quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os três porcos.



Eu estava sentado, sozinho, na frente de casa. Era final de julho, mas isso não importa. O mal-estar insistia sem parar. Acho até que era crônico. Tarde da noite, na minha boca um cigarro apagado, em minhas mãos uma caixa de fósforos. Ali onde eu estava soprava um vento fraco e chatíssimo que insistia em apagar os palitos que eu acendia, um por um. Uma tosse me atormentava a algumas semanas, cada vez mais frequente. A frequência era diretamente proporcional a intensidade, parecia até a porra de um cálculo de física.
Aproveitava a monotonia daquela madrugada para secar uma velha garrafa de cachaça da boa que tinha guardado. Depois disso, com certeza passaria mal, vomitaria, desmaiaria em algum canto inapropriado da casa, como a cozinha, ou ao lado da privada, se não na rua mesmo.
Enfim, é por ali que se aproxima uma viatura da força tática com três porcos. Passam bem devagar, com os faróis apagados e a cabeça dos dois que não dirigem pra fora, um na esquerda do banco de trás e o outro na direita do banco da frente. Eles estão procurando motivo pra arrastar com alguém, pra dar um choque, como diziam. Eles já estavam calibrados. Tinham dado alguns tiros depois de descolar uma branca num esquema certo que tinham feito numa biqueira pertinho dali.
Não demora veem um cara sentado na calçada com uma garrafa do seu lado, dão uma encarada bem dada e veem seus lábios dizerem, logo depois da viatura passar: “perdeu o cu na minha cara, coxinha viado do caralho”. Um vira para o outro rapidamente e diz:
                               - você viu isso?
                               - Lógico.
                               - Que cusão, cara!
       - Vamos voltar, ou vai deixar quieta essa porra?
                           - Não, ele tá tirando, vamos voltar lá e trocar uma ideia com
                                  aquele arrombado.

A viatura para e dá a ré, um dos porcos me pergunta:
                                - O que é que você disse aí?
                                - Nada.
                                - Nada?
                                - Não falei nada, não!
                               - Como não falou? Eu ouvi malandro, como que você fala que        não disse nada, hein? Seu bosta, você chamou nós três aqui de coxinha.

Eu me levanto e quase caio, balbucio, não falo, devido ao efeito da cachaça de boa qualidade que eu saboreava naquele momento, mas também por causa do medo e nervoso que eu sentia.

                                - O que que você tá falando aí?
 não estou entendendo porra nenhuma. Esse porra tá chapado,
                                    tá muito louco.

É nessa hora que os três saem da viatura e me cercam, sinto logo um soco na minha têmpora esquerda, me tonteia e eu caio. Olho pra cima e vejo os três porcos me olhando, em embaixo humilhado e eles três rindo de mim. Um deles me levanta bruscamente e começa a realizar o procedimento de um enquadro.

- Encosta na parede, Afasta as pernas
                                       mais um pouco, vai caralho!

Aí ele chuta uma das minhas pernas para afastar da outra. Me revista, me bate, me pergunta o número do meu RG, me pergunta se tenho passagem, me pergunta onde morava. Digo para ele cada número do meu RG, respondo que tenho uma passagem por desordem pública e que morava na casa cuja calçada eu fui abordado.
É justamente no fim dessa revista que um dos porcos me surpreende com 9 pinos de cocaína em sua mão estendida, dizendo que tinha encontrado no meu bolso. Fodeu, eles iriam tentar me forjar um doze, diriam que eu estava passando na frente da minha casa, só pra clientela autorizada, mas que embriagado acabei desacatando a autoridade dos porcos e caí, descoberto pelos honrosos suínos.
Aqueles 9 pinos eram parte dos 45 que eles descolaram no tal esquema certo, uma parte que valeria a pena perder para curtir a brisa surrando, ameaçando, humilhando e prendendo um otário que quis tirar com eles e se fodeu.
Um deles me pergunta quem morava comigo, respondo que era meu pai, minha mãe e minha irmã. Um deles bate palmas e me pergunta o nome do meu pai, respondo.
Ele sai logo em seguida, de pijama e um pouquinho alto da caninha que tomara a pouco no bar.
           - Senhor, eu gostaria de lhe dar a triste notícia
             que seu filho está aqui fora, bêbado, desrespeitando
             os cidadãos que trafegam pela redondeza, inclusive
             xingou agente, que tava passando por aqui, agente
             revistou ele e encontrou uma quantidade de entorpecente
que é enquadrada como tráfico, então nós vamos ter que prendê-lo.

Meu pai escutava tudo aquilo e me fitava com um olhar tão castrador quanto o da minha infância, mas ao mesmo tempo era castrado. Eu olhava para o ranger de dentes do porco e o seu nariz que deixava um líquido escorrer enquanto falava com meu pai, seu olhar era sádico, e seus olhos arregalados, suas pupilas dilatadas, seus movimentos e seu falar agressivos e acelerados.
Tudo isso expandiu meu mal-estar, trouxe à tona tantas memórias, meu superego praticamente não existia, meu pai, os porcos, a cadeia, a farsa, a cachaça de ótima qualidade que eu tomava. De súbito agarrei a 38 que estava meio solta no coldre do porco e tomei-lhe a arma, não titubeei, pensei duas vezes ou vacilei, mas sim disparei três vezes, três tiros em cada cabeça de porco. Um feito incrível dada minha embriaguez.
Pronto, a merda estava feita e na frente da minha casa tinham três corpos de porcos jogados e sem vida. Minha primeira reação foi soltar a arma no chão, gritar e chorar dizendo que não tinha feito nada, que eles queriam forjar um flagrante e que tinha feito aquilo por reflexo. Meu pai calmamente responde:

- nós tem que dar um fim nesses porra. Vamos
queimar porco, viatura e o caralho a quatro.
 - E depois, porra. Eu matei três porcos na frente
                               de casa.
                             - Cala a boca e joga eles no banco de trás.

