra, de forma melancólica e derrotada, uma experiência que atrasou a consciência do proletariado.
O PCB se dispõe a somar e construir as lutas contra o governo ilegítimo de Michel Temer, pela Greve Geral, pela organização e avanço da classe trabalhadora rumo ao Poder Popular e ao socialismo.
Ousar lutar, ousar vencer!

sábado, 12 de dezembro de 2015

Nota Política do PCB – Guarulhos sobre as ocupações

 
1 – O decreto que determinava o desmantelamento e o fechamento de diversas escolas públicas, que o governo buscava impor de forma autoritária e truculenta, foi revogado. Esse recuo do governo de São Paulo se deu por conta do intenso movimento protagonizado pelos estudantes secundaristas que, ao se depararem com a iminência da aplicação do projeto e a ausência total de diálogo em todas as instâncias da burocracia tucana, iniciaram uma enorme onda de ocupações de escolas, atingindo o impressionante número de mais de 200.

2 – O PCB, em seu CC, células,:a UJC, Unidade Classista e o Coletivo feminista e classista Ana Montenegro saúdam a unidade, combatividade, ousadia e protagonismo das comunidades escolares mobilizadas, inegavelmente lideradas pelos estudantes. A velha falácia tucana, blindada e publicizada pela mídia burguesa, não enganou os trabalhadores, que acompanharam o dia-a-dia da luta, de maneira que os índices de aprovação de Geraldo Alckmin despencaram, ao passo que cresceu a rejeição ao seu governo.

3 – De fato, o movimento foi capaz de criar e potencializar experiências embrionárias de Poder Popular. Os estudantes, em cada uma das 200 escolas ocupadas, expulsaram os burocratas capachos do governo e, através de experiências de democracia proletária, artesanais de início, mas cotidianas depois de algum tempo, fizeram as escolas funcionar. Limpas, oferecendo alimentação, aulas de esporte, biologia, física, sociologia, artes, acontecendo o dia todo.

4 – O governo Alckmin, representado na pasta de Educação nas sinistras figuras de Herman e Padula, deixou vazar um áudio em que declarava guerra ao movimento. Paradoxalmente, a judicialização do processo, recurso a que o Estado Burguês não se furta a usar para derrotar contradições, negou as reintegrações de posse.

5 – Em Guarulhos a situação se agravou quando o judiciário não só negou a reintegração de posse, mas também proibiu a PM de rondar as escolas como intimidação, suspendeu a reorganização na cidade e determinou uma multa de 200 milhões de reais para cada dia que isso fosse desobedecido. Essa decisão fortaleceu moralmente as ocupações.

6 – A PM reprimiu manifestações e prendeu estudantes, o que gerou uma nota da Anistia Internacional e desmoralizou Geraldo Alckmin ainda mais. Encurralado, a saída foi revogar o decreto. Herman foi obrigado a deixar seu cargo.

7 – O governo pretende criar canais artificiais de comunicação em 2016 para justificar a reorganização em 2017. assim, entendemos que as desocupações não devem ser imediatas. Cada Assembleia de cada escola deve debater e decidir seu futuro. A luta pela liberdade dos presos, punição aos PMS repressores e por gestão democrática nas escolas está na ordem do dia.


8 – Alguns grupos buscarão convencer os estudantes a acelerar as desocupações, outros, por sua vez, buscarão adiar o máximo possível. Defendemos que os estudantes, e apenas estes, tem a legitimidade e autoridade para decidir.

Ousar lutar, ousar vencer!

Guarulhos, 6/12/2015

terça-feira, 15 de setembro de 2015

DERROTAR O AJUSTE FISCAL E A AGENDA BRASIL!

