segunda-feira, 15 de abril de 2013

PCB SAÚDA VITÓRIA DE MADURO E REPUDIA MANOBRAS DA DIREITA E DO IMPERIALISMO



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(Nota Política do PCB)
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) saúda o povo venezuelano pela correta decisão de seguir seu caminho revolucionário e anti-imperialista ao conceder a vitória eleitoral ao candidato Nicolás Maduro nesse último domingo (14 de abril).
Em meio ao cerco midiático internacional, às sabotagens do imperialismo e da direita venezuelana, mais uma vez o povo venezuelano demonstrou seu desejo de avançar no processo de transformações iniciado com o comandante Hugo Chávez.
Assim como os camaradas do PCV, entendemos que mais do que nunca é hora de aprofundamento da mobilização popular e da organização dos trabalhadores no sentido de garantir a vitória nas urnas e as conquistas realizadas até agora, avançando para a superação do Estado burguês. Somente o povo organizado e mobilizado será capaz de derrotar as maquinações golpistas - atuais e futuras - da direita e do imperialismo, para avanço do processo revolucionário rumo ao socialismo.
O povo venezuelano conta com nossa solidariedade!
Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

PCV, JCV e UJC Brasileira presente junto ao povo Venezuelano retomam a sede do CNE de Monagas



Momento da retomada do CNE

A UJC esteve presente nos acontecimentos de 15/4 em Caracas, em que a direita tenta promover um novo golpe contra o processo democrático de resgate da soberania popular na Venezuela e que tem possibilidade de avanço ao socialismo. Estivemos presentes lutando ao lado dos camaradas do PCV e da JCV. Sedes do PSUV, partido de Chávez e de Nicolás Maduro foram incendiadas com pessoas dentro, carros que pertencem a militantes de esquerda foram incendiados, a TeleSur foi importunada e a sede da CNE foi invadida por mercenários pagos pela direita venezuelana e pelo imperialismo.

Esses distúrbios acontecem depois da provocação de Caprilles ao exigir recontagem dos votos que consagraram a vitória do Grande Pólo Patriótico e ao questionar a legitimidade do processo eleitoral, exigindo que o CNE não declarasse Maduro vencedor. A partir daí atos terroristas, assassinatos e provocações passaram a acontecer. Um companheiro militante do PSUV foi assassinado e a sede do Conselho Nacional eleitoral foi invadida por Caprillistas. No entanto, as forças populares, com o auxílio das forças armadas nacionais bolivarianas retomaram a sede, os provocadores mercenários fugiram.

A direita fascista mostra sua face golpista novamente, os anúncios do governo, de que havia mercenários terroristas infiltrados no país se mostram verdadeiras e a luta de classes se intensifica. Até mesmo os médicos cubanos estão sendo atacados por esses grupos.

Um comando contra o golpe foi formado pelos Conselhos Comunitários, Coletivos Sociais e as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, para defender a vitória popular de Maduro. Há mais de 658 unidades de batalha preparadas apenas em Carabobo que defenderão a Revolução

A Pátria ganhou, Ganhou Nicolás Maduro!





Na segunda eleição presidencial em pouco mais de seis meses, volto a se impôr na Venezuela a candidatura das forças populares e progressistas, agrupadas no Grande Polo Patriótico. Nesta oportunidade, a vitória corresponde a Nicolás Maduro Moros, que desempenhou o papel de vice presidente da República até a morte do Presidente Chávez em 5 de Março, e que foi nomeado pessoalmente por ele como seu sucessor antes de se submeter à cirurgia a qual ele nunca pôde se recuperar.

