quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

DECLARAÇÃO DE FIDEL SOBRE O ACORDO ENTRE CUBA E OS EUA

“No confío en la política de Estados Unidos ni he intercambiado una palabra con ellos, sin que esto signifique, ni mucho menos, un rechazo a una solución pacífica de los conflictos o peligros de guerra. Defender la paz es un deber de todos. Cualquier solución pacífica y negociada a los problemas entre Estados Unidos y los pueblos o cualquier pueblo de América latina, que no implique la fuerza o el empleo de la fuerza, deberá ser tratada de acuerdo con los principios y normas internacionales. Defenderemos siempre la cooperación y la amistad con todos los pueblos del mundo y entre ellos los de nuestros adversarios políticos. Es lo que estamos reclamando para todos. El Presidente de Cuba ha dado los pasos pertinentes de acuerdo con sus prerrogativas y las facultades que le conceden la Asamblea Nacional y el Partido Comunista de Cuba. Los graves peligros que amenazan hoy a la humanidad tendrían que ceder paso a normas que fuesen compatibles con la dignidad humana. De tales derechos no está excluido ningún país. Con este espíritu he luchado y continuaré luchando hasta el último aliento.”
(Declaración de Fidel Castro sobre el acuerdo entre su país y EE.UU., incluido en un mensaje a la Federación Estudiantil Universitaria de Cuba.)
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sábado, 24 de janeiro de 2015

Trabalhadores defendem direitos, lutam por emprego e mantêm greve na MTP


Objetivo é impedir que máquinas sejam retiradas
Foto: Cláudio Omena


Com greve desde segunda e acampamento na empresa, os 770 funcionários das duas unidades da MTP em Guarulhos (Cumbica e Jardim São Roque) enfrentam calote no pagamento e ameaça de retirada de maquinário. Agora, a demissão de trabalhadores por telegrama aumentou a revolta dos metalúrgicos.
Motivos - A paralisação, iniciada dia 19 com apoio e coordenação do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, decorre da falta de pagamento salarial, suspensão do convênio médico, atraso na entrega do vale-transporte e fim do fornecimento de refeições. O Fundo de Garantia não é recolhido há meses.
Justiça - O advogado do Sindicato, Marcílio Penachioni, diz que vai recorrer à Justiça contra as demissões. “A empresa não pode tomar essa atitude, ainda mais por telegrama. A Lei de Greve impede contratações ou demissões no curso das greves”.
O dr. Marcílio informa: “O Sindicato também ingressará com dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho, para que a direção da MTP reveja as demissões”. Ele acrescenta: “No dissídio, vamos pedir arresto de bens (maquinário), e também a nulidade da venda do imóvel da fábrica do Jardim São Roque, que ocorreu há cerca de dois anos, por acreditar que essa transação cheira a fraude”.
Paralisação - O diretor José Carlos de Oliveira (Chorão), que é funcionário da fábrica, afirma: “Estamos acampados na porta da empresa, inclusive à noite. Nosso objetivo é impedir que máquinas sejam retiradas e a MTP venha alegar não ter condições de quitar dívidas ou de oferecer bens para eventual arresto”.
Mais informações - Diretor Chorão (97238.9083) ou 2463.5300 na sede, com jornalista Titico (97606.6269). Assessor de imprensa: João Franzin - MTb 12.865 (99617.3253 ou 3231.3453).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

MTP demite 100% dos seus funcionários.

Os trabalhadores devem ocupar e gerir a fábrica! 


A fábrica Metalúrgica de Tubos de Precisão (MTP) demitiu 100% de seus funcionários entre quarta e quinta-feira, 21 e 21, respectivamente. Os metalúrgicos souberam da decisão da empresa após receberem telegramas em suas casas. Ao todo, 800 pessoas ficaram sem emprego. A gerente comercial Ieda Gasso não se manifestou sobre a situação, quando procurada pela imprensa da cidade.
Segundo o supervisor de produção Marcos Antonio Formigoni, no dia 15 os funcionários da MTP não receberam o adiantamento. “Nos informaram que o pagamento seria feito hoje [dia 22/01], mas ao invés de pagamento recebemos nossas cartas de demissão”.
Ele acrescentou que no dia 17 a diretoria da metalúrgica tentou tirar um equipamento da fábrica, mas foi impedida pela resistência dos trabalhadores.
O convênio médico de todos foi cancelado à revelia, mas mesmo assim, parcelas para o pagamento dele foram descontadas dos salários. “Também estamos sem FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)”, disse Formigoni que acrescentou que recebeu somente 50% do 13º salário.
Segundo os trabalhadores da metalúrgica, 500 trabalhadores da unidade, que funciona na Vila Miriam (Região Centro), e 300 da Região Cumbica foram demitidos “de surpresa”.
Dúvida - Trabalhadores ficaram em frente à MTP para obter informações (Foto: Silvio Cesar)
Dúvida – Trabalhadores ficaram em frente à MTP para obter informações (Foto: Silvio Cesar)
Manifestação e greve em Mauá
Aproximadamente 300 metalúrgicos de Guarulhos foram à empresa Quasar, que pertence ao mesmo grupo que gerencia a MTP e funciona em Mauá (na Região Metropolitana de São Paulo), para protestar contra a demissão em massa ocorrida na cidade. Os funcionários decretaram greve geral em solidariedade aos companheiros de trabalho.
O assessor da pelega Força Sindical, que dirige o sindicato dos metalúrgicos, afirmou que o departamento jurídico do sindicato irá processar a MTP e pedirá para que os bens da empresa sejam leiloados para quitar as dívidas com os trabalhadores.

Nós da Unidade Classista acreditamos que a saída é a propriedade da fábrica passar para s trabalhadores. A gestão capitalista fracassa cada dia mais. Os trabalhadores devem ocupar e gerir a fábrica.