E lá estavam eles, três porcos amontoados, um em cima do outro, gelados pedaços de carne suína. Eu iria desová-los, como eles fizeram com tanto moleque cheirador de cola dormindo nas quebradas e batendo carteira à noite. Matavam por vício e diversão, sumiam com o corpo e foda-se. Agora eles tinham que sumir, e logo.
A chave da viatura estava no contato – que sorte da porra – disse o velho. Eu entrei no carro e subi os vidros, meu pai também. Torcíamos pra não ter nenhum problema que nos denunciasse, e não teve.
Chegamos a um terrenão baldio num canto abandonado e apodrecido da cidade, eu só pensava em ligar pra minha mãe e minha irmã. Meu pai fazia um esquema com uma mangueira e uma garrafa PET e tirava a gasolina da própria viatura, enchendo a garrafa até a boca, ele espalha por toda superfície do carro, encharca os porcos e o interior do carro. Enquanto isso, acendo um cigarro com um bom isqueiro que eu achei no bolso do porco que tinha me dado o soco na têmpora, arremesso o cigarro no carro, ainda pela metade pois não me aguentava de ansiedade pra ver o que vi.
A viatura queimava, o fogo ia alto, a cor era linda, o calor era aconchegante. A imagem dos porcos ali dentro queimando e derretendo me dava uma sensação de glória, vitória, desprezo, remorso, medo, incerteza e insegurança. Eu só pensava em ligar pra minha mãe e minha irmã.
Saímos de lá, buscamos a caranga velha do meu pai, acendi um cigarro, liguei o rádio, pus uma fita K7 antiga, esperei o velho chegar e ligar a caranga. Nunca liguei pra minha mãe e minha irmã, nunca mais voltei pra casa.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

COMITÊ CENTRAL DO PCB DECIDE PRIORIZAR A CONSTRUÇÃO DE SUA CORRENTE UNIDADE CLASSISTA


imagem
(Nota Política do PCB)
O Comitê Central do PCB, reunido em São Paulo, considerando a necessidade de priorizar a construção de nossa corrente sindical UNIDADE CLASSISTA e de poder contribuir de forma mais efetiva para a recomposição do campo político da Intersindical e sua ampliação com as demais forças do sindicalismo classista, resolve:
- formalizar, institucionalizar e fortalecer nossa corrente sindical Unidade Classista;
- tornar a Unidade Classista independente em relação a qualquer articulação intersindical hoje existente;
- tratar as duas atuais Intersindicais como parceiras nas mesmas condições, sem vínculos orgânicos com qualquer delas, interagindo também com outras correntes classistas com vistas à unidade de ação;
- para formalizar a decisão de priorizar a Unidade Classista e torná-la independente, uma delegação do CC do PCB teve hoje um encontro com a direção da Intersindical de que vínhamos participando para comunicar a decisão de se afastar organicamente da entidade, mas de manter nossas relações tanto no campo da unidade de ação como na unidade do movimento sindical classista;
São Paulo, 10 de junho de 2012
Comitê Central do PCB


domingo, 10 de junho de 2012

Fascismo ameaça dirigente comunista em Colômbia: “Los Urabeños” ordenam o assassinato de Carlos Lozano, diretor de VOZ




imagemCrédito: Pacocol
5 de junho de 2012 | 04:06 AM. | Notícias
Comunicado de Imprensa
Segunda-feira, 4 de junho, recebi, por fonte digna de todo crédito, a informação de que o grupo narcoparamilitar “Los Urabeños”, pertencente a “Don Mario”, ordenou o meu assassinato. Para executar este ato criminoso, contrataram um grupo de matadores profissionais, cujos integrantes estão presentes em diversas localidades de Bogotá, tendo recebido US$200 mil e a ordem de fazê-lo o quanto antes.
Não tenho dúvida de que esta grave denúncia está relacionada à onda de coerções e intimidações provenientes da ultradireita e dos inimigos da paz. A elas inclui-se a ameaça revelada há poucos dias pela ex-senadora Piedad Córdoba, dirigente de “Colombianas e Colombianos pela Paz”. Infelizmente, tais atos desesperados do terrorismo narcoparamilitar são estimulados pelas declarações viscerais dos altos funcionários do Governo e membros da cúpula militar, que acusam a Marcha Patriótica de ser agente da subversão e aliada das FARC.
Espero que o Governo Nacional se atente a essas denúncias. O caminho mais aconselhável é o de fortalecer a democracia, oferecer garantias aos opositores e aos críticos do regime, possuidores de todo o direito de buscar mudanças e transformações progressistas para o país.
Além disso, preciso advertir aos criminosos que ordenaram meu assassinato que as ameaças não me intimidam. Eles não poderão silenciar-me. Nós permaneceremos firmes ao lado dos colombianos e das colombianas que anseiam um amanhã melhor para nossa pátria.
Carlos A. Lozano Guillén
Diretor de VOZ
Bogotá, junho de 2012
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Toda solidariedade aos estudantes da Unifesp



