quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Israel lançou o segundo bombardeio à Gaza em 12 horas


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A aviação israelense bombardeou hoje duas zonas civis de Gaza. É a segunda incursão armada sobre esta área costeira em apenas 24 horas, deixando como saldo um palestino morto e outros dois feridos.

Testemunhas palestinas assinalaram que os aviões de combate de Tel Aviv dispararam contra um armazém de ferramentas agrícolas no norte da faixa e numa área deserta em Rafah, localidade limítrofe com o Egito, onde existem inúmeros túneis subterrâneos.

Por sua vez, porta-vozes militares sionistas justificaram a agressão desta manhã, alegando que se tratavam de supostas fábricas e depósitos de armas para a resistência assentada no local, em particular para o grupo islamista Hamas.

Os ataques, segundo Israel, foram em resposta ao lançamento de nove foguetes contra colônias judias em Nagab, Ashoul e Ashkelon nas última 24 horas por milícias do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) ou de outros grupos palestinos.

Não obstante, fonte médicas em Gaza denunciaram que se tratou de uma segunda onda de bombardeios em menos de 12 horas contra esta área. Na quarta-feira à noite, um trabalhador palestino morreu num túnel e outros dois sofreram lesões ocasionadas por metralhadoras israelenses.

Os aviões dispararam ontem contra túneis clandestinos em Rafah, com o pretexto de impedir o contrabando de armas para o Hamas. Essas passagens subterrâneas são usadas, basicamente, para a entrada de mercadorias deficitárias por conta do bloqueio israelense.

De fato, os residente nessa zona asseguram que os bombardeios não somente geram temor entre civis indefesos, como também acabam com o comércio informal sustentado pela entrada de mercadorias vindas do Egito.

Também na terça-feira, outros três palestinos, um deles de 91 anos, morreram depois de forças terrestres israelenses dispararem contra um grupo de pastores no centro de Gaza, próximo de Juhor Ad-Dik, ao oriente do acampamento de refugiados de Al-Bureij.

Um dia depois, o comando militar sionista teve que reconhecer que as três vítimas fatais eram civis inocentes. No que se refere aos ataques israelenses contra Gaza, só no mês de setembro, já deixaram um saldo de seis mortos e oito feridos.

(Com informação da Prensa Latina)

Tradução: Maria Fernanda M. Scelza

Fonte: http://www.cubadebate.cu

Debate da esquerda reforça a unidade.

Reforma agrária, jornada de trabalho, desemprego, déficit habitacional. Temas que passam longe dos debates eleitorais tradicionais promovidos pelas grandes emissoras de TV deram o tom do debate dos candidatos da esquerda à Presidência mediado pelo jornal Brasil de Fato na noite desse dia 21 de setembro, em São Paulo. O debate reuniu Zé Maria (PSTU), Ivan Pinheiro (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO), candidatos da esquerda vetados pelas coberturas eleitorais da grande mídia.

Mais que um debate dos candidatos da esquerda, foi um verdadeiro ato contra a censura que, na prática, os grandes meios de comunicação impõem à campanha eleitoral. O debate da esquerda mostrou que existem alternativas à falsa polarização entre PT e PSDB que as TV’s querem que a população engula.


Ivan Pinheiro (PCB), Zé Maria (PSTU) e Rui Pimenta (PCO)

Rompendo o cerco da mídia
A própria realização do debate já serviu para furar em parte o bloqueio da mídia. Transmitido pela Internet, chegou a ser visto simultaneamente por mais de 4.300 pessoas. Sucesso que acabou por prejudicar a própria transmissão, que ficou sobrecarregada. O que mostra que a falta de visibilidade imposta pela imprensa não é conseqüência, como fazem crer, de uma suposta inexpressividade das candidaturas.

Contraditoriamente, o debate atraiu grande parte da imprensa comercial. Band, Folha, Estadão, e praticamente todos os portais de notícia compareceram. Até mesmo veículos estrangeiros, como o jornal La Jornada, do México e a TV argentina La Vision foram ver os candidatos socialistas.

Debate de verdade
O clima amistoso e de companheirismo entre os militantes das diferentes organizações na plateia, assim como o respeito entre os próprios candidatos, contrariaram uma ideia bastante difundida sobre a esquerda socialista e seu suposto sectarismo intrínseco. O que não impediu, é claro, a existência de polêmicas no decorrer do debate. O mais importante, porém, é que foram discutidas propostas de verdade, ao contrário dos outros debates.

Democráticos, além da pergunta de jornalistas, os candidatos responderam às questões dos internautas. Foram debatidos temas como a política econômica do governo Lula, sua política externa, a injusta carga tributária do país, a reforma agrária e a violência no campo, entre outros assuntos. O debate também tratou de temas espinhosos, como a divisão da esquerda e diferentes visões sobre, por exemplo, o papel de Hugo Chávez. Temas polêmicos, mas tratados com muito respeito entre os candidatos.


Debate atraiu atenção de grande parte da imprensa

Uma importante ausência
O debate, infelizmente, poderia ter sido melhor caso o candidato do Psol, Plínio Sampaio (PSOL) tivesse aceitado o convite do Brasil de Fato para participar. O candidato, porém, alegou problemas de agenda para justificar sua ausência. No mesmo dia, Plínio estaria em um evento do instituto Ethos, uma entidade que prega a responsabilidade social entre os empresários.

O candidato do PCB, Ivan Pinheiro, mesmo reconhecendo a importância do Psol e de Plínio, criticou a decisão do candidato.“Plínio foi desrespeitoso com a esquerda e os demais candidatos, principalmente porque o motivo alegado por ele para não vir, seu compromisso, terminava meio-dia e meio”, disse. O debate do Brasil de Fato teve início às 21 horas.

Reforçar a unidade
A opinião unânime é que o debate foi uma grande vitória. O que prevaleceu foram importantes acordos, tantos estratégicos, como a impossibilidade de grandes mudanças sociais por dentro do sistema capitalista e a necessidade do socialismo, como táticos, como a importância de se aprofundar a unidade da esquerda para além das eleições de outubro, construindo-a na luta concreta da classe trabalhadora. Algo que ninguém vai ver na Globo.



Matéria do site do PSTU

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DEBATE ENTRE CANDIDATOS DE ESQUERDA NESTA TERÇA-FEIRA, DIA 21, ÀS 21 HORAS, PELA INTERNET


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CONFIRMADOS IVAN PINHEIRO (PCB), JOSÉ MARIA (PSTU) E RUI PIMENTA (PCO)

Veja abaixo Nota do jornal Brasil de Fato

Debate entre candidatos a presidente no campo da esquerda

Um esforço do Brasil de Fato para se opor ao caráter anti-democrático do atual processo eleitoral

As eleições – espaço político importante para apresentar projetos para o país e elevar a consciência política da população brasileira – estão cada vez mais despolitizadas e mais dependentes do poder econômico. São vergonhosas e imorais as milionárias cifras gastas para eleger os poderes Executivo e Legislativo em nosso país.