 

imagemPCB, Unidade Classista e União da Juventude Comunista conclamam os trabalhadores brasileiros à luta contra o capital: DERROTAR O AJUSTE FISCAL E A AGENDA BRASIL!
O Partido Comunista Brasileiro (PCB), a Unidade Classista (UC) e a União da Juventude Comunista (UJC) saúdam os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros que estão nas lutas e nas ruas contra a política econômica do governo e da burguesia, que impõe o ajuste fiscal, vários retrocessos nas políticas sociais e nas legislações trabalhista e ambiental, por meio da chamada Agenda Brasil, um verdadeiro golpe contra as conquistas do povo brasileiro. Todos esses direitos são negados para que o dinheiro público seja destinado aos banqueiros e rentistas. Manifestamos nossa solidariedade a todas as categorias em greve no país por melhores condições de trabalho, reajustes salariais e mais empregos para todos, e a todos aqueles que mantêm as ocupações de terras urbanas e rurais. Conclamamos ainda o proletariado e a juventude a se organizarem nos locais de trabalho, moradia e estudo, com o objetivo de enfrentar a dura batalha contra a recessão, as demissões, a exploração imposta pelo patronato e pelo imperialismo.
Os empresários querem descarregar nas costas dos trabalhadores todo o peso da crise mundial que há mais de sete anos castiga o sistema e chegou com força ao Brasil em 2011, uma crise criada pelo próprio sistema capitalista para alimentar a oligarquia financeira parasitária e continuar mantendo o sistema de exploração. Sobram para os trabalhadores e para toda a população a recessão, o desemprego, o corte de salários, as demissões no funcionalismo público, o corte de verbas sociais. Hoje, o capitalismo é o principal inimigo da humanidade: só pode crescer e se desenvolver ameaçando a sobrevivência da espécie humana. Portanto, está na hora de os trabalhadores se libertarem desse flagelo lutando para superar o capitalismo e construir a sociedade socialista, baseada na justiça, na abundância e na felicidade dos trabalhadores.
No Brasil, a situação não é diferente do resto do mundo, principalmente nos últimos três anos. O governo Dilma aprofundou sua opção pelos ricos, os banqueiros, os grandes monopólios industriais e o agronegócio. Ao contrário do que prometeu ao povo no período eleitoral, colocou seu governo a serviço dos arrochos fiscal e salarial, provocando recessão e desemprego, além de entregar o que resta do patrimônio público ao setor privado. O capital financeiro vem sugando todos os recursos da economia, pois o sistema privilegia o pagamento de juros da chamada dívida pública, em detrimento dos direitos sociais. Para se ter uma ideia dessa sangria, vale dizer que somente nos últimos 12 meses a conta de juros chegou a 452 bilhões de reais, recursos que dariam para resolver grande parte dos problemas sociais do país.
No Parlamento, o conhecido balcão de negócios das classes dominantes, os escândalos de corrupção tornaram-se rotina. O Judiciário e o Executivo não escondem que também sempre foram agências a serviço do capital. Fica cada vez mais claro que a maioria das instituições está permeada pelos interesses privados, pelas negociatas, pela burocracia e pelo desprezo à vontade e às necessidades da população. O aparato repressivo está cada vez mais violento contra os trabalhadores e suas manifestações, vitimando principalmente a população pobre e negra dos bairros periféricos. Nesse contexto, repudiamos a tramitação no Congresso Nacional, em regime de urgência, da chamada lei antiterrorismo, mais um instrumento legal que terá o estado burguês para reprimir e criminalizar os movimentos populares.
Está na hora de virar o jogo e dar um basta. É preciso garantir a unidade de todos aqueles que estão em luta contra o capitalismo e o imperialismo, em torno de uma frente de ação unitária de partidos e movimentos sociais, como forma de enfrentar de maneira mais ampla e organizada o grande capital nacional e internacional. As mobilizações que aconteceram em junho de 2013, além das greves que estão sendo realizadas atualmente, mostram que o povo está disposto a ir à luta. Ou seja, o caminho da transformação de nosso país está nas lutas das ruas, dos locais de trabalho e estudo e não nos gabinetes ou alianças com setores da burguesia. Por isso, é necessário superar a fragmentação do campo anticapitalista no movimento operário e popular e buscar uma alternativa classista para os trabalhadores.
Viva a unidade de todos os setores classista do movimento operário e popular!
Que os ricos e poderosos paguem pela crise que eles próprios criaram!
Ousar lutar, ousar vencer. Pela construção do poder popular!
Organizações que convocam o ato do dia 18 de setembro, em São Paulo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