Criar Poder Popular!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Segundo Ato contra o eumento da passagem dia 19 de janeiro às 17h na Matriz

SEDE DO PCB É ATACADA EM NOVA IGUAÇU


Na virada do dia 11 para 12 de janeiro de 2015 a sede do Comitê Municipal do PCB em Nova Iguaçu, teve a frente incendiada, o que ocasionou problemas na eletricidade do prédio, se não fosse a solidariedade de pessoas que passavam pela praça o incêndio poderia ocasionar danos maiores no prédio.
O fato foi comunicado a 52º DP de Nova Iguaçu que ciente do caso, mandou perito ao local para investigar o acontecimento.
Este ataque dirigido a nossa sede não é apenas um ataque ao PCB é mais um ataque a organização dos trabalhadores e de suas entidades que lutam contra o capital.
Defendemos a liberdade de organização e não intervenção nos Sindicatos, nos Grêmios Estudantis, DCE, CA e a não criminalização dos movimentos sociais.
Não vamos nos calar, nem recuar, vamos continuar levantando nossas Bandeiras vermelhas, faze – lá tremular na defesa dos interesses dos trabalhadores, iremos seguir contrariando os interesses dos donos do capital. Temos a convicção que cabe aos trabalhadores se organizar e lutar para derrubar o capitalismo.
O PCB defende o controle do Estado pelos trabalhadores, através do PODER POPULAR onde a população fará deste órgão à vontade e decisão da maioria da população para mudar o rumo do Brasil em direção ao Socialismo em nosso país.

Ousar Lutar!! Ousar Vencer!!
Nova Iguaçu, 13 de janeiro de 2015
Partido Comunista Brasileiro – PCB
Comitê Municipal de Nova Iguaçu     

domingo, 11 de janeiro de 2015

As mulheres das FARC-EP







Colômbia/ Resumen Latinoamericano/ Mujerfariana.Org/ 04/01/2015.- “As guerrilheiras farianas opinam” (Las guerrilleras farianas opinan) é uma serie de vídeos curtos, que resgata suas opiniões e posições sobre diversos temas, expressos no documentário de Vilma Khalo em “Rosas e Fuzis” (Rosas y Fusiles). Em especial, os relacionados com a mulher e sobre a justiça social que necessita nosso povo.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, a guerrilha de mais longa duração em nosso continente, sempre contou com a participação da mulher combatente. Quem são estas mulheres? Por que arriscam suas vidas pelos ideais do socialismo e a libertação nacional em um país sob as botas dos Estados Unidos? Qual é seu papel no atual processo de paz?
“Rosas e Fuzis”, gravado em Havana com as mulheres da Delegação de Paz das FARC-EP, abre uma janela que mostra a vida de compromisso e luta das guerrilheiras farianas: as razões que as levaram a ingressar na insurgência bolivariana, sua vida cotidiana nas montanhas da Colômbia e a visão de paz com justiça social que move sua ação política no campo de batalha e na mesa de diálogo. O documentário é, também, uma meditação sobre a condição da mulher colombiana e seu papel na revolução social.
Direção: Vilma Kahlo
Produção: Escuela de Cuadros

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Ato dia 12 contra o aumento do preço da passagem: mais um ataque da prefeitura de Guarulhos contra os trabalhadores!



Texto do MPL Guarulhos

"Mais uma vez governos e patrões mostram suas caras, mas agora de maneira covarde e perversa. A partir do dia 28 de dezembro, a tarifa dos ônibus na cidade de Guarulhos vai aumentar para 3,50 - um verdadeiro roubo! Sabendo que estamos em um momento de festas e férias, o prefeito e os empresários estão querendo empurrar goela abaixo um aumento absurdo. Se 0,20 centavos já era muito, imagine 0,50!!!

Nós do Movimento Passe Livre-Guarulhos somos diretos em dizer que somos contra o aumento, defendemos a TARIFA ZERO e sabemos que só nas ruas podemos barrar o aumento e conquistar um transporte público que garanta a todxs o direito de ir e vir pela cidade! JÁ BASTA! 
Se a tarifa não baixar, a cidade vai parar!!!



ATO CONTRA O AUMENTO DO BUSÃO
12/01 às 17h - IGREJA MATRIZ

3,50 NÃO DÁ! TARIFA ZERO JÁ!!!!"

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Libertação dos heróis cubanos, uma vitória de todos os revolucionários


(Nota Política do PCB)
A Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) se associa a todos os revolucionários do mundo em sua alegria e felicidade pela libertação dos três heróis cubanos encarcerados há 16 anos nas masmorras do império norte-americano, em condições desumanas (outros dois já tinham sido libertados anteriormente). A libertação de Gerardo Hernández, Antonio Guerrero y Ramón Labaniño representa uma vitória do povo cubano contra o imperialismo norte-americano, além de uma vitória dos movimentos de solidariedade em todo o mundo, que cumpriram um papel fundamental para a libertação.
A prisão desses heróis cubanos há mais de uma década e meia representa também a dupla moral do imperialismo. Esses camaradas estavam nos Estados Unidos cumprindo uma tarefa humanitária de evitar com que os terroristas gusanos, sediados em Miami, realizassem atentados contra alvos civis em Cuba, como aconteceu em diversas oportunidades, inclusive com a morte de um cidadão italiano. Enquanto prendiam os nossos heróis, deixavam livres Luis Posadas Carrilles, um terrorista profissional que colocou uma bomba em um avião civil cubano matando 73 pessoas em pleno vôo.
A luta pela libertação dos cinco camaradas representou um marco histórico e ficará na memória de todos os revolucionários como um exemplo de firmeza de um povo que, apesar das difíceis condições econômicas, fruto de um bloqueio criminoso que já dura mais de 50 anos, manteve alta sua moral revolucionária e foi capaz de despertar um movimento de solidariedade em todo o mundo, cujo resultado é a libertação dos três últimos heróis encarcerados nas masmorras do império.
Comemoremos essa vitória, mas sem esquecermos um só minuto de que nossa tarefa é dar continuidade à campanha pelo encerramento de vez desse bloqueio criminoso, que o próprio presidente dos Estados Unidos foi obrigado a reconhecer que não foi capaz de dobrar a moral revolucionária do povo cubano. Além do fim do bloqueio, os imperialistas devem devolver a Cuba seu território de Guantanamo, até hoje ocupado pelos Estados Unidos, e que tem servido de base para uma das mais abjetas prisões e práticas de tortura do mundo.
Viva o internacionalismo proletário!
Viva a liberdade dos heróis cubanos!
Comissão Política Nacional do PCB