A campanha eleitoral está reduzida à propaganda na televisão, a marketing de pessoas – não de

programas – que dependem de esquemas econômicos muito caros. A compra de cabos eleitorais – “militância” paga e material de propaganda sofisticados – se tornou um fato normal. Com isso, tem mais vantagem os candidatos que conseguem maiores arrecadações de recursos, junto a empresas, bancos etc., em mecanismos promíscuos para quem deseja ocupar cargos públicos e administrar volumosos recursos do povo.

Nesse cenário, não há um clima de debates de ideias e de agitação política na sociedade. As campanhas eleitorais estão engessadas, moldadas por uma legislação que impede uma participação popular mais ativa. Limita comícios e atividades de agitação política próprias da natureza do processo.

Com o debate sobre os rumos do país jogado ao ostracismo, a grande ausente do processo eleitoral brasileiro é a política. Política aqui entendida como a disputa de interesses contraditórios acerca dos problemas fundamentais da sociedade. E, numa sociedade de es, desigual como a brasileira, o desaparecimento do conflito favorece os mais fortes, os dominantes.

A mídia corporativa cumpre um papel fundamental nesta mediocrização das campanhas eleitorais. A cobertura limita-se aos “favoritos” – exatamente aqueles com os orçamentos milionários – e a linha editorial prioriza as trajetórias e características pessoais dos candidatos. Ou seja, projetos para o país jamais são discutidos.

Num esforço para apresentar alternativa ao quadro eleitoral, o Brasil de Fato realizará no dia 21 de setembro, às 21 horas, um debate entre os candidatos à Presidência da República representados em nosso conselho editorial. Foram convidados Dilma Rousseff (PT), Ivan Pinheiro (PCB), José Maria de Almeida (PSTU), Marina Silva (PV), Plínio Arruda Sampaio (PSOL) e Rui Costa Pimenta (PCO).

Seguindo sua característica de ser plural no campo da esquerda, o jornal Brasil de Fato convida também outros veículos de comunicação da imprensa alternativa e popular no sentido de dar amplitude ao debate.

Este debate trata-se de uma atividade unificada de movimentos sociais e partidos de esquerda, aberto a adesão de outros movimentos que entendem a importância de fortalecer a diversidade de vozes dentro de uma sociedade democrática.

O debate terá também um caráter de ato político, com o objetivo de denunciar a falta de democracia do atual processo eleitoral, uma vez que a mídia corporativa adota critérios arbitrários para excluir candidaturas da sua cobertura. Portanto, o debate é na prática, um protesto contra o atual sistema eleitoral e midiático.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/269

Entrevista de Eduardo Serra ao Globo

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Eduardo Serra, candidato do PCB ao governo, defende royalties para estados mais pobres e aumento de ICMS para grandes empresas

Fábio Vasconcellos e Maiá Menezes

RIO - Professor de engenharia da UFRJ, o candidato ao governo do Rio pelo PCB, Eduardo Serra, 54 anos, defende a reestatização do sistema de transporte e saúde, e diz que, se eleito, pretende aumentar a alíquota de ICMS para as grandes empresas. Para o candidato, os royalties do pré-sal devem ser distribuídos com estados mais pobres. Segundo entrevistado na série de sabatinas do GLOBO com os candidatos a governador do Rio, Eduardo Serra não demonstra preocupação com o fato de ter apenas 2% das intenções de voto nas pesquisas e diz que sua campanha é "para além das eleições".

O GLOBO: No programa de governo do senhor, só existem propostas para o Brasil. O senhor é candidato de uma causa ou ao governo do Estado do Rio?

EDUARDO SERRA: As duas coisas. O que está registrado no TSE é o programa nacional do PCB. Ele é voltado para a Presidência. Quando defendemos a democracia de participação direta, dos conselhos populares, com a qual pretendemos governar, estamos falando de propostas também aplicáveis ao Rio.

O GLOBO: O senhor defende a reestatização do sistema de transporte e saúde. Onde ela resultou em serviços melhores?

EDUARDO SERRA: Barcas, trens e metrô já transportaram muito mais passageiros do que hoje. A privatização desses segmentos não resultou na expansão desses serviços, nem em melhoria. Pelo contrário, o metrô hoje está com problemas. As barcas regularmente entram em crise. Nos países da Europa, por exemplo, esses setores sempre foram públicos como forma de fomentar o desenvolvimento e garantir direitos sociais

O GLOBO: Mas o senhor acha factível a manutenção desse sistema reestatizado?

EDUARDO SERRA: Não será um sistema gratuito. Nós achamos que o sistema tem que se auto-sustentar. Os estudos que nós temos apontam para um sistema integrado, com empresas públicas de ônibus, barcas, trens e metrô, nós podemos ter uma tarifa reduzida, sem ter prejuízo. Nós queremos fazer isso de forma gradativa. Não vamos tomar de assalto.

O GLOBO: O senhor defende que os royalties do petróleo vão para estados com menor IDH?

EDUARDO SERRA: Defendemos a manutenção dos contratos atuais porque o Rio foi lesado na Constituição de 1988, com a perda da tributação de combustíveis que ficou no destino. Sobre o uso dos royalties atuais, eles deveriam ser redimencionados. Deveria ser rubricado primeiro para pesquisa de energia alternativa, segundo para a prevenção de acidentes ambientais e terceiro para as áreas sociais. Com os recursos provenientes da exploração da camada do pré-sal, o que propomos é que (a distribuição) seja na razão inversa do IDH. O estado que tem menos recursos receberia um pouco mais.

O GLOBO: Qual sua política para a UPPs?

EDUARDO SERRA: Não se pode combater a violência apenas com a ação policial. Nós defendemos uma policia civil unificada, absorvendo a atual polícia militar e civil. Entendemos que o enfrentamento militar da violência e do crime leva à criminalizando da pobreza. Queremos essa polícia civil renovada presente em todas as áreas.

O GLOBO: Mas o senhor acabaria com as UPPs?

EDUARDO SERRA: As UPPs têm um lado bom, que é estar presente em locais onde há violência. Eu transformaria a natureza delas para algo mais abrangente. Nós achamos que a política de segurança tem que passar pelos conselhos populares, para que as pessoas possam opinar sobre o que deve ser feito.

O GLOBO: Por que o PCB não se aliou ao PSTU e ao PSOL?

EDUARDO SERRA: Temos a intenção de criar uma frente anticapitalista, anti-imperialista, que apresente um projeto de uma outra sociedade. Procuramos trabalhar com essas forças políticas. Houve alguns problemas (para a aliança com os partidos nestas eleições). Não se conseguiu chegar a um programa de governo, e isso criou uma dificuldade grande. Tentamos (uma aliança) até a véspera do lançamento das candidaturas.

O GLOBO: O senhor defende concurso público, reestatização de empresas. Hoje, 80% do estado estão comprometidos com repasses legais. Onde o senhor vai arrumar recursos?

EDUARDO SERRA: O programa é nacional. A gente tem a intenção de propor um novo pacto federativo, uma nova matriz tributária, que se possa taxar as grandes fortunas. E rever a questão da dívida. Com a reestatização, teremos os lucros dessas empresas à disposição do estado e poderemos gerar outras receitas.

O GLOBO: Sem o PCB na Presidência, parte do programa do senhor está prejudicado...

EDUARDO SERRA: Não, porque essa luta é contínua. Não precisa ter a Presidência. Tem que ter a sociedade engajada nessa luta. Por isso nossa campanha é para além das eleições. Ganhando ou perdendo. Se isso vira uma onda de pressão política e de pressão social, as coisas vão acabar acontecendo.