A Comissão Política Regional do PCB (CPR-SP) de São Paulo manifesta a sua mais irrestrita solidariedade aos estudantes da Universidade Federal de São Paulo presos ontem (dia 6 de junho) no campus da Unifesp de Guarulhos. Os estudantes estão em greve desde o dia 22 de março e  ficaram 11 dias ocupando a diretoria acadêmica do Campus e o Restaurante Universitário. Suas reivindicações passam pela construção do prédio central da universidade, a moradia estudantil, alimentação e transporte de qualidade, além do fim dos processos contra 48 estudantes que ocuparam a reitoria da Unifesp em 2007 e 2008.
No final da tarde de ontem tropas de choque da polícia militar, acompanhadas de agentes da Polícia Federal, invadiram o campus da Unifesp de Guarulhos, desalojaram os estudantes,  prenderam 46 universitários e os levaram para a Polícia Federal em São Paulo, na região da Lapa. Trata-se de mais uma truculência da reitoria da Universidade e das forças do governo em São Paulo, a exemplo do que ocorreu na USP, em Pinheirinho e na Cracolândia, no sentido de criminalizar os movimentos sociais e impor a violência como forma de resolver os problemas políticos da universidade e mascarar sua incompetência administrativa. Um exemplo desta tendência foi o uso do ônibus contratado pela Unifesp - que seria para transporte diário para o Campus - para levar os estudantes presos em bloco.
Tão logo tomou conhecimento do ocorrido, a CPR-SP descolou vários companheiros do PCB e da UJC para a sede da Polícia Federal, além de advogados, no sentido de prestarem solidariedade ativa aos companheiros detidos. Esses companheiros ficaram na sede da Polícia Federal até a saída do último estudante preso, às oito horas da manhã de hoje (dia 7). 
A UJC e o PCB continuará na linha de frente da luta da Unifesp, que se iniciou em março, mas que está agora fazendo parte de uma greve nacional da educação que abarca todas as categorias das universidades federais.
Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais!
Construir a greve geral em toda Federal!
Ousar lutar, ousar vencer!

Comissão Regional do PCB-SP


Vídeo do momento em que os estudantes foram levados presos no ônibus da instituição.





O movimento se dedicará a derrubar o diretor acadêmico de Guarulhos, Marcos Cezar. Repressor e incompetente.

sábado, 2 de junho de 2012

Nazi-sionismo se expressa violentamente no Estado assassino fascista de Israel


Africanos violentamente atacados em Tel Aviv
Violação dos Direitos Humanos e Fascismo: Os judeus de Israel imitam Hitler manifestando-se contra imigrantes humildes. – Milhares de israelenses, entre eles políticos de alto nível, assistiram a uma manifestação contra os africanos indigentes em Tel Aviv. A proposta tornou-se violenta, incluindo golpes brutais aos africanos pobres e quebra de janelas de lojas de alimentos africanas. A cruel manifestação, que aconteceu em Hatikva, bairro norte de Tel Aviv, desprezou os direitos humanos dos africanos que solicitam asilo, e foi organizada por Michael Ben Ari, um membro do Knesset (parlamento de Israel), e do partido União Nacional, que se uniu aos ativistas repressores de extrema direita Itamar Ben-Guir e Baruch Marzel. O próprio povo de Israel pediu ao governo, e a Benjamin Netanyahu, para não tomarem medidas contra os africanos.
Soldado israelense pisa em criança Palestina

Carro de imigrante africano tem suas janelas quebradas em Tel Aviv
Sem nenhum tipo de escrúpulos, políticos do partido governante e membros do Knesset – Regev, Miri e Danny Danon - participaram da violenta manifestação. Regev, inclusive, chamou os indigentes africanos de “câncer de nosso corpo”, e disse que os “infiltrados” deveriam ser imediatamente expulsos de Israel.
“Agora não é hora de temer a utilização das palavras ‘expulsão já’”, sentenciou Danon, enquanto os africanos eram golpeados com chutes, no chão.
A multidão levou cartazes dizendo: “Aqui não é a África” e “Deixem de falar, comecem a expulsar”.
Comportando-se da mesma maneira que Benito Mussolini, Adolf Hitler e Ku Klux Klan, os judeus cegaram-se de ódio ao anoitecer e atacaram violentamente, com paus e armas, mais de 12 homens e mulheres africanos, que desgraçadamente estavam perto do local. Os israelenses também destruíram as janelas das lojas de alimentos onde trabalham os imigrantes e, posteriormente, as saquearam.
Imigrantes africanos sofrem com as contradições do Estado capitalista e nazi-sionista de Israel
e dormem ao relento em parque de Tel Aviv
Como se fosse pouco, quebraram a janela de um taxi conduzido por um suposto trabalhador imigrante africano e fizeram uma fogueira no meio da rua.
O ódio dos judeus que participaram da manifestação reflete um aumento dramático na impunidade com que Israel é tratado pelo mundo. A injustificada intolerância contra os trabalhadores humildes africanos, que tão somente pedem asilo, foi incentivada por funcionários públicos que ocupam os mais altos escalões do poder e que participaram da violência.
Durante o domingo, o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu disse a seus subordinados que o fenômeno de “infiltrados ilegais trabalhando” é “muito grave” e que “ameaça o tecido da sociedade”, “a segurança nacional de Israel e a identidade nacional”. Também advertiu que, se não tomarem medidas, os “sujos” imigrantes poderiam “inundar” o país e “anular a imagem do Estado judeu democrático”. Estas palavras foram efusivamente apoiadas pelo ministro do Interior, Eli Yishai, que pediu a deportação dos solicitantes de asilo.
Camila Daitch (judia anti-sionista)
BWN Argentina

Com sorriso no rosto

                                                                      (Artista desconhecido)

Com sorriso no rosto ja cansado,
busca da fila do onibus lotado,um não atraso.
Porque chegando atrasado,
o patrao disse que vai o matar,
a cada dia que passa tenta não chegar.