A diferença favorável a Maduro foi a menor obtida pela chamada aliança bolovariana desde o primeiro triunfo de Chávez em 1998: 51% contra 49%, algo como 230 mil votos a mais, numa eleição em que quase 79% dos 18.9 milhões de cidadão habilitados para exercer o voto participaram. Os altos níveis de participação nesta eleição deixaram de novo evidente perante o mundo o vigor da demoracia venezuelana. Deve se recordar que em outubro, quando Chávez foi reeleito, a participação havia superado os 80% que são padrão eleitoral.
 O anúncio oficial dos resultados eleitorais foi feito por Tibisay Lucena, reitora presidente do Conselho Nacional Eleitoral, uma vez que esse organismo recebeu e totalizou os votos eletrônicos de 99% das mesas eleitorais de todo país. O CNE esperou até as 23:15, hora Venezuelana, para acumular resultados suficientes para confirmar sua irreversibilidade a favor de um dos candidatos. Isso significa que, ainda que nas próximas horas o CNE faça novos anúncios, a medida em que receba e totalize os votos das poucas mesas restantes, o triunfo de Maduro já é certo.


Imediatamente depois do anúncio oficial, explodiu uma festa popular nas ruas do centro de Caracas e no bairros populares, celebrando o triunfo do canddato do Grande Polo Patriótico, ampla aliança entre 14 partidos políticos e numerosas organizações sociais, culturais, sindicais e comunitárias. Os dois maiores partidos da aliança são o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que tinha Chávez como dirigente, e que Maduro é membro, e o Partido Comunista da Venezuela (PCV), primeiro Partido a apoiar Chávez em 1998 e primeiro de novo a anunciar formalmente a candidatura de Maduro na 12º conferência nacional do PCV realizada em 10 de março de 2013, apenas cinco dias depois da morte de Chávez


Conclui assim, de forma muito exitosa, essa jornada eleitoral, que, ainda que pesem os incidentes isolados incitados por provocadores da oposição de direita, se desenvolveu majoriatriamente em paz. O agora presidente eleito Nicolás Maduro Moros assumirá formalmente seu novo cargo perante a Asembleia Nacional do Poder Popular na próxima sexta feira,19 de abril, dia em que se comemora o início do movimento independentista venezuelano em 1810, onde acontecerá a transição política neste país, no entanto estremecida pelo trauma da morte do Presidente Chávez, o mais influente e querido dirigente político venezuelano das últimas décadas.

Matéria do blog da Juventude Comunista da Venezuela. 
Traduzido por Renato Queiroz - UJC - SP

Discurso popular de posse de Maduro

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Está disponível o Jornal Imprensa Popular de Março de 2013

Acesse o Link para ter acesso : http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=5722

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Elias Jabbour: O que quer a Coreia do Norte?