O GLOBO: O senhor acabaria com as UPAs?

EDUARDO SERRA: Eu transformaria. Há que haver unidades de emergência espalhadas pela cidade, sim. Mas não com equipamento alugado e exame terceirizado em empresa privada. Eles militarizaram a ação da UPA.Um sistema integrado, que possa permitir o Médico de Família, a saúde universalizada, sem proibir nenhuma clínica privada de funcionar, é uma proposta extremamente justa e não é só dos países socialistas.

O GLOBO: Qual seria sua política para ICMS?

EDUARDO SERRA: Alteraríamos. A palavra é redistribuir. Alguém perde e alguém ganha. Quem perde? As grandes empresas. A Siderúrgica do Atlântico, por exemplo, que vai aumentar em cerca de 50% o índice de emissão de partículas sólidas deu de compensação à prefeitura R$ 30 milhões. O prejuízo para o estado é enorme. Então eu aumentaria, incidindo ICMS sobre grandes empresas, sobre propriedades no campo. Diminuindo a incidência sobre microempresas, porque essas precisam de apoio, essas geram muito emprego.

O GLOBO: Como um candidato anticapitalista, com 2% das intenções de voto, capta recursos para a campanha eleitoral?

EDUARDO SERRA: A gente capta poucos recursos porque os capitalistas não dão recursos para nós. Os socialistas dão, mas são de pouca renda. Mas o tipo de campanha que nós fazemos também não exige muito recurso. Mesmo que tivéssemos muito, não pagaríamos pessoas para segurar bandeira, não faríamos empastelamento de ruas. Nós trabalhamos com voluntários.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/09/13/eduardo-serra-candidato-do-pcb-ao-governo-defende-royalties-para-estados-mais-pobres-aumento-de-icms-para-grandes-empresas-917625585.asp

Resposta à nota de Plínio de Arruda Sampaio


Comissão Política Nacional do PCB

A Comissão Política Nacional do PCB vem a público declarar-se contra a reivindicação do candidato Plínio de Arruda Sampaio no sentido de que seja representado por outro membro do PSOL no debate dos candidatos a Presidente pelos partidos de esquerda, via internet, que será realizado neste dia 21 de setembro, às 21 horas, com promoção e mediação do jornal Brasil de Fato, ao qual o próprio presidenciável do PSOL, recentemente, reivindicou publicamente espaço para a sua candidatura, mesmo depois de o jornal lhe ter dedicado uma página, como o fez para os demais candidatos de esquerda

Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a Comissão Organizadora do debate, de que fazem parte representantes do jornal Brasil de Fato e dos partidos que, de imediato, aceitaram participar do debate (PCB, PCO e PSTU), tomou todos os cuidados para buscar garantir a presença do candidato do PSOL: a proposta do debate e do dia para a sua realização foram informados com bastante antecedência, assim como foram verificadas as datas dos debates nacionais de televisão a que Plínio foi convidado e os demais candidatos de esquerda não. Constatou-se que, no dia 21, não haverá debate na TV. Infelizmente, nenhum representante do PSOL, apesar de convidado, apareceu na sede do Brasil de Fato nas diversas reuniões que já se realizaram para organizar o debate entre os candidatos socialistas.

Entretanto, o candidato do PSOL anuncia, em nota encaminhada ao Brasil de Fato, que, no dia do debate entre os presidenciáveis de esquerda, optou por ir a um debate promovido pelo Instituto Ethos, com os presidenciáveis dos outros partidos, de centro e de direita. O instituto é ligado ao empresariado, e tem a pretensão de promover a “ética” no interior do capitalismo. Este evento será durante o dia e em São Paulo, mesmo local do debate na internet, que ocorrerá às 21h. O candidato do PSOL ainda alega compromissos de campanha na véspera e no dia seguinte ao dia 21, como se os outros candidatos também não os tivessem.

A atitude de Plínio de Arruda Sampaio revela uma profunda subestimação pelos demais partidos de esquerda e por seus candidatos a Presidente. Uma atitude que contribui para o isolamento em que a burguesia pretende jogar os partidos revolucionários, como o PCB, o PCO e o PSTU, colocando-os como residuais, desimportantes, "nanicos".

Para o PCB, o debate do dia 21, entre os candidatos da esquerda, é o mais importante evento de toda esta campanha eleitoral rebaixada, manipulada, midiatizada. É muito mais do que um debate; é um gesto histórico da esquerda socialista brasileira para deixar claro que a luta continua para muito além das eleições; é um gesto de unidade, que cria condições para uma verdadeira frente permanente anticapitalista e não meras coligações eleitorais para as quais nos procuram nos anos pares.

A ida ao debate do candidato a Presidente pelo PSOL valorizaria o evento e seria um gesto de solidariedade aos partidos políticos e organizações socialistas, excluídos pela grande mídia e pela burguesia.

Por isso, o PCB não aceita a sua substituição no debate e pede a reflexão de Plínio e do PSOL, para que revejam a escolha por um evento que provavelmente versará sobre a possibilidade de moralizar o capitalismo, com candidatos da ordem (já que PCB, PCO e PSTU jamais serão convidados pelo Instituto Ethos), em detrimento do debate que busca valorizar a unidade de ação das esquerdas no movimento político e nas lutas de massas no Brasil.

Rio, 15 de setembro de 2010

Comissão Política Nacional do PCB

VEJA ABAIXO A NOTA DE PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO:


Nota de Plínio sobre debate do jornal Brasil de Fato

O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio Arruda Sampaio, respondeu a matéria do jornal Folha de São Paulo que acusava o PSOL de "esnobar" debate entre os candidatos de esquerda promovido pelo jornal Brasil de Fato. Abaixo reproduzimos a nota na íntegra.

Esta Folha publicou nota (Eleições 2010, p.9, 12/9) cujo título distorce o que foi informado pela candidatura ao afirmar que "Plínio esnoba debate da esquerda".

Conforme relata o texto, a assessoria da campanha informou que não poderia comparecer ao debate promovido pelo jornal "Brasil de Fato" no próximo dia 21 porque estarei em agendas previamente marcadas. O evento que reunirá as candidaturas da esquerda apresentadas nesta eleição acontece um dia após o debate entre presidenciáveis realizado pelas emissoras afiliadas ao SBT na região Nordeste do país, que será transmitido a partir do Recife. No mesmo dia 21, estou convidado a participar de um encontro entre presidenciáveis promovido pelo Instituto Ethos, em São Paulo, onde também tenho atividades agendadas anteriormente à iniciativa do "Brasil de Fato" no dia 22. E no dia 23 participo do debate promovido pela CNBB, em Brasília. Como fica evidente, diferentemente do que foi publicado por esta Folha, em nenhum momento "esnobei" o encontro promovido no dia 21 por um jornal com o qual tenho as melhores relações. Minha candidatura inclusive estará representada à mesa do debate, caso haja acordo dos demais participantes, por decisão da coordenação de nossa campanha, que considera a iniciativa um importante evento para abrir espaço aos candidatos de esquerda, omitidos cotidianamente pelos monopólios da comunicação no país. PLÍNIO ARRUDA SAMPAIO, candidato à Presidência pelo PSOL (São Paulo, SP)

sábado, 11 de setembro de 2010

FIDEL NEGA DECLARAÇÃO DE JORNALISTA AMERICANO‏


HAVANA — O líder cubano Fidel Castro assegurou nesta sexta-feira que sua declaração de que o modelo cubano já não funciona nem mesmo para os cubanos foi mal interpretada pelo jornalista americano da revista The Atlantic, que o entrevistou em Havana.