No almoço a comida desce com desgosto,
 sabendo que falta pouco  o sino solar para te reclamar.

Volta para casa com onibus lotado,
um cheiro de bosta ,
que mistuta a mistura, do cheiro de foça,
que outro encosta e encosta a parte da costas,
costa com costa não tendo lugar.

Com sorriso no rosto,
dorme sentado,
acorda deitado,
chora adoidado sonhando querer não acordar.
      (LORETO,Thiago;28/03/2012)

Justiça nega pedido de reintegração de posse, CRISE institucional declarada!


Matéria do blog da Greve na Unifesp Guarulhos
A justiça negou hoje, 01 de junho de 2012, o pedido de reintegração de posse emitido pela reitoria. A alegação da justiça é que o descaso das instâncias administrativas são as responsáveis pela situação do campus e que a reintegração de posse nesse momento não é a solução dos problemas.
Diante disso, a crise institucional está escancarada. E A OCUPAÇÃO PERSISTE COM FORÇA TOTAL.

leia a nota oficial na integra Continue lendo

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Prefeito Almeida continua com sua política intransigente de capacho da especulação imobiliária


Cerca de 40 policiais militares, unidade do Samu, técnicos da Bandeirante energia, Saae, além de integrantes da tropa de choque da Polícia Militar estavam a postos na manhã de ontem para reintegrarem uma área na região de Cumbica, por volta das 8h. Máquinas retro escavadeiras estavam prontas para derrubar as casas quando uma liminar na Justiça conseguida pelos advogados e os próprios moradores suspendeu a ação.
"A oficial de Justiça estava com a ordem de reintegração e já estava mandando cumprir a ordem quando chegou a liminar. Não sei quanto tempo mais ficaremos aqui, mas enquanto for possível vamos ficar", disse um dos moradores do local, Edmilson Lins.
A área particular está ocupada há 18 anos e tem uma população de aproximadamente 300 pessoas. "São mais de 32 famílias que serão retiradas daqui. Estamos conversando com elas há três meses. Elas sabem que uma hora ou outra terão de sair definitivamente. Infelizmente cumprimos ordens", disse o tenente coronel responsável pela área. A polícia cumpre o papel de braço armado do Estado, que nada mais é do que um comitê para gerenciar os negócios da burguesia
Essa política demonstra, mais uma vez, que a prefeitura do PT em Guarulhos está mais preocupada com os interesses da especulação imobiliária do que com a garantia de moradia para os trabalhadores da cidade.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Moção de apoio à ocupação do Campus Guarulhos e repúdio à criminalização do ME.



Os estudantes da Unifesp, reunidos em Assembleia de todos os campi no dia 31 de maio de 2012, declaramos apoio total e irrestrito à ocupação do Campus Guarulhos da Unifesp.
Essa ocupação escancara as contradições que surgem com o projeto mercadológico do governo federal, o REUNI. Um projeto que dá primazia às demandas do mercado, do Capital, precarizando e sucateando a educação pública.
O movimento, em Guarulhos, se valeu de todos os métodos institucionais de diálogo, mas a reitoria e a diretoria acadêmica foram intransigentes e se negaram a negociar, além de usar de ameaças e sindicâncias como praxe – isso fica claro na questão dos 48 estudantes processados.
Assim, se fez necessária a ocupação do Campus, incluído aí o Restaurante Universitário. A reitoria diante dessa situação manteve sua postura de criminalização e perseguição dos estudantes em luta.
A Universidade é antidemocrática, desde a sua postura  diante de movimentos reivindicatórios , até aos seus conselhos de representação, como o CONSU, que mantém a lógica dos 70% de representatividade para professores e 30% divididos igualmente entre estudantes e técnico-administrativos.
Essa Assembleia, portanto, declara seu apoio à luta em Guarulhos; declara também repúdio à intransigência e à criminalização do movimento estudantil, como forma de mascarar a incompetência administrativa dos burocratas da Unifesp.

Todo apoio às lutas da Unifesp!
Repúdio à criminalização dos movimentos sociais!
Estudante não é criminoso!

Assembleia Geral Intercampi aprova articulação dos estudantes de todos os Campi e de universidade Federais de todo Brasil

Em Assembleia Geral, os estudantes da Unifesp aprovaram indicativo e Greve Geral, sendo que já são 4 campi paralisados dos 6 existentes. Os estudantes pretendem unificar as lutas contra o REUNI, contra a precarização da educação pública, contra a criminalização dos movimentos sociais.
Assim, ficaram aprovados um comando de greve estadual, que articule todos os campi da Unifesp e, inclusive, outras federais que estejam paralisadas; a participação no comando de greve nacional das federais em greve; a participação no ato nacional em Brasília dia 5 de junho; além de uma moção de apoio à ocupação do Campus Guarulhos e de repúdio à criminalização do movimento estudantil.