FARC-EP declaram cessar unilateral ao fogo e às hostilidades por tempo indefinido


Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014 Escrito por FARC-EP
Havana, sede dos diálogos de paz, 17 de dezembro de 2014
Cessar-fogo
«Ódio eterno aos que desejam sangue e o derramem injustamente»
Simón Bolívar, 1820, na assintaura do armistício com o espanhol Pablo Morillo
O ano de 2014 aproxima-se do final, após dois anos e alguns dias de diálogos de paz ocorridos em Havana, Cuba, entre plenipotenciários do governo colombiano e da Delegação de Paz das FARC-EP. Durante o tempo assinalado, trocamos teses, propostas e conquistamos alguns acordos parciais, mantendo-nos, a todo o momento, em pé de igualdade e com os mesmos direitos e deveres emitidos para ambas as partes do Acordo Geral de agosto de 2012. Atualmente, encontramo-nos estudando e buscando saídas para questões e problemas difíceis, por razão da natureza complexa destes últimos, ou porque em mais de cinquenta anos de conflito interno as soluções que deveriam ter sido aplicadas para benefício coletivo foram adiadas.
Os diálogos colocaram em manifesto que a pátria colombiana requer uma honesta e profunda revisão. A desigualdade e a pobreza generalizada, a incompetência estatal em fazer prevalecer o bom governo, a justiça e a paz não permitiram semear concórdia nem construir as bases de uma reconciliação perdurável. O conflito social e armado continua vigentes; originado na chamada “violência partidária”, na injusta visão histórica sobre assuntos vitais relativos à terra, na conduta indigna com o dinheiro público, na concentração sem limite da riqueza nacional em mãos contadas, cada vez mais esfomeadas, e em uma institucionalidade pública inútil por ter sido desprezada por inescrupulosos detentores do poder, confirma que na Mesa de Conversações, o caminho que os plenipotenciários possuem adiante é de uma imensidade sem precedentes.
Para nós que temos o compromisso de montar o cenário a partir do qual se construirá uma nova República com a ajuda de todos e cada um dos homens e mulheres que formam o componente humano de uma mesma pátria, os meses por vir são fundamentais. Dito cenário é único; não é qualquer. Trata-se, nada mais, nada menos, do cenário do agora ou nunca. É o cenário imaginado por todos, pelo qual lutamos e padecemos tanto: é o cenário da paz, da reconciliação, da irmandade com justiça social.
Apelando ao sagrado e irrevogável direito à rebelião, que por razões que sempre emanaram da desumana existência daqueles que tudo necessitam por ter-se negado o mínimo vital em todos os terrenos, buscamos com as armas, como último recurso de expressão política, pelo menos nos colocamos em pé de igualdade com o implacável adversário de todos os tempos, para que nossa voz, que é a do povo excluído não continuasse sendo ignorada. Por isso, não desperdicemos a atual conjuntura que serve para expor com justos títulos uma enorme quantidade de reclamações acompanhadas de dezenas de soluções. Encontramo-nos em Cuba para continuar forjando a Pátria Construamos entre tudo o porvir. É nosso chamado.
Ontem, durante a última audiência de vítimas do conflito para escutar seus relatos, evocamos, com inevitáveis sentimentos, as outras vítimas que ninguém recorda, porém que as FARC-EP sempre honram levando-as em sua memória individual e coletiva e pelas quais continua buscando a reconciliação nacional, porém revestida de tudo que possa significar a palavra “justiça”. As vítimas da inescrupulosa violência partidária, as vítimas dos “cortes de flanela”, as vítimas da primeira geração de paramilitares da década de cinquenta e sessenta do século passado, as vítimas da ditadura militar de ingrata recordação, as vítimas da ingerência estrangeira tolerada por governos bipartidaristas, as vítimas dos desaparecimentos forçados, das remoções e das execuções extrajudiciais.
As vítimas de Marquetalia, Ríochiquito, El Pato e Guayabero; as mesmas vítimas que nós, em defesa das altas localidades, possivelmente provocamos por erro; as vítimas dos homens do Estado e da força pública as vítimas militantes da União Patriótica as produzidas pela nova geração de paramilitares em conivência com agentes das diversas armas oficiais. As dos fornos, dos massacres, das motosserras e as que repousam nas tumbas de indigentes; ou as que cujos corpos flutuaram rio abaixo até desaparecer; e as que nunca foram registradas; e as vítimas da miséria e da forme, da desigualdade e, em geral, aquelas vítimas, que somos todos os colombianos, nas mãos desse, o maior e mais funesto de todos os algozes: o Estado.
Conforme o anterior, inspirados no direito dos povos, tradição constitucional colombiana e homenagem a todas as vítimas ocasionadas em razão do conflito buscamos superar, em consideração ao trabalho que nos compromete cada dia mais com o espírito traçado na parte relevante da agenda de Havana, e em atenção ao fato de acreditarmos ter iniciado um caminho definitivo para a paz, acompanhado de um processo constituinte, declaramos um CESSAR UNILATERAL AO FOGO E ÀS HOSTILIDADES POR TEMPO INDEFINIDO, que deve transformar-se em armistício. Para a conquista de seu pleno êxito, aspiramos contar com a supervisão da UNASUL, CELAC, do CICV e da Frente Ampla pela Paz. Este cessar-fogo unilateral, que desejamos que se prolongue no tempo, se daria por terminado somente caso seja constatado que nossas estruturas guerrilheiras são objeto de ataques por parte da força pública. É nosso anseio que o povo soberano assuma também e de maneira protagonista esta supervisão, dado que com ela se busque o benefício da pátria lacerada e uma homenagem às vítimas de ontem e de hoje.
Seja a oportunidade para chamar a atenção de forma clara e direta do Presidente Santos por ter mostrado, mais uma vez, sua alegria no twitter, pela morte de alguns de nossos companheiros de armas e de ideais, no domingo anterior. A guerra não pode ser motivo de felicidade, mas de pena. Assim, apresentam resultados que podem beneficiar episódica e transitoriamente a alguma das partes. Precisamente, o respeito aos caídos é um principio universal da humanidade, independente do grupo representado. Não mais circo, não mais exibicionismo de força incontrolada, não mais cobrança de faturas com o sacrifício de vidas alheias.
Queremos contrastar. Queremos superar os episódios inúteis de sangue. Já manifestamos esta nossa vontade várias vezes sem sermos ouvidos. Dessa maneira, manifestamos que o mencionado cessar-fogo e de hostilidades entrará em vigor às 00:01 horas de 20 de dezembro de 2014, data que conta com a disposição de verificação de, ao menos, uma das organizações mencionadas.
A presente decisão está sendo comunicada formalmente pelo governo da Colômbia: às Embaixadas e sedes diplomáticas a nosso alcance; ao Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU); à União Europeia; ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV); à União das Nações Sul-americanas (UNASUL); à CELAC; ao Papa Francisco; às outras lideranças religiosas reconhecidas universalmente; ao Centro Carter e às ONG’s de reconhecimento mundial.
Estamos dispostos a convocar em Havana todas as organizações colombianas sem fins lucrativos, amigas do processo de paz, para apresentar um informe sobre a iniciativa aqui exposta e com o propósito de convidá-las a apoiarem esta iniciativa pela paz da Colômbia.
Secretariado do Estado Maior Central das FARC-EP
Fonte: https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/14a59f325ba7bbe1
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Cuba e a jogada de Obama