"Sei o que expressei sem amargura nem preocupação. Divirto-me agora ao ver como ele interpretou ao pé da letra, depois de consultar Julia Sweig, repórter que o acompanhou e elaborou a teoria que expus", explicou.

"A realidade é que minha resposta significava exatamente o contrário do que os dois jornalistas americanos interpretaram", acrescentu o ex-presidente durante a apresentação da segunda parte de seu livro autobiográfico.

"O modelo cubano nem sequer funciona para nós", teria declarado Fidel a Goldberg, segundo a tradução para o inglês publicada na quarta-feira no sitehttp://www.theatlantic.com.

Entrevistado ao longo de vários dias pelo jornalista americano, Fidel Castro adotou um tom de incomum de arrependimento sobre fatos do passado, revela a entrevista, que está sendo publicada desde a segunda-feira passada.

Castro, 84 anos, disse a Goldberg estar arrependido por ter pedido em 1962 ao líder soviético Nikita Kruschev, durante a crise dos mísseis, que atacasse os Estados Unidos com armas nucleares caso fosse preciso.

O ex-presidente cubano voltou recentemente à vida pública, particularmente para alertar sobre o risco de uma guerra nuclear no Oriente Médio devido à queda de braço entre Israel e Irã.

Na mesma entrevista, Fidel criticou a retórica antissemita usada pelo presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad: "Não acredito que alguém tenha sido mais difamado que os judeus. Diria que muito mais do que os muçulmanos. Foram mais difamados que os muçulmanos porque são acusados e caluniados por tudo. Ninguém culpa os muçulmanos de nada".

Goldberg foi convidado pelo próprio Fidel, que se interessou por um artigo seu sobre as tensões entre Irã e Israel.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fidel desqualifica interpretação tendenciosa de jornalista estadunidense


Havana, 10 set (Prensa Latina)
O líder da Revolução cubana, Fidel Castro, desqualificou hoje algumas interpretações publicadas a partir de sua entrevista concedida ao jornalista estadunidense Jeffrey Goldberg, da revista The Atlantic.

Durante a apresentação de seu último livro "A contraofensiva estratégica" no Aula Magna da Universidade de Havana, o dirigente revolucionário comentou que Goldberg lhe perguntou se ele achava que o modelo cubano era algo que ainda valia a pena exportar.

"É evidente que essa pergunta levava implícita a teoria de que Cuba exportava a Revolução. Respondo-lhe "O modelo cubano já não funciona nem sequer para nós." Expressei sem amargura nem preocupação", disse Fidel Castro, de acordo com a Televisão Cubana.

Mas o real -indicou- é que minha resposta significava exatamente o contrário do que Goldberg e a analista Julia Sweig, que o acompanhava, interpretaram sobre o modelo cubano.

"Minha ideia, como todo mundo conhece, é que o sistema capitalista já não serve nem para os Estados Unidos nem para o mundo, ao que conduz de crise em crise, que são a cada vez mais graves, globais e repetidas, das quais não pode escapar. Como poderia servir semelhante sistema para um país socialista como Cuba", assinalou Fidel Castro.

Ao referir ao tema da Crise dos Mísseis o primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba expressou "é verdadeiro, que me abordou o tema e me fez a pergunta.

Textualmente, como ele o expõe em uma primeira parte de sua reportagem, suas palavras foram: "Perguntei-lhe: Em verdadeiro momento parecia lógico que você recomendasse aos soviéticos que bombardeassem aos Estados Unidos. O que você recomendou ainda lhe parece lógico nestes momentos? Fidel respondeu: Após ter visto o que tenho visto, e não valia a pena no absoluto."

Eu lhe tinha explicado bem, e consta por escrito, o conteúdo da mensagem "...se Estados Unidos invadia a Cuba, país com armas nucleares russas, nessas circunstâncias não devia se deixar dar o primeiro golpe, como o que miraram à URSS quando em 22 de junho de 1941, o exército alemão e todas as forças da Europa atacaram à URSS."

Pode observar-se -esclarece Fidel Castro- que dessa breve alusão ao tema, na segunda parte da entrega ao público dessa notícia, o leitor não poderia percatarse de que "se Estados Unidos invadisse Cuba, país com armas nucleares russas", nesse caso eu recomendava impedir que o inimigo mirasse o primeiro golpe, nem também no da profunda ironia de minha resposta "...de ter sabido o que agora sei...", em óbvia referência à traição cometida por um presidente da Rússia que, saturado de substância etílica, entregou a Estados Unidos os mais importantes segredos militares daquele país.

Continuo pensando -destacou o líder da Revolução cubana- que Goldberg é um grande jornalista, capaz de expor com amenidade e maestria seus pontos de vista, que obrigam a debater. Não inventa frases, as transfere e as interpreta.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

20 anos sem o cavaleiro da esperança

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Anita L. Prestes

Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, faleceu em 7 de março de 1990, aos 92 anos de idade. Desde muito jovem, Prestes revelou indignação com as injustiças sociais e a miséria de nosso povo, mostrando-se preocupado com a busca de soluções efetivas para a situação deplorável em que se encontrava a população brasileira, principalmente os trabalhadores do campo, com os quais tivera contato durante a Marcha da Coluna (1924-27), que ficaria conhecida como a Coluna Prestes. Muito antes de tornar-se comunista, Prestes já era um revolucionário. Sua adesão aos ideais comunistas e ao movimento comunista apenas veio comprovar e confirmar sua vocação revolucionária, seu compromisso definitivo com a luta pela emancipação econômica, social e política do povo brasileiro. Como revolucionário Prestes foi um patriota - um homem que dedicou toda sua vida à luta por um Brasil melhor, por um Brasil onde não mais existissem a fome, a miséria, o analfabetismo, as doenças, a terrível mortalidade infantil e as demais chagas que sabidamente continuam ainda hoje a infelicitar nosso país.

A descoberta da teoria marxista e a consequente adesão ao comunismo representaram, para Prestes, o encontro com uma perspectiva, que lhe pareceu factível, de realização dos anseios revolucionários por ele até então alimentados, principalmente durante a Marcha da Coluna. A luta à qual resolvera dedicar sua vida encontrava, dessa forma, um embasamento teórico e um instrumento para ser levada adiante - o Partido Comunista. O Cavaleiro da Esperança, uma vez convencido da justeza dos novos ideais que abraçara, tornava-se também um comunista convicto e disposto a enfrentar toda sorte de sacrifícios na luta pelos objetivos traçados.