Abrem-se perspectivas de avançar na luta e construir uma forte unidade, inclusive com a categoria dos professores, afim de contrapor fortemente a política precarizadora e mercadológica do REUNI, e vencer as políticas repressivas que a reitoria e a diretoria acadêmica de Guarulhos vem empregando no trato com o ME.

Jornal Água verde acerca da morte de Bin Laden


A verdade sobre a morte de Bin Laden finalmente apareceu

As ações cinematográficas – e mentirosas – do imperialismo norte-americano não sobreviveram mais que alguns meses. Finalmente acaba de ser revelada a verdade sobre a morte de Bin Laden, o saudita que se transformou em inimigo público número 1 dos EUA, embora no passado a Al Qaeda tenha sido financiada e recebido armamento dos norte-americanos.
As mentiras de Obama e CIA sobre a morte de Bin Laden estavam cheias de lacunas, entre elas a falta de fotografias ou filmagens que comprovassem a ação dos norte-americanos violando o espaço aéreo e a soberania do Paquistão. A falta de provas sempre levantou suspeitas sobre a verdade dos fatos.
O líder da Al Qaeda morreu de causas naturais na Chechênia, cinco anos antes dos EUA anunciarem que o haviam assassinado para melhorar a imagem de Obama na atual campanha presidencial nos EUA. A revelação partiu de um ex-agente da CIA na Chechênia, Bekan Yashar, durante entrevista ao Canal Um da Rússia na semana passada.
Ele confirmou que conheceu pessoalmente três guarda-costas de Bin Laden na Chechênia, que o protegeram até sua morte, e foram testemunhas de seu falecimento em 26 de junho de 2006.
“Inclusive se todo o mundo acredita na versão norte-americana, eu não posso acreditar, porque conheço pessoalmente os chechenos que o protegiam, são eles: Sami, Mahmood e Ayub, e o acompanharam até o final de sua vida” O ex-agente da CIA detalhou que “somente esses três chechenos, seguindo sua última vontade, o enterraram nas montanhas fronteiriças entre Paquistão e Afeganistão”.
Yashar disse que a CIA sequestrou um dos quarda-costas de Bin Laden, Sami, e o torturou para que revelasse o local onde estava sepultado o ex-chefe da Al Qaeda. “Não houve nenhum assalto à residência de Bin Laden por militares. Eles apenas encontraram a tumba, desenterraram Bin Laden e, na impossibilidade de apresentar fotografias do corpo em avançado estado de decomposição – o que seria revelado por peritos -, montaram uma farsa e apresentaram à opinião pública mundial como uma grande vitória”, afirmou.
Segundo o governo dos EUA, forças norte-americanas realizaram uma operação bem sucedida em 2 de maio de 2011 para capturar e assassinar Bin Laden em sua residência em Abottabad, no Paquistão

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Manifesto dos estudantes da Unifesp aos moradores do bairro dos Pimentas



Nós, estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), estamos em greve há quase setenta dias e, mais recentemente, ocupamos a diretoria de nossa faculdade. Estamos lutando por melhores condições de ensino, pois a universidade não possui um prédio para abrigar todos os alunos e tem instalações precárias. A biblioteca, por exemplo, não comporta os livros que foram comprados pela instituição.
O problema que vivenciamos não é algo isolado. A situação de calamidade das instituições de ensino superior não se diferencia das escolas públicas, onde faltam condições mínimas para que as atividades sejam realizadas. Pior do que isso, este estado de coisas é o reflexo na educação pública de uma política dos diferentes governos, sejam os governos locais ou federal, que agem em defesa de um pequeno grupo de exploradores que ganham dinheiro à custa da exploração da população.
Além disso, na Unifesp há uma política ineficiente para ajudar os estudantes a se manterem na universidade. O que acarreta na desistência de uma parcela significativa de alunos e quem mais sofre com isso são os estudantes mais pobres. Justamente aqueles que mais têm dificuldade de entrar na universidade, uma vez que o vestibular funciona como um mecanismo de elitização do ensino superior público.  
Nós, neste sentido, não lutamos apenas por melhores condições de ensino para os que já estão dentro da universidade.  Lutamos, entre outras coisas, para que a universidade seja aberta a toda população. Foi por este motivo que surgiu a ideia da Universidade Popular do Pimentas. Uma universidade gerida pelos próprios estudantes em aliança com os trabalhadores e a comunidade local.
Desta forma, a universidade passaria a cumprir sua verdadeira função social, ou seja, ajudaria a difundir o conhecimento e servir para desenvolver o País. Algo que ela não cumpre atualmente, seja porque atende os interesses de grandes empresários e banqueiros ou por excluir a população das mais diferentes formas.
Ao lutar contra a política do governo e dos empresários para o ensino, os estudantes se unem a classe operária e têm como objetivo colocar a universidade a serviço da luta pelo fim da exploração. Tudo seria transformado nesta nova universidade: do conteúdo ensinado à relação com os moradores do bairro, que passariam a poder frequentar e, mais do que isso, a estudar na Unifesp, renomeada como Universidade Popular dos Pimentas. Este é o nosso objetivo e chamamos todos os moradores do bairro dos Pimentas a conhecer e tomar parte deste movimento que estamos realizando.