Os Editores de odiario.info
O que leva um desacreditado presidente dos EUA a negociar com Cuba, na fase final do seu segundo mandato, a troca dos últimos 3 heróis ainda presos nos EUA por alguns espiões norte-americanos, a acordar uma futura troca de embaixadores em substituição dos actuais escritórios de interesses e a comprometer-se a dar passos para o levantamento do criminoso bloqueio que há mais de 52 anos os EUA impõem ilegitimamente a Cuba?
Não se pode esquecer que, apesar de ter uma maior capacidade intelectual que a generalidade dos presidentes norte-americanos do último século, e de apresentar um discurso fluente, bem elaborado e ritmado, Barack Obama apresenta a mesma mentalidade imperial, e a crença fundada na fé que os EUA são o Estado eleito, pelo que podem intervir sempre que «os [nossos] interesses básicos o exigirem, quando o [nosso] povo for ameaçado, quando os [nossos] modos de vida estiverem em jogo, quando a segurança dos [nossos] aliados estiver em perigo», como ele próprio afirmou aos jovens oficiais saídos da Academia de West Point em 28 de Maio último.
É cedo para tirar conclusões.
Quem poderá hoje avaliar o efeito da multiplicação explosiva de turistas americanos em Cuba, por exemplo?
E como afirmou Raúl Castro fica por resolver o principal obstáculo à normalização das relações entre os dois países: o levantamento do bloqueio comercial, económico e financeiro a Cuba, que os EUA mantêm ilegal e ilegitimamente há mais de 52 anos, mas também a revogação da Lei de Ajuste Cubano, da Lei Torricelli e da Lei Helmes Burton, sem o que o bloqueio não é verdadeiramente levantado.
Estes factos e a nova realidade, no entanto, não podem apagar a importância do que já foi acordado nem, principalmente, o grande mérito de Fidel Castro que, perante a incredulidade e a descrença de quase todos, em Setembro de 1998, profetizou em jeito de promessa: «Voltarão»!
http://www.odiario.info/?p=3497