No processo de aproximação ao PCB, Prestes rompeu de público com seus antigos companheiros - os jovens militares rebeldes conhecidos como os “tenentes” -, posicionando-se abertamente a favor do programa da “revolução agrária e antiimperialista” defendido pelos comunistas brasileiros. Seu Manifesto de Maio de 1930 consagra o início de uma nova fase na vida do Cavaleiro da Esperança. A partir daquele momento, Prestes deixava definitivamente para trás os antigos compromissos com o liberalismo dos “tenentes” e enveredava pela via da luta pelos ideais comunistas que passariam a nortear toda sua vida.

Pela primeira vez na história do Brasil, uma liderança de grande projeção nacional, a personalidade de maior destaque no movimento tenentista, - na qual apostavam suas cartas as elites oligárquicas oposicionistas, na expectativa de que o Cavaleiro da Esperança pusesse seu cabedal político a serviço dos seus objetivos, aceitando participar do poder para melhor servi-las -, recusa tal poder, rompendo com os políticos das es dominantes para juntar-se aos explorados e oprimidos, para colocar-se do lado oposto da grande trincheira aberta pelo conflito entre as es dominantes e as dominadas, entre exploradores e explorados. Prestes tomava o partido dos oprimidos, abandonando as hostes das elites comprometidas com os donos do poder, não vacilando jamais diante dos grandes sacrifícios que tal opção lhe acarretaria.

Tratava-se de um fato inédito, jamais visto no Brasil. Luiz Carlos Prestes, capitão do Exército, que se tornara general da Coluna Invicta, que fora reconhecido como liderança máxima das forças oposicionistas ao esquema de poder vigente no Brasil até 1930, talhado, portanto, para transformar-se no líder da “revolução” das elites oligárquicas, numa liderança política confiável dessas elites, usava seu prestígio para indicar ao povo brasileiro um outro caminho – o caminho da luta pela reforma agrária radical e pela emancipação nacional do domínio imperialista, o caminho da revolução social e da luta pelo socialismo.

Como foi sempre coerente consigo mesmo e com os ideais revolucionários a que dedicou sua vida, sem jamais se dobrar diante de interesses menores ou de caráter pessoal, Prestes despertou o ódio dos donos do poder, que se esforçariam por criar uma História Oficial deturpadora tanto de sua trajetória política quanto da história brasileira contemporânea.

Mesmo após seu falecimento, Prestes continua a incomodar os donos do poder, o que se verifica pelo fato de sua vida e suas atitudes não deixarem de serem atacadas e/ou deturpadas, com insistência aparentemente surpreendente, uma vez que se trata de uma liderança do passado, que não mais está disputando qualquer espaço político. Num país em que praticamente inexiste uma memória histórica, em que os donos do poder sempre tiveram força suficiente para impedir que essa memória histórica fosse cultivada, presenciamos um esforço sutil, mas constante, desenvolvido através de modernos e possantes meios de comunicação, de dificultar às novas gerações o conhecimento da vida e da luta de homens como Luiz Carlos Prestes, cujo passado pode servir de exemplo para os jovens de hoje.

Luiz Carlos Prestes dedicou 70 anos de sua vida à luta por um futuro de justiça social e liberdade para o povo brasileiro. O legado revolucionário de Luiz Carlos Prestes deve ser preservado e desenvolvido pelas novas gerações de brasileiros e de latino-americanos. Esta a razão por que hoje, no âmbito das comemorações do 90° aniversário da UFRJ, assinalamos a passagem de vinte anos do desaparecimento do Cavaleiro da Esperança homenageando sua memória.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Novo discurso de Fidel alerta sobre o caráter hostil do imperialismo e seus lacaios

O comandante-em-chefe Fidel Castro assegurou hoje, 2 de setembro, que é possível vencer na grande batalha por preservar o mundo duma contenda nuclear que resultaria em seu fim, e defender o direito de todos os seres humanos a viver.

A ponto de completar-se 65 anos de seu ingresso no ensino superior, o líder cubano retornou à Universidade de Havana, onde, como já ele disse outras vezes e reafirmou nesta manhã, tornou-se revolucionário e descobriu seu verdadeiro destino, e dali instou novamente a governos e povos a salvarem a paz, a vida e o futuro.

"O tempo de que dispõe a Humanidade para travar esta batalha é incrivelmente limitado", advertiu o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, referindo-se ao perigo real e iminente de outra guerra no Oriente Médio, cujas consequências para o mundo são imprevisíveis e podem ser catastróficas.

Envergando roupa verde-oliva, aos pés do monumento à Alma Máter e perante uma entusiástica multidão que lotou a histórica escada e suas proximidades, Fidel leu sua mensagem aos estudantes universitários de Cuba, que é também um apelo a lutar contra aqueles que impuseram ao mundo um sistema que ameaça hoje a sobrevivência mesma do planeta e da espécie humana.

"Estamos aqui para convencer, dissuadir e evitar uma guerra que fará finita a esperança, para demonstrar que o amor à vida é devoção de todos", afirmou por seu lado a presidenta da Federação Estudantil Universitária (FEU), de Cuba, Maydel Gómez Lago.

"Até o último minuto estaremos exigindo o direito à vida, não queremos morrer desta maneira absurda, queremos tornar realidade nossos sonhos", enfatizou a jovem. E apelando ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exigiu-lhe fazer uso da faculdade que tem de impedir que em poucos dias a guerra seja o drama de todos.

Aos universitários do mundo inteiro instou a aderirem a esta luta e expressou: "Temos o direito de lutar por nosso futuro, temos o dever de construí-lo. Ainda estamos a tempo. Lutemos pela paz, a vida não perdoará que façamos menos".

O diretor da revista Alma Máter, voz dos universitários cubanos, Yoerky Sánchez Cuéllar, falou também, mas em versos, para exigir do inquilino da Casa Branca, não só que não puxe o gatilho, mas também a destruição de todas as armas nucleares.

"O senhor deve escutar Fidel, que não está sendo alarmista e tampouco catastrofista, mas que vê que este mundo pode sumir num segundo se a paz não for conquistada", refletiu em décimas o jovem, também deputado à Assembleia Nacional do Poder Popular.

"Cá estamos, comandante cá está sua juventude que sente a gratidão de vê-lo tão saudável, de escutá-lo a cada instante, de ler suas Reflexões, de conhecer as razões pelas quais está preocupado e de tê-lo acompanhado nestas novas missões", concluiu.