Todos à Assembleia Geral Intercampi

Diário da ocupação da Unifesp - atual universidade Popular dos Pimentas


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO: Estudantes ocupam a universidade e abrem à comunidade em protesto a péssima qualidade da educação superior no Brasil.



Durante o dia 27 de maio de 2012 foram realizadas diversas atividades no campus OCUPADO pelos alunos e aberto a comunidade. Rolou atividades infantis para crianças da comunidade (pintura no rosto, brincadeiras, oficinas de brinquedos, jogos), reconstrução do espaço Marighella (agora no pátio) e abertura do restaurante universitário Solano Trindade com refeição para todos.
Na Ocupação do Bandejão (Restaurante Popular Solano Trindade), uma surpresa: precarização, fruto das terceirizações do REUNI.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Professores da Unifesp Guarulhos aderem à greve nacional pela educação!


Em assembleia docente realizada hoje, 25/05/2012, os docentes do campus Guarulhos da Unifesp decidiram por paralização por tempo indeterminado.
40 votos a favor, 3 contra e 6 abstenções.
Greve discente, docente, nacional. Greve geral!
Comando de Greve com Ocupação - Guarulhos.

PCB e UJC se solidarizam com Piedad Córdoba e a Marcha Patriótica


imagemCrédito:portalvallenato

O  Partido  Comunista Brasileiro (PCB) e a União da Juventude Comunista (UJC) se solidarizam de forma militante  com a senadora colombiana Piedad Cordoba diante das ameaças que vem sofrendo por parte de grupos paramilitares de extrema-direita. É necessario que todas as forças comprometidas com a solução do conflito colombiano com justiça social repudiem e denunciem mais esta ação das forças reacionárias, que mais uma vez se manifestam na Colômbia sob o beneplácito do Estado terrorista - com o qual o governo brasileiro, cabe ressaltar, mantém acordos militares.
Por mais que as classes dominantes de nossos países tentem, elas não podem impedir os reclames  das massas.
Fiéis a nossa tradição de internacionalismo proletário, estivemos (PCB e UJC) presentes na Marcha Patriótica que se deu em Bogotá nos dias 21, 22  e 23 de abril. E mais uma vez pudemos conferir isso, de forma compartilhada com o povo colombiano, nesta ação histórica.
Oferecemos todo apoio e solidariedade militante a senadora Piedad Cordoba e a todos aqueles que lutam por uma sociedade mais justa, para avançar na conquista da segunda e definitiva independência - com o socialismo nos países latino-americanos.
23 de maio de 2012
Partido Comunista Brasileiro e Uniao da Juventude Comunista

Uma greve em defesa da Universidade Pública: pela carreira docente, por salários e por melhores condições de trabalho


imagemCrédito: plus.google

(Nota Política do PCB)
O Partido Comunista Brasileiro apóia, de forma militante, a Greve Nacional dos docentes das IFES deflagrada pelo ANDES-SN desde o dia 17 de maio. A greve, que hoje conta com a adesão de mais de 42 Universidades, é produto direto da intransigência do governo Dilma, que se recusa a negociar de maneira séria e responsável o projeto de carreira apresentado pelo Andes há mais de um ano.
O governo, mesmo tendo apresentado, diante da pressão exercida pelos professores, uma proposta de acordo emergencial no qual se comprometia a pagar uma recomposição, ainda que insuficiente e parcial, de 4% nos salários a partir de março de 2012, incorporando parte das gratificações ao vencimento básico (a GEMAS e a GEDBT), só cumprida em maio de 2012, com muitos meses de atraso, não cumpriu o compromisso de criar um grupo de trabalho para, finalmente, começar a discussão da carreira docente e buscar a equiparação com os docentes das universidades dos profissionais com nível de formação equivalente que atuam no Ministério de Ciência e Tecnologia.
As condições de trabalho oferecidas aos professores são, em geral, ruins, e vêm se agravando, entre outras razões, pela expansão universitária implementada recentemente, que, não tendo sido acompanhada dos recursos necessários, causa a intensificação do trabalho docente, a precariedade das instalações, salas superlotadas, falta de laboratórios e de equipamentos, e deficiências sérias na assistência estudantil, entre outras distorções.
Para nós, comunistas, a situação das Universidades é resultado das características do desenvolvimento capitalista em geral, da formação social brasileira e da clara opção dos últimos governos de criar uma economia de mercado capitalista e monopolista, integrada internacionalmente, que exige o sacrifício no altar do capital das políticas públicas e sociais em uma verdadeira contra-reforma do Estado, o que exige uma adequação da forma de universidade que vinha sendo construída na resistência à ditadura empresarial - militar implantada em 1964 e que culmina no artigo 207 da Constituição Federal que consagra a autonomia universitária (financeira, de gestão e acadêmica) e a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão.
Para os burocratas do governo, serviçais eficientes dos interesses do capital, a Universidade deve ser pensada como uma empresa que forma mão-de-obra, presta serviços e disputa o mercado e, para tanto, deve ser eficaz na administração dos recursos escassos de que dispõe, buscando complementá-los com parcerias público-privadas, projetos, financiamentos alternativos e venda de serviços. A melhor prova disso é que as negociações sobre a carreira se deram, principalmente, com o Ministério do Planejamento e não com o MEC, solenemente ausente e omisso em todo o processo até aqui desenvolvido.
O resultado de todo esse quadro é a descaracterização e degradação da Universidade Pública, o que incide sobre as condições de trabalho e de remuneração dos profissionais do ensino publico federal.
O PCB, por seu Comitê Central e seus professores universitários, engajados diretamente na construção dessa greve nacional, declara integral e ativo apoio ao movimento dos professores em defesa da Universidade Pública de qualidade, pela carreira docente apresentada pelo ANDES-SN, pela defesa dos salários dos professores federais do ensino superior e do ensino básico, técnico e tecnológico.
Ressaltamos que a luta por uma Universidade Pública gratuita e de qualidade é condição necessária, ainda que insuficiente, para a produção e socialização do conhecimento contra e para além da ordem do capital. Por isso seguimos em nosso firme propósito de lutar por uma Universidade Popular, de acesso universal, que expresse as demandas e os valores da  classe trabalhadora brasileira.
Todo apoio à Greve Nacional dos Professores do Ensino Público Federal
Em defesa da Universidade Pública
Por uma Universidade Popular
Pela imediata abertura de negociações
Em defesa da Carreira Docente apresentada pelo ANDES-SN
Por melhores condições de trabalho
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)
Comissão Política Nacional