Greve geral na Itália: o governo do PD contra os trabalhadores


BDF-616 – Edição de 18 a 24 de dezembro de 2014 – Itália Pág 16 - Internacional
LUTA SINDICAL - No dia 12 de dezembro, 60% dos trabalhadores italianos cruzaram os braços. Mais de 1,5 milhão de pessoas participaram das 54 manifestações da greve geral promovida pela CGIL, UIL e FIOM.
Achille Lollo de Roma (Itália) — Na Itália, o dia 12 de dezembro tem um significado particular, porque foi nesse dia que, em 1969, os serviços secre­tos e a direita maçônica monitoraram os grupos neofascistas para fazer explodir a “Estratégia da Tensão”, primeiro degrau para provocar a intervenção golpista das Forças Armadas e enclausurar a esquer­da e, sobretudo, o movimento sindical na ordem direitista da Otan.
Por isso, os secretários confederais Su­sanna Camusso, da CGIL, e Carmelo Bar­bagallo, da UIL, juntamente a Maurizio Landini, secretário geral da Federação dos Metalúrgicos (FIOM/CGIL), decidi­ram que a greve geral de 24 horas deve­ria ser realizada no dia 12, para juntar o simbolismo político da luta contra o gol­pismo e o neofascismo, com a posição fir­me dos trabalhadores contra a nova Lei do Trabalho (Jobs Act), que ataca fron­talmente o artigo primeiro da Constitui­ção, segundo o qual “a Itália é uma repú­blica fundada no trabalho”.
1,5 milhão nas ruas
Esta greve geral – a primeira a ser re­alizada desde 2006 contra um governo que diz ser de centro-esquerda – reali­zou 54 manifestações nas principais ci­dades italianas, juntando trabalhadores, estudantes, aposentados, desemprega­dos, imigrantes e os movimentos sociais. Uma realidade política evidente que de­monstra a ruptura de Matteo Renzi com as bases do PD, que, dessa forma, não controla mais a principal confederação sindical, a CGIL, e a combativa federa­ção dos metalúrgicos, a FIOM. Isso sig­nifica que daqui por diante o PD de Ren­zi não poderá mais garantir ao mercado a necessária “paz social”.
Após esta greve, que foi caracterizada por enfrentamentos entre os batalhões de choque da polícia e os movimentos sociais em Roma, Bolonha, Torino e Mi­lão tornou-se evidente as rupturas entre o governo e os sindicatos e também en­tre o PD e os trabalhadores em geral. Isto porque os deputados e senadores da cha­mada “Esquerda do PD” e da “Tendên­cia Minoritária” mudaram seu posicio­namento político ao votarem a nova Lei do Trabalho como Matteo Renzi exigiu.
Infelizmente, os parlamentares dissi­dentes do PD se esqueceram do blá blá blá dos opositores e votaram o Jobs Act, para respaldar o novo grupo dirigente do PD. Porém, é preciso lembrar que antes dessa votação, Renzi foi muito claro ao di­zer aos deputados e senadores “dissiden­tes” que nas próximas eleições deveriam procurar outro partido – uma chantagem política e emocional que pesou bastante na consciência e, sobretudo, no bolso da maioria dos parlamentares do PD.
Dilema
Para muitos deles se apresentou o dile­ma: o que vou fazer sem o rico salário de parlamentar? Posso renunciar a podero­sa estrutura eleitoral do aparelho parti­dário do PD e renunciar a possibilidade de ser reeleito? Posso desistir dos benefí­cios materiais que o Parlamento propor­ciona, sobretudo agora que o PD está no governo, além de dirigir as principais re­giões e prefeituras?
É claro que a maior parte dos parla­mentares do PD, para segurar sua cadei­ra no Parlamento, preferiu baixar a cabe­ça ao “diktat” de Renzi.
Na realidade, somente o pequeno gru­po de senadores “dissidentes” do PD, li­gados ao ex- diretor do noticiário de TV RAINEWS, Corradino Minneo, votou contra e mais três deputados dissiden­tes que optaram não comparecer no dia da votação. Um comportamento que deu um basta às polêmicas sobre a expulsão dos dissidentes e a consequente forma­ção de um novo partido sob a direção de Massimo D’Alema. Aliás, o mesmo, no dia da greve geral, em Bari, foi vaiado e chamado de “vendido”.
Um contexto que a grande mídia, e em particular o jornal La Repubblica, acom­panhou com manchetes cubitais, dando sempre respalda a Renzi, que se apro­veitou disso para desafiar com muita ar­rogância as lideranças sindicais, apesar dessas terem pedido um encontro com o governo para tentar rever a nova Lei do Trabalho.
A resposta do governo veio logo para demonstrar aos sindicatos que não temia a greve geral. Por isso, o ministro do In­terior, Angelino Alfano, ordenou aos di­retores da polícia de choque reprimirem “qualquer manifestação não autorizada”. Assim, na semana que antecedeu a greve geral houve uma desagradável encena­ção do “poder policial” contra os piquetes de operários que, em Roma, Terni, Bolo­nha, Nápoles e Turim protestavam pelo fechamento de suas fábricas.
Nesse contexto, Alfano ordenou a re­tirada dos batalhões de choque das ru­as somente quando o secretário-geral da FIOM-CGIL, Maurizio Landini, amea­çou ocupar a capital com os metalúrgicos para interrogar e chamar a responsabili­dade do governo – ao participar em um desses piquetes e, portanto, ter presen­ciado os violentos espancamentos com cassetetes e os ataques com canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo.
De novo os metalúrgicos?
A greve geral foi saudada por três li­deranças sindicais: Susanna Camusso, da CGIL; Carmelo Barbagallo, da UIL; e Maurizio Landini, da FIOM/CGIL. Po­rém, foi Landini quem mais se destacou na semana que antecedeu a greve geral e depois na grande manifestação de Roma. Uma ousadia e uma determinação políti­ca que tem tudo a ver com a história da federação dos metalúrgicos e a forma­ção política de Landini, que aos 15 anos, começou a trabalhar como soldador em uma “cooperativa vermelha”, sendo já militante da juventude do PCI e filiado à FIOM/CGIL.
De fato, as temáticas de Camusso e de Barbagallo foram muito “light”, não ar­riscando o enfrentamento político com o governo, para deixar aberta uma por­ta a eventuais negociações. Praticamen­te, debaixo dos tons e de certas frases proferidas com alterações verbais pa­ra acalmar a massa de operários, estu­dantes, aposentados, desempregados e, sobretudo, mulheres não havia uma es­pecífica vontade política de brigar com o governo, tal como aconteceu em 2002 contra Berlusconi.
O problema é que Camusso e Barba­gallo fizeram lindas intervenções, cheias de corados adjetivos e de críticas ao go­verno só porque, naquele momento, sen­tiram-se obrigados a fazê-las, pois, ca­so contrário, todo o comando político da greve geral passaria às mãos dos meta­lúrgicos da FIOM/CGIL, liderados por Landini, que, por sua vez, sempre mani­festou posições de esquerda.
Não podemos esquecer que esta gre­ve geral vem depois de anos e anos de conciliadora “concertación” por parte das direções da CGIL e da UIL que, pa­ra tentar salvar a histórica aliança com a CISL e, portanto, manter a chamada “unidade nas lutas”, na realidade, limi­taram a defesa dos trabalhadores aos mínimos termos. Tanto é que hoje, na Itália, o nível do desemprego atingiu 13%, também em função do “espírito conciliador com os empresários” dessas três confederações.
Por isso tudo, os metalúrgicos – que foram os mais atacados com o “contra­to FIAT” e com a desmobilização das fá­bricas para o exterior – voltaram a assu­mir no movimento sindical um papel di­rigente preponderante. De fato, não po­demos esquecer que o Estatuto dos Tra­balhadores – que agora o PD de Mat­teo Renzi acabou de desmontar – foi uma das grandes conquistas que os me­talúrgicos e a FIOM/CGIL lograram em 1970, após dois anos de duríssimas lutas e enfrentamentos contra os governos da Democracia Cristã.
“Essa luta ainda não acabou”, diz Maurizio Landini
Brasil de Fato — Como você avalia essa greve geral que mobilizou nas ruas mais de 1,5 milhão de pessoas?
Maurizio Landini: “...Essa é uma res­posta, sobretudo, para aqueles que não acreditavam no sucesso da greve e pa­ra aqueles que não queriam um enfren­tamento com o governo por ser um go­verno do Partido Democrático. Na rea­lidade, o sucesso da greve geral foi mui­to importante porque demonstra que somente com a luta é possível repre­sentar os interesses dos trabalhadores e melhorar as condições de trabalho, reivindicando um sistema de aposen­tadoria mais justo e com a redução da idade para se aposentar, reivindicando, também, o emprego para quem não o tem e, consequentemente, combater o trabalho precário e todas as formas ne­fastas de flexibilização. Essa greve ge­ral serviu, portanto, para recolocar es­sas questões na ordem do dia. É uma batalha que começamos e que continu­aremos a fazer juntos...”.
Brasil de Fato — Quando Matteo Renzi, estimulado pelo Banco Central Europeu e pela FIAT, de Marchionne, antecipou o projeto da nova Lei do Trabalho (Jobs Act) você logo assumiu uma posição crítica. Pode explicar os motivos?
Maurizio Landini: “...As normas que o governo colocou no Jobs Act são erradas e injustas. São nor­mas que não servem para criar novos empregos, não enfrentam o problema dos trabalhadores precários, não resol­vem outro grande problema que ó o de­semprego juvenil. Tampouco ajudarão a Itália a sair da crise econômica que, na prática, enterrou o crescimento do país, por conta de gastos inúteis, da corrupção e das múltiplas ilegalidades no mundo do trabalho e no social.
Brasil de Fato — Por qual motivo a “grande mídia” limita a greve geral a um protesto contra a cassação do Art. 18?
Maurizio Landini: “...Na realidade, existe uma clara posi­ção política de fechamento para dividir os trabalhadores e podê-los submeter a tudo. Com essa nova Lei do Trabalho, o governo optou pela redução dos direi­tos, após ter assumido as fórmulas de quem acha que os novos empregos se criam somente desempregando. Pois, essa gente esqueceu que o trabalho é a condição fundamental para os homens e as mulheres viverem e viverem com dignidade.
Brasil de Fato — A greve geral conclui um ciclo de mobilizações?
Maurizio Landini: “...Nada disso! Essa luta ainda não aca­bou. Com a votação no Parlamento do Jobs Act, nós continuaremos a lutar porque o governo deverá ainda imple­mentar essa nova lei e em algum mo­mento o governo deverá também deci­dir o rumo das opções da sua política econômica...”.
Achille Lollo é jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na Itália e editor do programa TV “Quadrante Informativo”.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