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Elias Jabbour: O que quer a Coreia do Norte?
Nem sempre imagens têm mais valor do que mil palavras. No caso em questão, as imagens e o retorcimento da retórica explanada pelo governo da Coreia do Norte são parte de um grande jogo de ridicularização de um regime cujo único objetivo é a autodefesa. Também existe uma ponta de luta pela sobrevivência. Sobrevivência que significa a própria sobrevida de uma nação milenar. E para mim isso basta.
Por Elias Jabbour*
Perguntemos a qualquer letrado, ou especialista. Você sabia que enquanto a Europa se ensanguentava em guerras religiosas, a Coreia já era uma nação com todos os traços que poderiam a classificar como um Estado Nacional precoce e anterior ao nascimento de Cristo?
Você sabia que houve uma guerra entre os lados norte e sul da península coreana entre os anos de 1950 e 1953? Você sabia que foi a primeira vez, desde a independência dos EUA (1776) que os nor teamericanos assinaram um armistício, ou seja, foram derrotados pela primeira vez em quase 200 anos? Você sabia que desde 1776 os EUA nunca ficaram longe de uma guerra, fora dos seus domínios, por mais de dez anos? Você sabia que na Guerra da Coreia caiu, sobre o lado norte da península, o correspondente a dez bombas nucleares testadas em Hiroshima e Nagasaki? Você sabia que, desde 2001, estão apontadas, à capital da Coreia do Norte (Pionguiangue), cerca de 60 mísseis carregados de ogivas nucleares?
Mais perguntas: Você tem notícia acerca da invasão de um algum país por parte da Coreia do Norte? Você sabia que o país mais bloqueado, cercado e difamado no mundo é a Coreia do Norte? Será que essa difamação tem alguma relação com a derrota dos EUA na já referida guerra? Será que querem condenar a Coreia do Norte ao retorno à Idade da Pedra? Será que a Coreia do Norte há 60 anos não é o espinho na garganta dos EUA? Diante dos fatos e da história, você acha que os EUA fariam com a Coreia do Norte o mesmo que fizeram com o Iraque, o Afeganistão e outros? A Coreia do Norte tem ou não o direito de se defender? Você tem alguma dúvida sobre o destino de Kim Jong Un: seria recebido com festa num exílio na Europa ou teria o mesmo destino, com os mesmos requintes de crueldade, reservado a Muamar Kadafi?
Responder estas questões não é uma tarefa complicada. Um mínimo de honestidade já bastaria para saber o que está em jogo nesta guerra psicológica em curso na península coreana. De imediato sugiro qualquer julgamento moral sobre a natureza do regime nortecoreano, se é socialista ou não, se é democrático ou ditatorial, bonito ou feio, rude ou sofisticado. Tem gosto para tudo. Também não seria muito legal tomar a máxima do chanceler brasileiro (Antonio Patriota), segundo quem esperava uma “atitude mais ocidentalizada do líder nortecoreano”.
Talvez Antonio Patriota esteja levando a sério demais o conselho de Huntington sobre um Choque de Civilizações, quando na verdade tanto Huntington quanto Patriota não passam de vítimas de um verdadeiro “choque de ignorância”. Meu parêntese continua para externar algo mais de fundo. É chocante imaginar que o chefe de nossa chancelaria nunca tenha lido Edward Said (“Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente”), nem tampouco Barrington Moore Jr. (“As Origens Sociais da Ditadura e da Democracia – Senhores e Camponeses na Construção do Mundo Moderno”). De forma explicita em ambos os livros ficam claras as evidências, na Ásia, de práticas democráticas ao nível da aldeia que remontam ao menos 3.000 anos.
O que quer de fato a Coreia do Norte, partindo de um julgamento mais pautado pela história? É evidente que o regime busca sobrevida e para isso nega a lógica da rendição incondicional tão cara a outras experiências, entre elas as da URSS, Leste Europeu e recentemente da Líbia.
Uma nação que historicamente teve seu território sob a cobiça estrangeira, cercada de grandes potências por todos os lados, passando por uma sanguinária ocupação japonesa e que sabe do que são capazes os EUA, não pode se dar ao luxo de esperar o bonde da história passar. O bonde da história derrotou as experiências socialistas da URSS e Europa, levando quase a nocaute por asfixia o governo da Coreia do Norte na década de 1990. Os últimos 25 anos foram marcados por privações de todo tipo, levando inclusive a fome para o outro lado do rio Yalu. O bloqueio, a fome imposta de fora para dentro e as inúmeras ameaças militares e provocações (Coreia do Norte como parte do “Eixo do Mal”, segundo Bush) só fez restar ao governo nortecoreano a opção de se “armar até os dentes” diante do que ocorria em Belgrado sob as hostes das chamadas “intervenções humanitárias”.
Poucos regimes no mundo tem uma noção da política como uma ciência que leva em conta não somente a correlação de forças, mas também o chamado tempo e espaço. Asiáticos e milenares que são os coreanos dão mostras de ter ido além de Maquiavel, aproximando-se de Lênin acrescido de alguma sabedoria confuciana e espírito de rebeldia herdado pelos ensinamentos de Laotsé. Somente gente preparada poderia manter em pé um país cercado, humilhado e ameaçado desde seu nascedouro e com um cenário recrudescido nas últimas duas décadas.
O conceito de ditadura não serve de explicação. Mais pobre ainda é levar a sério certas conversas do tipo “governo que se mantém às custas da fome do povo e do não cumprimento dos direitos humanos”, quando na verdade a soberania nacional está acima de qualquer direito humano. Ou se acredita ser possível algum direito humano sob ameaça ou intervenção estrangeira? O único direito humano universal é o direito à vida. E o direito à vida naquela parte do planeta se confunde e se entrelaça com o direito de ser nação soberana. É simples, sem ser simplista: a Coreia do Norte não está de brincadeira, pois sabem com quem estão lidando e do que são capazes os EUA.
Os nortecoreanos querem ter o direito de ser o que eles decidiram ser desde a explosão das primeiras revoltas camponesas contra a ocupação japonesa, ainda na década de 1910 do século passado. Ao invés de buscarmos dar lições de democracia, civilidade e de governo para uma nação milenar, seria mais interessante entender como um país exposto àquelas condições pode alcançar um nível de desenvolvimento tecnológico capaz de projetar e lançar satélites artificiais, mísseis intercontinentais e mesmo bombas nucleares, algo que nem nossos amigos do Irã e seus imensos recursos petrolíferos conseguiram até hoje.
Acho que se decifrarmos a formação social que forjou um povo capaz de expulsar Gengis Khan de seus domínios, no auge do poderio militar do Império Mongol, chegaremos a explicações mais plausíveis e próximas da realidade.
*Elias Jabbour é doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP. Autor de “China Hoje: Projeto Nacional, Desenvolvimento e Socialismo de Mercado” (Anita Garibaldi/ EDUEPB, 2006).
http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br/2013/04/elias-jabbour-o-que-quer-coreia-do-norte.html