Nota sobre a reocupação da Diretoria Acadêmica e do campus Guarulhos

Um movimento nacional toma as universidades e ruas deste país. A mobilização se amplia a cada dia. Os docentes na sua luta por um plano de carreira, melhores condições de trabalho e cumprimento do acordo de 2011 deflagram greve nacional. Estudantes também estão se mobilizando evidenciando o problema estrutural das universidades federais, sendo o REUNI a expressão mais genuína dessa crise, decorrente de uma expansão sem verbas suficientes nas IFES. Mais de 47 instituições entram em greve, diversas ocupações ocorrem em diretorias e reitorias. A nossa luta, iniciada há mais de 60 dias, hoje, ganha mais força e horizontes cada vez mais amplos.
Recentemente, a tentativa da Diretoria e da Reitoria de aparentar algum avanço na pauta de reivindicações não teve sucesso por não apresentar uma resposta concreta à pauta de reivindicação que tem 24 pontos, dos quais foram mencionados apenas três– sendo que o quarto item, aluguel do galpão que já estava previsto antes da greve dos estudantes.
A “Carta repúdio à violência” de uma parcela dos professores, documento este discutido e não aprovado em assembleia docente, reforça o discurso de criminalização do movimento estudantil, num contexto em que são deliberadas pela Congregação do Campus abertura de sindicâncias com intenção de punir estudantes do movimento grevista, ou seja, punir de forma mais “branda” até a possibilidade de expulsão sumária, prevista no regime Estatutário da UNIFESP. Estas ações antidemocráticas são contrárias à mobilização política na universidade.
Os estudantes, reunidos em Assembleia Geral, nesta 5af, 24/05, por volta das 22 horas, deliberaram, em claro contraste visual, e por ampla maioria (quase unanimidade, alguns votos contra e poucas abstenções), a imediata ocupação da Diretoria Acadêmica e de todo o campus.
Assim, realizamos um amplo chamado a todos os estudantes, funcionários, docentes, trabalhadores e população para que venham ao campus e ocupem o mesmo, trazendo barracas,colchões e boas ideias.
COMUNICAÇÃO DA GREVE COM OCUPAÇÃO

NOTA DA UJC-SP DE APOIO ÀS LUTAS NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS


A União da Juventude Comunista (UJC) em São Paulo vem manifestar seu apoio às mobilizações que tem ocorrido nas Universidades Federais Brasileiras. Os professores universitários, através do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN), estão em greve em diversas Universidades espalhadas pelo país, reivindicando a reestruturação da carreira docente e melhorias das condições de trabalho. Concomitantemente, mobilizam-se também os estudantes e servidores técnico-administrativos em educação em muitas dessas instituições em apoio os docentes.
Em São Paulo, os professores da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) deflagraram greve desde o dia 23/05/2012 em apoio à proposta de carreira do ANDES-SN, em uma Assembleia que reuniu cerca de 200 docentes dos 06 campi (Baixada Santista, Diadema, Guarulhos, Osasco, São José dos Campos e São Paulo) da Universidade. Os estudantes de Guarulhos estão em greve desde o dia 22/03/2012 reivindicando melhores condições de infraestrutura e assistência estudantil, problemas crônicos, que afligem o campus desde sua implantação pelo REUNI em 2007. Os estudantes de Diadema entraram em greve no dia 18/05/2012 e os estudantes de São Paulo têm indicativo de greve a partir do dia 29 (terça-feira).
Muito além de uma questão salarial dos servidores essas manifestações demonstram uma insatisfação com o modelo de educação que vem sendo paulatinamente implantado no país desde a Reforma Universitária do Governo Lula. O REUNI trouxe consigo uma expansão sem nenhum tipo de preocupação com a qualidade do ensino; um aumento no número de vagas nas universidades atrelado à maior exploração do trabalho do docente e do técnico-administrativo, sem contratação de mais profissionais. Para os estudantes, materializou-se no ingresso em cursos voltados às necessidades do capital, realizados em novos campi sem a mínima estrutura de salas de aulas, laboratórios, biblioteca, restaurante universitário, moradia estudantil etc. A pesquisa destina-se cada dia mais às demandas de grandes grupos empresariais, a exemplo das indústrias farmacêuticas e do petróleo, enquanto a extensão universitária veste-se do papel do assistencialismo ou do empreendedorismo. Todas as universidades vêm sofrendo um amplo processo de precarização pelos sucessivos cortes que o Governo Dilma anuncia no orçamento da educação, caminhando em conjunto com diversas medidas privatizantes no interior das instituições.
A UJC defende a construção de frentes unitárias de luta entre os setores combativos de dentro e fora das universidades, entendendo a necessidade de se expor as contradições desse modelo universitário e da política que vem sendo implementada sob as marcas da “democratização e popularização ” do acesso ao ensino superior. A militância da União da Juventude Comunista estará construindo esse processo de mobilização nas universidades onde está inserida, nas salas de aula, nas entidades de base, no seio do movimento estudantil.
Ressaltamos que a luta por uma Universidade Pública gratuita e de qualidade é condição necessária, ainda que insuficiente, para a produção e socialização do conhecimento contra e para além da ordem do capital. Por isso seguimos em nosso firme propósito de lutar, em uma perspectiva estratégica, por uma Universidade Popular, de acesso universal, que expresse as demandas e os valores da classe trabalhadora brasileira.
Todo apoio à greve nas federais!
Ousar Lutar, ousar vencer!!
São Paulo, 25 de maio de 2012.
Coordenação Estadual da UJC-SP