PCB PARTICIPA DO ENCONTRO MUNDIAL DOS PARTIDOS COMUNISTAS


O PCB se faz presente no 16º Encontro Mundial dos Partidos Comunistas, de 13 a 16 de novembro de 2014, na cidade de Quayaquil (Equador), com uma delegação composta pelos camaradas Ivan Pinheiro (Secretário Geral) e Edmilson Costa (Secretário de Relações Internacionais), que apresentou ao Plenário o documento preparado pelo Comitê Central do Partido, que publicamos abaixo:

INTERVENÇÃO DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB), NO 16° ENCONTRO INTERNACIONAL DOS PARTIDOS COMUNISTAS E OPERÁRIOS (Guayaquil, 13 a 15 de novembro de 2014)

O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB) saúda a todos os partidos comunistas e operários presentes neste evento e cumprimenta o partido anfitrião, o nosso querido Partido Comunista do Equador.

O sistema capitalista mundial vive uma das mais graves crises de sua história, que o vem castigando , há mais de seis anos, sem que os gestores do capital encontrem uma saída para a retomada do crescimento econômico e a superação da crise. Pelo contrário, as medidas que vêm sendo adotadas pelos governos centrais para manter os privilégios do capital, como o corte dos gastos públicos e a redução dos salários e pensões, aprofundam ainda mais a crise, pois aumentam o desemprego, reduzem a renda da população e levam à recessão.

Essa crise sistêmica que envolve a economia global - crise de superacumulação que se combina com manifestações de superprodução e anarquia das finanças - condensa o mesmo fenômeno analisado por Marx: quanto mais cresce o capital, mais ele produz a crise que é concernente à sua natureza. Como sempre, os efeitos dramáticos das crises são repassados aos trabalhadores, pois o capitalismo se reproduz promovendo novas formas de exploração da força de trabalho e renovando os mecanismos de dominação.

Reafirma-se categoricamente a contradição entre capital e trabalho em nível global como a contradição fundamental a exigir a organização da classe trabalhadora na luta contra o sistema dominante. A crise acirra as contradições interimperialistas, intensificando a corrida armamentista e a agressividade na disputa pelo controle dos recursos minerais e dos mercados.