Começa a ser construída a unidade socialista

O que foi dito na reunião



3 de setembro de 2010

“O debate deve opor, na prática, uma ação contra a cassação dos direitos democráticos da cidadania e do eleitorado expressa na total falta de democracia nas eleições. O debate não será para que os candidatos da esquerda se enfrentem um com o outro. Devemos deixar nossas diferenças de lado e nos unir em uma luta comum, com um objetivo comum: desmascarar a farsa das eleições para o conjunto da população. Devemos atirar a luva à imprensa burguesa e desafiá-los também a cobrir o nosso debate”
Rui Costa Pimenta, candidato a presidente e secretário geral do PCO


“Reconhecemos que a iniciativa do PCO foi correta. O PCB, depois de consultar seu comitê central, aderiu, por unanimidade, à proposta. Achamos que este debate vai ficar na história da luta revolucionária no Brasil, porque ele vai criar condições para, pelo menos, o convívio entre nossos partidos melhorar, para que nós possamos discutir - e não esconder - nossas divergências de forma fraterna. Gostaríamos de parabenizar o PCO e dizer que foi muito bom termos tido este contato e que esperamos que esta relação dê frutos”.
Ivan Pinheiro, candidato a presidente e secretário geral do PCB


“A iniciativa de fazer este debate entre os candidatos excluídos da esquerda tem uma importância enorme. Em primeiro lugar porque vamos lutar juntos contra o boicote da grande mídia que, intencionalmente, exclui os partidos de esquerda e busca relegá-los a uma vala comum dos partidos ‘nanicos’, para impedir que os trabalhadores conheçam nossas propostas. Em segundo lugar porque nós podemos construir, com este debate, um fato político, ou seja, um canal alternativo à grande mídia como um elemento muito importante para a participação da esquerda nos processos eleitorais".
Eduardo Almeida Neto, da direção nacional do PSTU


“Entendo que a reunião que fizemos hoje foi uma primeira iniciativa extremamente importante no sentido de preparar um debate democrático com a participação, fundalmentalmente, das candidaturas de esquerda, progressitas, no sentido de dar visibilidade às propostas e à luta destes partidos, destas candidaturas, que estão sendo sistematicamente ignoradas e que estão tentando extinguir do processo eleitoral, dominado completamente pelos grandes meios de comunicação”
Nilton Viana, editor-chefe do Brasil de Fato

Por um debate eleitoral verdadeiramente democrático

Na reunião, os representantes dos partidos de esquerda presentes, bem como o editor-chefe do jornal Brasil de Fato, Nilton Viana, que se dispôs a mediar o encontro e sediar o debate, se colocaram de acordo sobre as propostas de campanha apresentadas pelo PCO para convocar amplamente o debate.

O companheiro Rui Costa Pimenta ressaltou a importância de envolver, a exemplo do que está fazendo o jornalBrasil de Fato, todos os órgãos de imprensa, em particular a imprensa popular e democrática, TVs alternativas, rádios comunitárias, que tenham interesse em discutir a divulgação e a organização da transmissão do evento.

Uma convocatória oficial, chamando todas organizações sindicais classistas, estudantis, populares, da luta pela terra a apoiar o debate, será divulgada na próxima semana. Além disso, os representantes dos partidos presentes concordaram em incluir a divulgação do debate em seus programas no horário eleitoral gratuito na TV e no rádio.

A abertura dada aos órgãos da imprensa democrática e popular tem por objetivo ampliar o alcance da discussão levantada pelos candidatos da esquerda. Na reunião, foi discutida também a proposta de transmitir o debate ao vivo pela internet, reunindo em um link ao vivo os portais eletrônicos de todos os partidos representados nele, bem como das demais organizações que se somarem à campanha. A expectativa é de que a atividade possa agrupar algo entre 500 mil e um milhão de espectadores, tornando-se um acontecimento político de grande importância em meio a uma eleição que aparenta claramente ter sido definida de antemão, nos bastidores.

“Entendo que a reunião que fizemos hoje foi uma primeira iniciativa extremamente importante no sentido de preparar um debate democrático com a participação, fundalmentalmente, das candidaturas de esquerda, progressitas, no sentido de dar visibilidade às propostas e à luta destes partidos, destas candidaturas, que estão sendo sistematicamente ignoradas e que estão tentando extinguir do processo eleitoral, dominado completamente pelos grandes meios de comunicação”, afirmou Nilton Viana, editor-chefe do Brasil de Fato.

Eduardo Almeida Neto, da direção nacional do PSTU, afirmou que “a iniciativa de fazer este debate entre os candidatos excluídos da esquerda tem uma importância enorme, em primeiro lugar porque vamos lutar juntos contra o boicote da grande mídia que, intencionalmente, exclui os partidos de esquerda e busca relegá-los a uma vala comum dos partidos ‘nanicos’, para impedir que os trabalhadores conheçam nossas propostas”.

Desmascarar a direita e denunciar o monopólio sobre as eleições

O companheiro Rui Costa Pimenta ressaltou na reunião que o debate deve servir ao objetivo principal de denunciar o controle da eleição pelas grandes redes de televisão e um punhado de partidos burgueses ligados aos grandes empresários e banqueiros, nacionais e internacionais. “O debate não será para que os candidatos da esquerda se enfrentem um com o outro. Devemos deixar nossas diferenças de lado e nos unir em uma luta comum, com um objetivo comum: desmascarar a farsa das eleições para o conjunto da população”, disse.

Tendo como eixo central a luta contra a proscrição dos partidos de esquerda nas eleições, o debate vai se contrapor à campanha feita pela imprensa burguesa em favor das candidaturas do PT e do PSDB. “Devemos atirar a luva à imprensa burguesa e desafiá-los também a cobrir o nosso debate”, afirmou ainda o presidente do PCO.

“Achamos que este debate vai ficar na história da luta revolucionária no Brasil e, pelo menos, criar as condições para que o convívio entre nossos partidos possa melhorar e possamos discutir nossas divergências de forma fraterna, sem escondê-las”, afirmou Ivan Pinheiro.

“Acredito que seja perfeitamente possível que, neste debate, os partidos de esquerda excluídos privilegiem a polêmica com os dois grandes blocos majoritários, que dirigem este país, o bloco ao redor do governo, o bloco ao redor do PSDB, para apresentar as propostas da esquerda aos trabalhadores como um todo”, disse Eduardo Almeida Neto.

Preparativos para o debate já estão em andamento

A data escolhida para realizar o debate foi o dia 21 de setembro, às 21h.
A reunião decidiu formar um grupo de trabalho com representantes dos três partidos presentes, bem como do jornal Brasil de Fato, para encaminhar as questões práticas, como a definição do local onde será realizado o debate, a publicação de uma declaração comum à população e à imprensa, convocando o debate, e a transmissão da atividade via Internet. O grupo de trabalho deve se reunir na próxima quarta-feira, dia 8, na sede do Brasil de Fato, no centro de São Paulo.

Debate entre os candidatos da esquerda deverá ser realizado no próximo dia 21

(matéria retirada do sítio do Partido da Causa Operária)

Em reunião nesta quinta-feira, representantes do PCO, PCB e PSTU, bem como do jornal Brasil de Fato, discutiram a realização de um debate democrático entre os seus candidatos contra a exclusão da esquerda do processo eleitoral e definiram as bases para a sua organização

3 de setembro de 2010

Os representantes do PCO, PCB e do PSTU se reuniram na sede do jornal Brasil de Fato na tarde desta quinta-feira para discutir a realização em conjunto de um debate entre os candidatos a presidência da esquerda.

A proposta apresentada pelo PCO no último dia 21 visa a enfrentar o bloqueio imposto pelo monopólio da imprensa burguesa sobre os meios de comunicação e da própria Justiça eleitoral que vêm cerceando o direito democrático dos partidos que não participam da alta roda dos candidatos escolhidos pela burguesia para disputar - e vencer - as eleições.

Companheiros do Brasil de Fato em primeiro plano na foto.O debate, proposto para servir como uma plataforma de denúncia do regime político da burguesia, será mediado pelo jornal Brasil de Fato e deve reunir, pelo menos, os candidatos do PCO, PCB e PSTU. O convite foi estendido também ao candidato do Psol à presidência que, no entanto, não enviou um representante à reunião.