sexta-feira, 5 de abril de 2013

REFLEXÕES DE FIDEL O dever de evitar uma guerra na Coreia


FAZ alguns dias me referi aos grandes desafios que hoje a humanidade enfrenta. A vida inteligente surgiu no nosso planeta há cerca de 200 mil anos, salvo novas descobertas que demonstrem outra coisa.
Não confundamos a existência de vida inteligente com a existência da vida, que, desde suas formas elementares no nosso sistema solar, surgiu há milhões de anos.
Existe um número praticamente infinito de vida. No trabalho sofisticado dos mais eminentes cientistas do mundo se concebeu a ideia de reproduzir os sons que se seguiram ao Big Bang, a grande explosão que ocorreu há mais de 13.700 milhões de anos.
Seria esta introdução demasiado extensa não fosse para explicar a gravidade de um fato tão incrível e absurdo como a situação criada na Península da Coreia, em uma área geográfica onde se agrupam quase 5 dos 7 bilhões de pessoas que neste momento habitam o planeta.
Trata-se de um dos mais graves riscos de guerra nuclear depois da Crise de Outubro, em 1962, em torno de Cuba, há 50 anos.
No ano de 1950, se desatou ali uma guerra que custou milhões de vidas. Fazia apenas 5 anos que duas bombas atômicas haviam explodido sobre as cidades indefesas de Hiroshima e Nagasaki, as que em questão de minutos mataram e irradiaram sobre centenas de milhares de pessoas.
Na Península Coreana o General Douglas MacArthur quis empregar as armas atômicas contra a República Popular Democrática da Coreia. Nem sequer Harry Truman o permitiu.
Segundo se afirma, a República Popular da China perdeu um milhão de valentes soldados para impedir que um exército inimigo se instalasse na fronteira deste país com a sua Pátria. A URSS, à sua vez, forneceu armas, apoio aéreo e ajuda tecnológica e econômica.
Tive a honra de conhecer Kim Il Sung, uma figura histórica, notavelmente valente e revolucionária.
Se lá estourar uma guerra, os povos de ambas as partes da Península serão terrivelmente sacrificados, sem benefício para nenhum deles. A República Democrática da Coreia sempre foi amistosa com Cuba, como Cuba tem sido sempre e seguirá sendo com ela.
Agora que demonstrou seus avanços técnicos e científicos, lhe recordamos seus deveres com países que foram seus grandes amigos, e não seria justo esquecer que tal guerra afetaria de modo especial mais de 70% da população do planeta.
Se um conflito desta índole estourar, o governo de Barack Obama em seu segundo mandato ficaria sepultado por um dilúvio de imagens que o apresentariam como o mais sinistro personagem da história dos Estados Unidos. O dever de evitá-lo é também seu, e do povo dos Estados Unidos.