saudação do PCB Guarulhos ao Encontro Municipal do PSOL Guarulhos



Parabéns aos camaradas do PSOL Guarulhos. Nós do PCB - Guarulhos e das nossas Frentes de Massa, UJC, Coletivo feminista classista Ana Montenegro e Unidade Classista - Guarulhos desejamos êxito e sucesso ao encontro municipal e ao congresso do PSOL.
Estaremos juntos nas ruas, em busca do socialismo e do Poder Popular. Aproveitamos para reforçar nossa convocação a todas as forças que constroem o poder popular para compôr uma Frente política permanente de caráter anticapitalista e antiimperialista, que não se confunda com uma Frente eleitoral.
Acreditamos que assim, em unidade, os trabalhadores e suas representações derrotarão o reformismo e a direita e avançarão rumo a uma sociedade mais justa, fraterna e humana, uma sociedade socialista.
Ousar lutar, ousar vencer!

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Nota política do PCB Guarulhos: Organização e resistência para combater a onda conservadora



1 - Assistimos no último mês lamentáveis acontecimentos que reforçam a tendência de endurecimento do Capital diante da Crise econômica. A redução da maioridade penal; os projetos de retirada de direitos trabalhistas; as privatizações; a repressão aos movimentos populares e a tentativa de proibição da parada gay em Guarulhos. Tudo isso que está em curso nos mostra que os revolucionários temos que estar cada vez mais enraizados nas massas para resistirmos aos embates que se aproximam. A Unidade antifascista se mostra cada dia mais necessária.
2 - Em Guarulhos não é diferente. Por isso nos pronunciamos, enquanto operador político proletário, sobre dois eventos recentes que nos explicitam a necessidade de organização cada vez maior no combate ao conservadorismo e à ofensiva do Capital.
3 - Repudiamos a repressão da PM contra a Marcha da Maconha. Este ato é um importante espaço de debate e oposição à fracassada política de guerra às drogas, política esta que apenas aprofunda o apartheid social e o genocídio da população jovem, pobre, negra e periférica. Alguns companheiros, numa ação autoritária e descabida da PM, foram presos. Com o apoio jurídico de advogados progressistas, felizmente, por conta da falta de motivação real, já estão soltos.
4 - Também repudiamos firmemente o espetáculo de reacionarismo e preconceito que foi o debate sobre a inclusão da questão da igualdade de gênero na grade da educação básica municipal ocorrido na câmara dos vereadores. A composição da câmara em Guarulhos é extremamente elitista, burocrática e atrasada, marcada, inclusive, pelo gangsterismo. Foi importante a ação contra-hegemônica dos movimentos feministas organizados em Guarulhos. Assim, o discurso do tucano ultra conservador bispo de Guarulhos não saiu ileso da plenária.
5 - É gravíssimo o projeto de proibição da parada gay em Guarulhos. Isso mostra o quanto o Estado se mostra servil aos interesses reacionários e conservadores da ultra direita. Essa atitude é, de fato, um ataque ao caráter laico do Estado. Os movimentos LGBTs não podem aceitar mais essa medida repressiva sem resistir.  
6 - Consideramos importante a audiência pública convocada pela Frente Municipal contra a redução da maioridade penal, assim como a aula pública construída pelo comando de greve dos professores da Apeoesp guarulhos. Essas são importantes iniciativas para combater esses projetos.
7 - Nesse sentido, nós do PCB Guarulhos reafirmamos a necessidade da construção de uma ampla frente anticapitalista e Anti-imperialista para lutar pela legalização do aborto; pela legalização da maconha; pela igualdade de gênero; pelo empoderamento da mulher trabalhadora; pela liberdade de identificação de gênero e sexualidade e pela desmilitarização da PM.
Ousar lutar, ousar vencer.
Comitê Municipal do Partido Comunista Brasileiro em Guarulhos.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

Nota da UJC-SP em apoio à greve estudantil na EFLCH (Unifesp campus Guarulhos)