Na reunião, o companheiro Rui Costa Pimenta, candidato a presidente e secretário geral do PCO, expressou a preocupação de que o debate sirva para impulsionar uma ampla campanha de denúncia das arbitrariedades da burguesia nas eleições. “O debate deve opor, na prática, uma ação contra a cassação dos direitos democráticos da cidadania e do eleitorado expressa na total falta de democracia nas eleições”, disse.

Os representantes dos outros partidos de esquerda presentes à reunião se colocaram de acordo com o propósito do debate. “Reconhecemos que a iniciativa do PCO foi correta. O PCB, depois de consultar seu comitê central, aderiu, por unanimidade, à proposta”, afirmou o candidato à presidência e secretário geral do PCB, Ivan Pinheiro.

FARC prontas para falar na assembleia da UNASUL.


Colômbia

23 de agosto de 2010 .- A ofensiva diplomática das FARC a todo vapor. Enquanto por um lado o governo colombiano fecha a porta para as conversações sobre o conflito social e armado, as FARC batem em outra porta.

Infelizmente, a OEA e a ONU seguem obedientes as orientações do capitalismo. Pouco ou nada fazem esses espaços supostamente "democráticos". Antes as FARC enviaram cartas à ONU, sem respostas até agora.

Leia: Carta aberta das FARC-EP à Unasul

Embora o governo da Colômbia mantenha fechada a porta ao diálogo com a insurgência, estimulado pela miragem de uma vitória militar e interferência de Washington, queremos transmitir à União das Nações do Sul, a Unasul, a nossa firme determinação em procurar uma solução política para conflito .

É um fato que esta transbordou, durante anos, o marco das fronteiras patrióticas como resultado das estratégias de "prevenção" em Bogotá impostas pelo governo dos Estados Unidos. Se a Colômbia está sob ocupação militar de uma potência estrangeira é para desenvolver um interesse geo-estratégico, predominantemente continental, e não por causa da guerra de contra-insurgência local. Ninguém contesta que a Casa Branca tem a preocupação crescente com presença política assumida neste hemisfério, dos governos que optam por soberania.

Em nosso país, o Plano Colômbia, a estratégia neoliberal, a violência institucional e para-institucional, tem agravado o conflito a um novo nível, o que torna muito difícil superar essa fase de confronto fratricida sem a ajuda dos países irmãos.

A crise humanitária na Colômbia clama mobilização e solidariedade continental. A obsessão oligárquica em submeter os guerrilheiros militarmente há 46 anos, e a implementação de políticas repressivas e militaristas de Washington afirmam inúmeros massacres, valas comuns, como em Macarena que esconde mais de 2.000 cadáveres: o maior da América Latina , crimes contra a humanidade, eufemisticamente chamados de "falsos positivos", um deslocamento forçado de cinco milhões de camponeses, os desaparecimentos de cidadãos por razões políticas, prisões arbitrárias, 30 milhões de pobres em um país de 44 milhões de pessoas ...

Alguns aludem frequentemente à obsolescência da luta armada revolucionária, mas não dizem nada sobre as condições e garantias para a luta política na Colômbia. Outros dizem que a ameaça é da insurgência e não da estratégia neocolonial do governo dos Estados Unidos, parecendo ignorar que, com a guerrilha ou sem ela, o Estado continuaria com a sua agenda de posição dominante. E também deverá pressionar uma das partes litigantes, principalmente a insurreição.

A paz com justiça social, não a guerra pela guerra, tem sido o objetivo estratégico das FARC desde a sua criação em 1964, em Marquetalia. Se as conversações de paz na Casa Verde, Caracas, Tlaxcala e Caguán não chegaram ao término, foi porque os oligarcas não considerariam qualquer alteração da injusta política social e econômica que motiva a revolta. Hoje enfrentamos, agitando bandeiras políticas inquestionáveis, a maior máquina de guerra que tem vindo a enfrentar uma guerrilha, mas lutando sempre pela possibilidade de uma solução política.

Sr. Presidente, a seu critério, quando for oportuno, estamos prontos para apresentar na reunião da Unasul a nossa visão do conflito colombiano.

A paz na Colômbia é a paz no continente.

Queira aceitar os nossos cumprimentos

Atenciosamente,

Compatriotas

Secretariado do Estado Maior Geral das FARC-EP

Montanhas da Colômbia, agosto 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O silêncio dos fascistas ante o plebiscito popular

O problema da concentração das riquezas no Brasil mostra sua face mais cruel quando olhamos para o campo. São 5 milhões de estabelecimentos agropecuários no país. Destes, mais de 2 milhões têm menos de 10 hectares e ocupam menos que 2,36% da área. Enquanto isso, 1%, com área acima de mil hectares, ocupam mais de 44%. Essas distorções são o alvo do Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra, organizado pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo.

Com alcance nacional e apoio de diversos movimentos sociais, ONGs e outras instituições, como a CNBB, o plebiscito vem sendo completamente ignorado pela imprensa hegemônica brasileira. Não encontrei qualquer referência à iniciativa nos jornais Folha de S. Paulo, Estadão, O Globo e Zero Hora. As principais emissoras de televisão também vêm ignorando o plebiscito.

Ligados a esses 1% de grandes proprietários rurais, os grandes veículos de comunicação brasileiros são contra a reforma agrária. Precisam das grandes empresas para sustentá-los, e nessas podemos incluir bancos, empreiteiras, montadoras e também as empresas ligadas a esses grandes proprietários, desde as ligadas diretamente até as menos visíveis.

Não é apenas a reforma agrária o objeto de repulsa da mídia dominante. Nesse caso, fica clara a reprodução, através do silêncio, do discurso proferido pelo candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, no 8º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ). A repulsa é, também, pelas opiniões populares e pelas propostas apresentadas pela sociedade civil organizada. Essa fatia da mídia quer para si e para os interesses que representa o monopólio da definição das questões que devem ser discutidas, e como esse debate deve ser feito. Não aceitam e não legitimam qualquer iniciativa que não parta dos seus pares.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Começa a construção da unidade da esquerda revolucionária !


Carta do PCB a:

Camaradas do PCO, PSOL e PSTU

Organizações políticas e sociais voltadas ao socialismo

Camaradas Plinio de Arruda Sampaio e José Maria:

A Comissão Política Nacional do Comitê Central do PCB analisou o convite formulado pelos camaradas da Direção Nacional do PCO (Partido da Causa Operária), conforme documento abaixo transcrito - e dirige-se aos camaradas da Direção Nacional do PSOL e do PSTU, e aos seus candidatos às eleições presidenciais, no sentido de expressar nosso mais entusiástico apoio à proposta de realização de um debate nacional, por meio eletrônico, entre os candidatos à Presidência da República de nossos quatro partidos, que vêm sendo discriminados pela mídia burguesa e por setores da justiça eleitoral, numa estratégia que visa a colocar a esquerda revolucionária no isolamento político e justificar futuras restrições jurídicas e políticas ao exercício da liberdade de organização partidária.

O principal objetivo é limitar o jogo eleitoral apenas aos candidatos da ordem, que não representam qualquer ameaça de mudanças profundas, pautando o debate de suas divergências apenas sobre aspectos da administração do capitalismo. Para isso, escolhem as organizações e personalidades confiáveis ao capital, que podem desempenhar o papel de "esquerda", através de sua promoção, corrupção e cooptação.