quarta-feira, 27 de março de 2013

UJC lança nota sobre a ofensiva imperialista contra a Coreia Popular


 

A notícia de que já há mais de 28.000 soldados Norte Americanos realizando ações em conjunto com as forças armadas da Coreia do Sul perto da fronteira, treinando inclusive o manejo mais adequado para uma eventual intervenção de cunho militar contra a Coreia do Norte, vem ocupando os noticiários, orientados pelas agências da Europa e EUA, nas últimas semanas. Trata-se de uma preparação psicológica que visa satanizar o líder Norte Coreano Kim Jong Un, retirar a subjetividade de uma nação (quem não se lembra da cobertura tendenciosa e preconceituosa do funeral de Kim Jong Il?) e justificar, assim, a brutal agressão imperialista contra um país soberano.



A República Popular Democrática da Coreia, país de orientação econômica socialista e de orientação ideológica norteada pela contribuição peculiar do líder revolucionário Kim Il Sung ao marxismo, a ideologia Juche, é um país não alinhado com a economia de mercado liberal, tampouco com o formato político burguês vulgarmente chamado pelos grande media de "democracia".

O PCB, e portanto a UJC, nunca teve relações bilaterais com o Partido do Trabalho da Coreia. Historicamente as relações que o PCB e a UJC mantiveram estão no campo político que foi liderado pelo PCUS. No entanto, durante o XIV Congresso do PCB, em 2009, um conselheiro da embaixada Norte-Coreana no Brasil participou de alguns debates e esteve presente em alguns trabalhos desse congresso. Sua presença foi importante para que o Partido pudesse ter um norteamento mais claro em relação ao nosso posicionamento acerca desse país.



Compartilhamos com o Partido do Trabalho da Coreia e com o povo Norte-Coreano a firme postura antiimperialista e a defesa intransigente e sem concessões da soberania nacional e da auto determinação dos povos. É nesse sentido que na Nota Política lançada pelo CC do PCB quando da morte do líder Kim Jong Il, ficou expressa a nossa solidariedade ao povo Norte-Coreano ante os constantes ataques econômicos, políticos e ideológicos, vindos por parte de sanções da ONU e dos países centrais do imperialismo e por parte das mentiras constantes promovidas pelos media vendidos.

O perigo agora é de uma iminente agressão militar contra a Coreia do Norte. Parte da Estratégia imperialista de recuperação da economia através da queima de forças produtivas, ampliação de mercado à força e de destruição da resistência socialista e operária. Quem vive sob constante ameaça tem que se defender, e é isso que a Coreia do Norte vem fazendo, preparando condições para defender seu território, seu programa, sua economia, seu povo. A hostilidade imperialista provoca essa situação.

É por conta disso que o governo Norte Coreano publicou essa semana uma declaração política em que conclama a que todo povo esteja preparado para defender seu país frente ao perigo de uma agressão Norte Americana, com o apoio submisso dos lacaios do Sul. Proclama também que o país tem condições de se defender e inclusive de promover ofensivas que atinjam regiões como Hawai e Ilhas Guam. Mas, apesar disso, deixa claro que não é interessante para o povo Norte Coreano que esse conflito aconteça. A nota diz: "O Comando do Exército Popular da Coreia exortamos à humanidade progressista de todo o mundo que se opõe à guerra e ama a paz a levantar-se como um só homem na luta contra a coação e a arbitrariedade bandida dos EUA. A Injustiça do país Central que tem poderosas forças militares não pode ser a Justiça.(...)A Injustiça é retrógrada e mortífera, mas a justiça é eterna e a sua chama é ardente. Chamamos o mundo a somar-se à luta do exército e do povo na Coreia para defender a soberania e a justiça, ao invés de seguir cegamente a coação e a arbitrariedade dos EUA e a "resolução" do conselho de segurança da ONU, carente de imparcialidade. A vitória está ao lado da República Popular Democrática da Coreia levantada para defender a soberania e da humanidade progressista do mundo amante da justiça e da paz", diz a nota