Na Ucrânia, o conflito tem origem numa intervenção golpista dos EUA e da UE, que levou ao surgimento de um governo reacionário, nos marcos da competição com a Rússia capitalista. O Oriente Médio transformou-se num barril de pólvora, em razão da ofensiva dos EUA e da OTAN pelo controle do Iraque, da Síria, do território curdo, desta vez se valendo de mercenários a serviço das potências ocidentais, da Turquia, da Arábia Saudita e seus satélites.

Esta ofensiva tem como objetivos a captura das fontes de energia da região e a ocupação de posições estratégicas em relação ao Irã, à Rússia e à China. A escalada da agressão sionista à Palestina é parte desta guerra de posições imperialista, numa região em que Israel é a cabeça de ponte do imperialismo norte-americano.

Na América Latina, o Paraguai está se transformando numa plataforma estratégica da ação imperialista no Cone Sul. Na Venezuela, segue a ofensiva da direita. É preciso reforçar nossa firme solidariedade ao governo e às forças políticas que apóiam o processo, em especial ao Partido Comunista de Venezuela e ao proletariado venezuelano.

Segue o bloqueio a Cuba Socialista, apesar de rechaçado esmagadoramente, mais uma vez, pela Assembléia Geral da ONU. O êxito da Mesa de Diálogos de Havana não é apenas um problema dos colombianos, mas de todos os povos da América Latina. Os interesses do povo colombiano e da insurgência, que se fundem na mesa de diálogo, são de uma solução política com justiça social e econômica, consolidada através de uma Assembléia Constituinte soberana.

A vergonhosa ocupação do Haiti acaba de completar 10 anos. Governos latino-americanos, sob o comando do Brasil, se submeteram à determinação dos Estados Unidos e do Conselho de Segurança da ONU para ocupar militarmente o Haiti e respaldar o golpe executado pelo imperialismo em 2004.

Estudando o capitalismo brasileiro, o PCB chegou à conclusão de que a economia do país é plenamente desenvolvida, com uma industrialização integrada e instituições burguesas em pleno funcionamento. Com esta análise, chegamos à compreensão lógica de que a contradição fundamental da sociedade brasileira se dá entre o capital e o trabalho, o que nos leva a concluir que o caráter da revolução brasileira é socialista. Isto não significa que em nosso país o socialismo está à vista, pois se as condições objetivas estão dadas faltam ainda condições subjetivas, hoje profundamente dificultadas, entre outros fatores em função da hegemonia reformista e oportunista no campo que se define genericamente como ”esquerda”.

Na visão do PCB, não há contradições significativas entre a burguesia brasileira e o imperialismo. Este, no caso do Brasil, não é um inimigo externo a ser combatido pela nação, numa frente de conciliação de classe entre o proletariado e a burguesia “nacional”. Pelo contrário, o Brasil é parte do sistema imperialista mundial, apesar de suas contradições e de ser ainda um ator coadjuvante em ascensão.

O desenvolvimento dos monopólios e oligopólios, das fusões, da concentração e centralização dos principais meios de produção nas mãos de grandes corporações monopolistas, nos setores industrial, bancário e comercial, torna impossível separar o capital de origem brasileira ou estrangeira, assim como o chamado capital produtivo do especulativo, já que, nesta fase, o capital financeiro funde seus investimentos tanto na produção direta como no chamado capital portador de juros e flui de um campo para outro de acordo com as necessidades e interesses da acumulação privada, sendo avesso a qualquer tipo de planejamento e controle. Por isso, a luta anticapitalista no Brasil é hoje, necessariamente, uma luta anti-imperialista.

Do ponto de vista político, é preciso acabar com a ilusão de que o governo brasileiro é progressista e antiimperialista. O Partido dos Trabalhadores (PT) é hoje um partido da ordem capitalista. Ao longo de seus últimos 12 anos de governo, cooptou e desmobilizou os trabalhadores, despolitizou a sociedade, gerando um apassivamento político que tem sido profundamente prejudicial ao desenvolvimento da luta de classes. Esse quadro ainda se torna mais difícil pois o PT deixou intacta a hegemonia da mídia burguesa, que funciona como um forte poder político dirigido pelos setores mais reacionários do capital.

A política econômica e a política externa do Estado brasileiro estão a serviço do projeto de fazer do Brasil uma grande potência capitalista mundial, nos marcos do imperialismo.

Hoje, o governo brasileiro é o organizador da transferência da maior parte da renda e da riqueza produzida pelo país para a burguesia. Grande parte do orçamento se destina a pagar os juros e a amortização da dívida (externa e interna), para satisfação dos banqueiros internacionais e nacionais, assim como para os rentistas brasileiros (que não chegam a 1% da população). O consumo é aquecido pelo crédito farto e caro e não por aumentos salariais. O resultado é que as famílias brasileiras estão cada vez mais endividadas.

As alianças com o centro e a centro-direita para garantir a governabilidade institucional fizeram com que esse governo, em doze anos, governasse para o capital e proporcionasse à população mais pobre apenas políticas compensatórias, que não representam sequer 10% do pagamento dos juros da dívida. Ao contrário, promoveram contrarreformas. Não se pode chamar o governo brasileiro sequer de reformista: trata-se de um governo social-liberal que gerencia o capitalismo adotando medidas paliativas para aliviar a pobreza extrema.

Os resultados são a retomada das privatizações em grande escala, sob a forma de concessões ao setor privado, a entrega das reservas de petróleo, como o Campo de Libra, a opção pelos grandes monopólios, a desoneração de impostos para o capital, a precarização do trabalho (com mais e piores empregos), a política de superávit primário, com o sucateamento do serviço público, a banalização da corrupção, a falta de perspectiva para a juventude, o descrédito na política e nos partidos políticos.