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  Nesta última terça-feira, dia 24, a EFLCH (Unifesp campus Guarulhos) entrou em greve, após paralisação de 1 semana. Recentemente foi divulgado o massivo corte de 30% dos gastos com educação, corte este que atingiu gravemente diversas instituições federais de ensino superior, trazendo a elas um sucateamento ainda maior. Tal corte é parte integrante do popularmente conhecido como ´´pacote de maldades“ do Governo Federal, um conjunto de medidas provisórias que, entre outras coisas, ocasionou cortes de investimentos públicos em setores essenciais à população como a saúde, a educação e a Previdência Social, com a contrapartida de um pagamento mais generoso e bem remunerado com juros às instituições credoras da dívida pública brasileira.
  Entre as consequências dos cortes para a educação superior, que em cada instituição se deram de uma forma, no campus Guarulhos da Unifesp houve o corte de um sistema de transportes importantíssimo para a permanência estudantil, levando em consideração que muitos dos estudantes do campus são do município de São Paulo, e não há moradias estudantis nas proximidades desde sua fundação em 2006. O sistema de transportes docampus foi disponibilizado por um convênio com a EMTU, conhecido como Ponte ORCA, que fazia a ligação do campus provisório, localizado no centro de Guarulhos, com a estação Carrão da linha vermelha do metrô, além de fretados que saíam da estação Armênia, em menor quantidade, mas que auxiliavam muitos estudantes da mesma forma. Para o endereço original do campus, no bairro dos Pimentas, onde se encontra em construção o edifício acadêmico definitivo, os veículos da Ponte ORCA saíam da estaçãoItaquera. Em outros campi, como os de Diadema e Baixada Santista, houve demissões que reduziram o quadro de funcionários terceirizados, incluindo os responsáveis pela limpeza e segurança, que em vários casos possuem salários com meses de atraso.
  A justificativa da instituição é que com o passe livre se torna injustificável e inviável a renovação do contrato com a empresa de transportes, porém nem todos se enquadram nos pré-requisitos necessários para adquirir o benefício, e por isso cerca de 30% dos alunos seriam excluídos. Diante de tudo o que debatemos e construímos em conjunto, entraram como pauta as exigências de que a Ponte ORCA retorne, que sejam criadas linhas expressas de São Paulo para o campus, que seja garantido o passe livre para todos os estudantes, tudo com a garantia de que as conquistas se estendam para o endereço original do campus no Pimentas, quando retornarmos.
  Fora as exigências em torno do transporte, também exigimos investimento de 10% do PIB nacional para a educação pública já, reajuste dos auxílios-permanência, desvinculando as bolsas do critério acadêmico e vinculando-as ao critériosocioeconômico, uma data certa e explicações sobre o retorno ao Pimentas, que não haja divisão de cursos por conta desse retorno, moradia estudantil e creche. Por fim, apoiamos a greve dos servidores do campus São Paulo e nos comprometemos aparticipar dos atos do dia nacional de lutas, no dia 26, o que se concretizou com um ato que saiu do edifício do DCE em direção ao edifício da reitoria.
  Assim, no dia 26 houve, no edifício do DCE, antes do ato que protocolou na reitoria a pauta da greve dos estudantes da EFLCH, uma plenária acerca dos problemas gerais daUnifesp decorrentes do corte de verbas do MEC, de forma a subsidiar as propostas apresentadas ao longo das negociações com a reitoria. Também foram levantadas questões sobre os casos de machismo na Unifesp, onde a PRAE sempre agiu de modo insatisfatório, e os casos de suicídio de discentes, onde foi exigido auxilio psicológico (que entra na questão de permanência estudantil), e uma conversa com o NAE. A reitoraainda se comprometeu em formar comissões para ir até a EMTU com a presença do MEC realizar uma visita ao campus Pimentas, a fim de fiscalizar as obras do prédio definitivo da EFLCH, que neste momento está com 90% das obras concluídas.
  A UJC tem acompanhado e participado ativamente das atividades do movimento estudantil desde o início da paralisação. Acreditamos que 2015 será um ano muito importante para a luta de trabalhadores e estudantes, não apenas das universidades federais, como resposta ao corte de investimentos públicos com que o governo Dilmainiciou seu segundo mandato. Os trabalhadores e a juventude não devem pagar pela crise do capital, e por isso a resposta dos professores, estudantes e servidores a qualquer medida conservadora proposta pelo Governo Federal deve ser a mobilização, para garantir que se efetive a ampliação dos investimentos no ensino público conquistada com a greve de 2012, quando passou a ser incluída entre as metas do Plano Nacional de Educação (com os 10% do PIB previstos apenas para 2022, nem todos eles para a educação pública). A maior fragilidade institucional que temos atualmente, com um Congresso Nacional recém-eleito mais conservador, tornará a tarefa mais árdua, mas a luta organizada dos trabalhadores e da juventude, com a união de todas as forças da esquerda, entidades e movimentos sociais, é capaz de impor derrotas aos setores mais retrógrados, permitindo o avanço de propostas para as políticas públicas, inclusive para a educação superior, guiadas não segundo os interesses das grandes empresas, mas da totalidade da população trabalhadora.
Todo apoio à greve estudantil da EFLCH!