A proposta dos camaradas do PCO, a nosso juízo, ainda tem uma vantagem para além das eleições. O debate fraterno de nossos pontos de vista nos permite pavimentar um caminho para a construção de um programa comum, em sintonia com as organizações populares, na perspectiva da criação de uma FRENTE ANTICAPITALISTA E ANTI-IMPERIALISTA permanente, para a unidade de ação em defesa dos direitos dos trabalhadores e para a conquista de uma sociedade socialista.

Ivan Pinheiro

Secretário Geral

Comissão Política Nacional do PCB

Partido Comunista Brasileiro

Nota: propomos que a reunião entre nossos quatro partidos, para viabilizar a proposta e organizar o debate, se dê em São Paulo, em qualquer dia entre 1 e 3 de setembro, na parte da manhã ou da tarde. Estamos à disposição neste período. Propomos solicitar à direção do jornal Brasil de Fato, por seu pluralismo no campo da esquerda, que ceda sua sede para a reunião e que estude a proposta de promover o debate. Propomos uma delegação de três por Partido e que os camaradas do PCO, autores da proposta, sejam os destinatários das opiniões e sugestões do PSOL e do PSTU, pedindo desde já que nos mandem cópia.

CARTA DO PCO

Eleições 2010

Convite para um debate democrático contra a tentativa de proscrever a esquerda nas eleições

Reproduzimos aqui a carta da direção nacional do PCO aos partidos de esquerda alijados dos debates pelos monopólios dos meios de comunicação e pela justiça eleitoral e a todas as organizações operárias, sindicais, democráticas, juvenis e das lutas populares em geral convocando a todos à realizar um debate dos candidatos a presidente da República da esquerda como um protesto contra sua proscrição

A direção nacional do PCO - Partido da Causa Operária, convida os partidos da esquerda - Psol, PSTU e PCB - e todas as organizações democráticas, operárias, sindicais, da juventude e das lutas populares em geral a organizarmos um debate dos candidatos a Presidente da República que se reivindicam como representantes nas eleições de 2010 da esquerda socialista.

O debate seria realizado em data, local e horário a combinar em uma reunião entre os representantes dos partidos e das demais organizações que desejem efetivamente colocar em prática esta proposta. Também seriam decididos de comum acordo os mediadores e as regras do debate.

O debate seria transmitido via internet de forma que poderíamos reproduzir simultaneamente as imagens do debate nos sites dos partidos envolvidos e dos sindicatos classistas da esquerda para toda população trabalhadora. Propomos a realização de uma campanha para divulgar este debate nas universidades, categorias de trabalhadores e movimentos populares como uma forma de denúncia do caráter brutalmente antidemocrático das eleições e do regime político brasileiro.

O objetivo principal do convite para a realização desse debate é a denúncia do cerceamento pela máquina eleitoral da burguesia em relação às candidaturas de nossos partidos praticamente alijados do processo eleitoral pelos monopólios capitalistas da comunicação, no quais nossos candidatos sequer ocupam 1% das imagens e informações que a imprensa nacional – totalmente a serviço das candidaduras patronais - formula sobre as eleições 2010.

No entanto, o debate não teria apenas a função de realizar uma denúncia verbal da falta de democracia nas eleições e em geral, o que já será fundamental, mas de opor, na prática, à exclusão da maioria dos partidos, uma ação em defesa dos direitos democráticos da cidadania e do eleitorado.

Como parte de um amplo processo de manipulação do processo eleitoral, que se soma à criação de uma série de obstáculos ao registro de inúmeras candidaturas da esquerda, os grandes meios de comunicação da imprensa capitalista consolidam o processo de exclusão legal e só divulgam os três candidatos preferenciais da burguesia, Dilma Rousseff do PT, José Serra do PSDB e Marina Silva do PV.

Esta exclusão é particularmente clara no que diz respeito aos debates transmitidos pela televisão, onde apenas uma minoria de partidos tem o “direito” de participar.

Consideramos que se trata, antes de qualquer coisa, de um ataque aos direitos democráticos de toda a população que não consegue sequer, em sua maioria, conhecer todos os candidatos a presidente e governador.

O TSE e o Legislativo reduziram a campanha eleitoral ao rídiculo prazo de dois meses, nos quais candidatos sem os milhões da burguesia teriam que tornar conhecido o seu programa a 190 milhões de habitantes, espalhados por mais de 8 milhões de quilômetros quadrados. Para isso, os partidos da esquerda dispõem de um total de 18 minutos no horário de propaganda gratuita.

Consideramos que as redes de televisão são um monopólio ilegítimo, concedido pelo poder público e, como tais, não poderiam dispor do tempo de televisão como querem. Consideramos que a legislação que permite que o façam é uma legislação repressiva e antidemocrática e, portanto, uma aberta violação da Constituição Nacional.

Estas monstruosas manifestações antidemocráticas são acompanhadas de inúmeras outras como a probição virtual pela justiça de legalização de novos partidos e inúmeras regras eleitorais que violam abertamente os direitos dos cidadãos.

Apesar do candidato do Psol ter sido convidado para alguns debates na televisão, para dar a falsa impressão de que não há um processo de exclusão da esquerda e de exclusão da maioria do eleitorado, o conjunto das candidaturas dos que se reivindicam da defesa do socialismo e esquerda é excluído dos debates e sofre uma constante discriminação no antidemocrático processo eleitoral brasileiro, no qual a burguesia escolhe quem o povo deve ouvir. O regime político tornou-se uma propriedade de uma oligarquia de não mais que meia dúzia de partidos que respondem aos interesses dos grandes capitalistas e banqueiros, nacionais e internacionais. O monopólio na economia se materializa no monopólio do regime político por um punhado de pessoas.

Diante da necessidade que temos em denunciar e demonstrar para população trabalhadora como funciona a manipulação da máquina eleitoral brasileira, que cerceia os candidatos de esquerda para esconder as diferenças ideológicas da esquerda com a direita brasileira, o debate não será para que os candidatos da esquerda enfrentem-se um contra o outro, mas para que todos possam apresentar suas idéias e denunciar de conjunto o controle da burguesia sobre a eleição.

Nesse sentido, propomos que além dos partidos da esquerda, se somem a esta iniciativa organizações sindicais e populares e todas que se reivindicam da defesa dos direitos democráticos da população, como parte de uma ampla campanha contra a manipulação eleitoral da burguesia e em defesa dos direitos democráticos do povo brasileiro.

Assim, estaremos transmitindo esta mensagem para sindicatos, associações e demais entidades do movimento operário, popular e estudantil de todo o País, no que esperamos contar com a participação de todos os partidos da esquerda.

No aguardo do posicionamento da direção destes partidos e da manifestação das demais organizações, para darmos encaminhamento ao evento, subscrevemos,

Saudações operárias

Rui Costa Pimenta

candidato a presidente

Édson Dorta

candidato a vice-presidente

pela

Direção Nacional do Partido da Causa Operária

São Paulo, 21 de agosto de 2010

Atenciosamente,

Assessoria de Imprensa do PCO