Exatamente no auge da crise do capitalismo, em que as agressões do sistema aos direitos trabalhistas, sociais e políticos dos povos abrem possibilidades de mobilização e organização dos trabalhadores, seguimos carentes de um vigoroso movimento comunista internacional de orientação revolucionária.

As estratégias reformistas implicam em alianças com a burguesia, em privilegiar a luta no campo institucional. Transmitem aos trabalhadores a ilusão de que é possível humanizar o capitalismo e caminhar até o socialismo pela democracia burguesa, em etapas, por meio de avanços seguros e graduais e através de formas de luta exclusivamente pacíficas.

Os partidos reformistas que participam de governos socialdemocratas ou social-liberais não contribuem para conquistas dos trabalhadores e muito menos na construção do socialismo. Pelo contrário, participam da gestão do sistema e desmobilizam os trabalhadores, iludindo-os de que suas conquistas dependem do desenvolvimento do capitalismo.

O oportunismo reflete-se na crise política, ideológica e organizativa do movimento comunista internacional, que não pode ser reconstruído apenas na diplomacia, na busca de consensos, em declarações vazias, sem conteúdo de classe. Não podemos deixar de lado o debate das divergências, para manter uma unidade artificial. A unidade de que necessitamos tem que ser baseada nos princípios do marxismo-leninismo, do internacionalismo proletário.

Na América Latina, necessitamos uma articulação de partidos e forças revolucionárias, anticapitalistas e antiimperialistas, para fazer frente à hegemonia do Foro de São Paulo, que a cada ano aprofunda seu processo de institucionalização como instrumento para a governabilidade institucional dos chamados governos progressistas e a integração capitalista da América Latina, sob a hegemonia brasileira.

Percebe-se uma articulação do Foro de São Paulo e da versão européia do reformismo (o Partido da Esquerda Europeia), com o objetivo de constituírem uma alternativa internacional socialdemocrata, inclusive com partidos denominados comunistas, em contraposição ao movimento comunista internacional.

O PCB continuará atuando no sentido de fortalecer o bloco de partidos comunistas alinhados com a luta anticapitalista e antiimperialista, buscando contribuir para o desenvolvimento de uma luta sem tréguas contra o reformismo, que ainda impera em várias organizações que se reivindicam de esquerda ou comunistas, e construir um poderoso pólo comunista internacional que fortaleça ideologicamente as posições marxistas-leninistas e seja capaz de conduzir, em cada país, o movimento dos trabalhadores por sua completa emancipação.

Viva o marxismo-leninismo!

Viva o internacionalismo proletário!

Quayaquil, 14 de novembro de 2014

PCB (Partido Comunista Brasileiro)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Companhia Bueiro Aberto de Guarulhos lança seu longa, Democracídio. Cinema de combate na cidade.

Militante do partidão publica livro através do Selo Independente Jornal Dialética

O livro de poesias de combate  Rabiscos Surrados de Renato Queiroz foi publicado através do Selo Independente Jornal Dialética. Este Selo é iniciativa de poetas e artistas plásticos organizados no Coletivo Jornal Dialética, responsáveis pela publicação mensal do Zine e literatura Jornal Dialética e pela realização mensal do Sarau Carolina, evento que relembra a obra de Carolina Maria de Jesus, poetisa negra, periférica e lutadora.


PCB Guarulhos fechado com a marcha da periferia na cidade dia 20 de novembro






A Marcha da Periferia nasceu em 2006 através da iniciativa do Movimento Hip Hop Quilombo Urbano, entidade político-cultural que atua nos bairros da periferia maranhense desde 1989.
As Marchas das Periferias já acontecem há anos em várias capitais brasileiras como São Luís, São Paulo, Rio de Janeiro, Maceió, Salvador... Sempre na semana da Consciência Negra para lembrar a memória de Zumbi dos Palmares, Dandara e todos os negros e negras que tombaram por lutarem contra o Racismo e a Escravidão. Este será o primeiro ano em que a Marcha ocorrerá na cidade de Guarulhos.
A periferia é onde está a maioria dos negros e negras da classe trabalhadora brasileira. As periferias, morros e favelas são quilombos modernos onde resistem xs mais exploradxs e oprimidxs de nossa sociedade!
E por que marchamos? Marchamos porque a periferia existe e resiste! Marchamos contra o racismo! Marchamos contra o genocídio da população negra! Marchamos por Palmares e por todos os quilombos! Marchamos porque é difícil e perigoso ser pobre e pretx nesse país e no mundo! Marchamos pelas nossas irmãs e irmãos do Haiti! Marchamos pelo direito de existir sem ser oprimidx! Marchamos contra o sistema que nos explora e oprime! Marchamos pela nossa verdadeira emancipação!

Participe e ajude a construir a luta negra na cidade!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Partidão apresenta suas candidaturas




Camarada Wagner Farias 21

Camarada Mauro Iasi 21

Camarada Lenina Candidata a Deputada . nº2100
Foto
Camarada Edmilson Costa Senador 210
Camarada Ernesto Senador 212

Camarada Lígia 2199


Palestina Livre

Sarau pelo Poder Popular no Partidão

A sede do Partido Comunista Brasileiro recebeu diversos poetas, músicos e artistas comprometidos com uma sociedade mais justa. Muita poesia foi disparada! Camaradas do Coletivo Feminista e Classista Ana Montenegro; do Sarau Comungar; da UJC; do Canto Libre da Brigada Popular Valdomiro Jambeiro; do Sarau Carolina; do Jornal Dialética. Todos se fizeram presentes e se fizeram ouvir. A voz que falou foi a voz dos oprimidos, a voz dos sem voz, a voz daqueles que devem tomar o poder.
Mais Saraus pelo Poder Popular virão, mais luta e cultura se entrelaçará!