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Apoio Militante do PCB à nova ocupação da Diretoria Acadêmica da Unifesp Guarulhos


O PCB apoia de forma militante a nova ocupação da diretoria acadêmica do campus Guarulhos da Unifesp. Participamos da construção democrática dessa ocupação, aprovada em Assembleia Geral dos estudantes de Guarulhos. Faremos aqui uma análise de conjuntura que contextualize essa ação. 
Esta ação é parte da onda de greves e mobilizações das universidades federais que se espalha por todo Brasil. A mobilização se torna nacional quando a greve convocada pelo ANDES-SN foi deflagrada em mais de 70% das federais do Brasil, quando acontecem também greves estudantis, de servidores e ocupações de reitoria - ocupações até mesmo propostas pelos docentes, como em Ouro Preto.
Fica clara a crise institucional que a educação passa em nível Federal, ocasionada pelo fracasso do REUNI. Os estudantes da Unifesp estão em greve desde o dia 22 de março, apontando para as contradições mercadológicas privatizantes e precarizantes que a expansão sem qualidade vem causando. Tais contradições chegam a um nível tão problemático e inconciliável que as categorias lesadas tomam consciência e embarcam na luta em todo país, o que dá força e renova o movimento grevista em Guarulhos.
A direita discente foi derrotada veementemente com essa articulação conjuntural importantíssima, e já não representa entrave real para o avanço da luta dos estudantes. Mas, apesar de uma conjuntura bastante favorável ao avanço da greve, os professores de Guarulhos cumprem um vergonhoso papel de freio à luta pela educação, seja na postura feudalizada de punição, perseguição e moralização do debate, seja nas tentativas de furar a greve estudantil com ameaças e terrorismo hierárquico, ou até mesmo tentando furar a greve da própria categoria deles - o que é ainda mais feio e submisso.
Cabe ao movimento pressionar e identificar os estratos mais progressistas dessa categoria e trabalhar para articular a adesão dos docentes de Guarulhos na greve nacional da categoria, só assim é possível a unidade entre as categorias contra a política precarizante e repressora da reitoria e da diretoria acadêmica.
No que se refere à unidade do movimento nacionalmente, cabe aprovar a participação do Movimento em Guarulhos na marcha pela educação em Brasília, convocada pelo ANDES-SN, cabe tomar a pauta dos docentes como bandeira do movimento, cabe articular ações com outras universidades no sentido de construir atos e ações conjuntas.
No que tange à construção da greve da categoria estudantil da Unifesp, surgem algumas tarefas táticas que devem ser cumpridas para a elevação do patamar da luta, principalmente num momento em que a greve está muito forte e a diretoria acadêmica foi ocupada, e são essas:
1 - Construir uma Assembleia Geral Intercampi;
2 - Aprovar Greve Geral estudantil;
3 - Aprovar a ocupação da reitoria da Unifesp.
Essas tarefas devem estar pautadas nas reivindicações aprovadas, na queda do diretor acadêmico de Guarulhos, na reformulação dos órgãos de representação da universidade - CONSU, Congregação e Conselhos Gerais - trazendo uma composição paritária e democrática.
É importante lembrar que o PCB defende a rearticulação do movimento estudantil pela base, construindo o DCE de conselhos como forma de desaparelhar a estrutura do ME e tornar mais ampla e fácil a articulação intercampi, e inclusive as lutas.
A universidade mercadoria deve ser contrariada pelo projeto da Universidade Popular, através da crítica e da construção de alternativas ao projeto mercadológico burguês de ensino, pesquisa e extensão. Só nas lutas, greves, ocupações, manifestações é que avançaremos, não só num projeto popular de educação, mas num projeto de poder popular para a sociedade e para a produção e reprodução da vida humana.
PELA UNIVERSIDADE POPULAR!
PELO DCE DE CONSELHOS!
TODA FORÇA À GREVE!
TODA FORÇA À OCUPAÇÃO!
CONSTRUIR A GREVE GERAL DA EDUCAÇÃO!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A luta contra a educação mercadoria/REUNI se estende a todo o Brasil

Entrevista com o Camarada Mauro Iasi (PCB, UC, ADUFRJ) sobre a greve convocada pelo ANDES-SN




Audiência pública com os estudantes da Unifesp Guarulhos na ALESP