A União da Juventude Comunista, por resolução congressual, entende que o imperialismo tem a pretensão de realizar uma ofensiva que busca invadir e desestabilizar, ou já o fez, em países como Líbia, Síria, Irã e Coreia do Norte. Também defendemos a autodeterminação do povo Norte Coreano e condenamos as bases Norte Americanas instaladas na Coreia do Sul. Somente o povo Norte Coreano pode decidir seu futuro, nós da UJC fazemos nossas as palavras do CC do PCB em sua Nota política sobre a Coreia do Norte: "No que se refere ao processo de construção do socialismo, cabe ao PCB apenas nutrir esperanças de que os trabalhadores norte-coreanos possam ajustar seu rumo, assumindo papel dirigente no fortalecimento do poder popular e na luta contra qualquer forma de restauração capitalista."

Aqui publicamos uma entrevista muito esclarecedora com um dirigente do Partido do Trabalho da Coreia feita à TV Russa.

terça-feira, 26 de março de 2013

Programa do PCB exibido em rede nacional em março de 2013

Fidel envia carta a Evo Morales no Dia do Mar.



Fonte: RÁDIO HAVANA

Havana, 25 março (RHC) O líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro, enviou uma carta ao presidente boliviano, Evo Morales com motivo de se comemorar na Bolívia o Dia do Mar.

Na carta, Fidel Castro reiterou o respaldo ao reclamo boliviano por conseguir uma saída soberana ao oceano Pacífico, perdida com o Chile em 1879. A própria guerra entre dois Estados de similar cultura e origem foi de nefastas conseqüências para dois povos do nosso hemisfério, assinalou.

Nas terras tiradas a Bolívia, seguindo a linha traçada pelas potências coloniais, nossas jovens nações foram despojadas de imensos recursos. Das terras arrebatadas a Bolívia, a burguesía e o imperialismo extrairam a cada ano dezenas de milhares de milhões de dólares,assinalou.

"Que o povo da Bolívia, Evo, não se desanime por isto..., há muito que lutar ainda em teu maravilhoso país; muita quinua que semear, muito alimento por produzir, muito emprego por criar e reuniões internacionais onde proclamar o direito da Bolívia de saída ao mar, a seus produtos e alimentos marinhos que lhe arrebataram à força quando a privaram de 400 quilômetros de costa e 120 mil quilômetros quadrados," manifestou o líder histórico da Revolução. "Simao Bolívar não teria aceitado jamais que se privasse aos quechuas, aymaras e demaismoradores da Bolívia, de tais direitos que lhe atribuiu O Libertador da América", afirmou.


"Hugo Chávez, seu mais brilhante seguidor, que amava profundamente a teu país, jamais se teria resignado a tão ignominioso destino", sublinhou Fidel Castro em sua carta, que tem tido uma ampla repercussão internacional.

MÚSICA, FESTA E ALEGRIA NA COMEMORAÇÃO DOS 91 ANOS DO PCB EM SÃO PAULO


O PCB de São Paulo comemorou com muita festa, música, alegria e poesia, na sua Sede, Rua Francisca Miquelina, o aniversário de 91 anos do Partido. Mais de 100 pessoas passaram pelo evento. A Sede foi pequena para acomodar tanta gente. Tudo foi realizado num clima de grande camaradagem e emoção. Foi o momento para o encontro de velhos camaradas, inclusive, muitos que, na época do racha, não ficaram com nenhum dos lados. 
No entanto, a presença marcante foi da juventude, composta por cerca de dois terços dos presentes e que ficou encarregada pela infraestrutura da festa e pela venda de salgadinhos e bebidas. O evento também foi prestigiado pelos Camaradas do Partido Comunista do Chile e da Frente Polisário.