Unidade Classista - Greve dos professores de São Paulo!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Trabalhadores defendem direitos, lutam por emprego e mantêm greve na MTP


Objetivo é impedir que máquinas sejam retiradas
Foto: Cláudio Omena


Com greve desde segunda e acampamento na empresa, os 770 funcionários das duas unidades da MTP em Guarulhos (Cumbica e Jardim São Roque) enfrentam calote no pagamento e ameaça de retirada de maquinário. Agora, a demissão de trabalhadores por telegrama aumentou a revolta dos metalúrgicos.
Motivos - A paralisação, iniciada dia 19 com apoio e coordenação do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, decorre da falta de pagamento salarial, suspensão do convênio médico, atraso na entrega do vale-transporte e fim do fornecimento de refeições. O Fundo de Garantia não é recolhido há meses.
Justiça - O advogado do Sindicato, Marcílio Penachioni, diz que vai recorrer à Justiça contra as demissões. “A empresa não pode tomar essa atitude, ainda mais por telegrama. A Lei de Greve impede contratações ou demissões no curso das greves”.
O dr. Marcílio informa: “O Sindicato também ingressará com dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho, para que a direção da MTP reveja as demissões”. Ele acrescenta: “No dissídio, vamos pedir arresto de bens (maquinário), e também a nulidade da venda do imóvel da fábrica do Jardim São Roque, que ocorreu há cerca de dois anos, por acreditar que essa transação cheira a fraude”.
Paralisação - O diretor José Carlos de Oliveira (Chorão), que é funcionário da fábrica, afirma: “Estamos acampados na porta da empresa, inclusive à noite. Nosso objetivo é impedir que máquinas sejam retiradas e a MTP venha alegar não ter condições de quitar dívidas ou de oferecer bens para eventual arresto”.
Mais informações - Diretor Chorão (97238.9083) ou 2463.5300 na sede, com jornalista Titico (97606.6269). Assessor de imprensa: João Franzin - MTb 12.865 (99617.3253 ou 3231.3453).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

MTP demite 100% dos seus funcionários.

Os trabalhadores devem ocupar e gerir a fábrica! 


A fábrica Metalúrgica de Tubos de Precisão (MTP) demitiu 100% de seus funcionários entre quarta e quinta-feira, 21 e 21, respectivamente. Os metalúrgicos souberam da decisão da empresa após receberem telegramas em suas casas. Ao todo, 800 pessoas ficaram sem emprego. A gerente comercial Ieda Gasso não se manifestou sobre a situação, quando procurada pela imprensa da cidade.
Segundo o supervisor de produção Marcos Antonio Formigoni, no dia 15 os funcionários da MTP não receberam o adiantamento. “Nos informaram que o pagamento seria feito hoje [dia 22/01], mas ao invés de pagamento recebemos nossas cartas de demissão”.
Ele acrescentou que no dia 17 a diretoria da metalúrgica tentou tirar um equipamento da fábrica, mas foi impedida pela resistência dos trabalhadores.
O convênio médico de todos foi cancelado à revelia, mas mesmo assim, parcelas para o pagamento dele foram descontadas dos salários. “Também estamos sem FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)”, disse Formigoni que acrescentou que recebeu somente 50% do 13º salário.
Segundo os trabalhadores da metalúrgica, 500 trabalhadores da unidade, que funciona na Vila Miriam (Região Centro), e 300 da Região Cumbica foram demitidos “de surpresa”.
Dúvida - Trabalhadores ficaram em frente à MTP para obter informações (Foto: Silvio Cesar)
Dúvida – Trabalhadores ficaram em frente à MTP para obter informações (Foto: Silvio Cesar)
Manifestação e greve em Mauá
Aproximadamente 300 metalúrgicos de Guarulhos foram à empresa Quasar, que pertence ao mesmo grupo que gerencia a MTP e funciona em Mauá (na Região Metropolitana de São Paulo), para protestar contra a demissão em massa ocorrida na cidade. Os funcionários decretaram greve geral em solidariedade aos companheiros de trabalho.
O assessor da pelega Força Sindical, que dirige o sindicato dos metalúrgicos, afirmou que o departamento jurídico do sindicato irá processar a MTP e pedirá para que os bens da empresa sejam leiloados para quitar as dívidas com os trabalhadores.

Nós da Unidade Classista acreditamos que a saída é a propriedade da fábrica passar para s trabalhadores. A gestão capitalista fracassa cada dia mais. Os trabalhadores devem ocupar e gerir a fábrica.

Criar Poder Popular!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Segundo Ato contra o eumento da passagem dia 19 de janeiro às 17h na Matriz

SEDE DO PCB É ATACADA EM NOVA IGUAÇU


Na virada do dia 11 para 12 de janeiro de 2015 a sede do Comitê Municipal do PCB em Nova Iguaçu, teve a frente incendiada, o que ocasionou problemas na eletricidade do prédio, se não fosse a solidariedade de pessoas que passavam pela praça o incêndio poderia ocasionar danos maiores no prédio.
O fato foi comunicado a 52º DP de Nova Iguaçu que ciente do caso, mandou perito ao local para investigar o acontecimento.
Este ataque dirigido a nossa sede não é apenas um ataque ao PCB é mais um ataque a organização dos trabalhadores e de suas entidades que lutam contra o capital.
Defendemos a liberdade de organização e não intervenção nos Sindicatos, nos Grêmios Estudantis, DCE, CA e a não criminalização dos movimentos sociais.
Não vamos nos calar, nem recuar, vamos continuar levantando nossas Bandeiras vermelhas, faze – lá tremular na defesa dos interesses dos trabalhadores, iremos seguir contrariando os interesses dos donos do capital. Temos a convicção que cabe aos trabalhadores se organizar e lutar para derrubar o capitalismo.
O PCB defende o controle do Estado pelos trabalhadores, através do PODER POPULAR onde a população fará deste órgão à vontade e decisão da maioria da população para mudar o rumo do Brasil em direção ao Socialismo em nosso país.

Ousar Lutar!! Ousar Vencer!!
Nova Iguaçu, 13 de janeiro de 2015
Partido Comunista Brasileiro – PCB
Comitê Municipal de Nova Iguaçu     

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Ato dia 12 contra o aumento do preço da passagem: mais um ataque da prefeitura de Guarulhos contra os trabalhadores!



Texto do MPL Guarulhos

"Mais uma vez governos e patrões mostram suas caras, mas agora de maneira covarde e perversa. A partir do dia 28 de dezembro, a tarifa dos ônibus na cidade de Guarulhos vai aumentar para 3,50 - um verdadeiro roubo! Sabendo que estamos em um momento de festas e férias, o prefeito e os empresários estão querendo empurrar goela abaixo um aumento absurdo. Se 0,20 centavos já era muito, imagine 0,50!!!

Nós do Movimento Passe Livre-Guarulhos somos diretos em dizer que somos contra o aumento, defendemos a TARIFA ZERO e sabemos que só nas ruas podemos barrar o aumento e conquistar um transporte público que garanta a todxs o direito de ir e vir pela cidade! JÁ BASTA! 
Se a tarifa não baixar, a cidade vai parar!!!



ATO CONTRA O AUMENTO DO BUSÃO
12/01 às 17h - IGREJA MATRIZ

3,50 NÃO DÁ! TARIFA ZERO JÁ!!!!"

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Militante do partidão publica livro através do Selo Independente Jornal Dialética

O livro de poesias de combate  Rabiscos Surrados de Renato Queiroz foi publicado através do Selo Independente Jornal Dialética. Este Selo é iniciativa de poetas e artistas plásticos organizados no Coletivo Jornal Dialética, responsáveis pela publicação mensal do Zine e literatura Jornal Dialética e pela realização mensal do Sarau Carolina, evento que relembra a obra de Carolina Maria de Jesus, poetisa negra, periférica e lutadora.