A festa começou com o cantor gaúcho Pedro Munhoz que veio do Rio Grande do Sul para o evento, além de Cícero do Crato, acompanhados pelo violonista Pedro Chaves. Munhoz esquentou a plateia com sua música militante, inclusive, a Canção da Terra, que, atualmente, está como trilha sonora da novela Flor do Caribe na Globo.
Posteriormente, apresentou-se a banda chilena Canto Libre, com suas canções latino-americanas. Um dos momentos mais empolgantes da festa foi quando os camaradas do Canto Libre anunciaram, publicamente, que a partir daquele momento passariam a militar no PCB. Em seguida, o companheiro Tiaraju deu uma boa canja, cantando músicas cubanas e a Internacional.  
Antes da última apresentação, o Secretário Político do PCB-SP, Edmilson Costa, fez uma saudação e agradecimentos a todos os presentes, desejando um ano cheio de lutas para a militância. A Camarada Karina França fechou o show musical, empolgando a todos com seu timbre especial, o que fez a juventude cair na dança. Depois, o pessoal da UJC recitou poemas e, a partir daí, a festa ficou por conta da Juventude, dançando a cantando samba até o sol raiar. 
PCB-SP

segunda-feira, 18 de março de 2013

O PCB não se intimida com neonazistas


(Nota Política do Secretariado Nacional do PCB)
O Partido Comunista Brasileiro valoriza a nota publicada pela direção estadual do PSTU no Rio de Janeiro - que reproduzimos na íntegra mais adiante - denunciando tentativa de intimidação por parte de agrupamento neonazista na cidade.
Somos tomados por maior indignação, porque o cartaz intimidatório é dirigido diretamente aos comunistas e, como se vê em sua reprodução, ataca especificamente o símbolo histórico utilizado pelo PCB: a foice e o martelo.
Não lembrou-se entretanto o PSTU de registrar que, no edifício onde se afixaram clandestinamente os cartazes anti-comunistas, além da sede estadual desse partido, está localizada a sede nacional do PCB, que vem sendo ameaçado por setores de direita, por conta da nossa firmeza na apuração e julgamento dos crimes cometidos pela ditadura contra camaradas do nosso Partido e de outras organizações que lutavam na clandestinidade e em função de nosso internacionalismo proletário na luta contra o imperialismo.
Em nossa trajetória, que está prestes a completar 91 anos de luta, os comunistas do PCB fomos a força política que mais fortemente combateu a variante brasileira do nazi-fascismo, o integralismo. Orgulhamo-nos de ter enviado camaradas - verdadeiros heróis da humanidade - para combater tal ideologia na Guerra Civil Espanhola e na Resistência Francesa e de ter lutado para o Brasil entrar na Segunda Guerra contra o Eixo. Não nos intimidaremos com essa ameaça.
Conclamamos todas as forças progressistas a ficarem atentas e somarem esforços para enfrentarmos essas tentativas de intimidação. A história registra que sempre os primeiros a serem perseguidos pelos nazi-fascistas são os comunistas.
Por isso, lembramos Bertold Brecht em seu poema 'A Indiferença', escrito durante a escala nazista na Europa:
"Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afetou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde."

Nota do PSTU:
Ameaça neonazista no Rio de Janeiro
Organização neonazista ameaça movimentos sociais e partidos de esquerda com cartazes espalhados pela cidade
PSTU - RJ
• Na semana do 8 de Março, dia Internacional de Luta da Mulher Trabalhadora, o bairro da Lapa foi coberto por cartazes de uma organização neonazista denominada“Combat 18 – Divisão RJ”. O 18 é derivado das iniciais de Adolf Hitler. O “A” e o “H” são a primeira e oitava letras do alfabeto latino.
Em uma clara tentativa de intimar e provocar os movimentos sociais, muitos dos cartazes foram afixados nas colunas do prédio onde está situado o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU. Um dos cartazes afirma: “Comunistas e subversivos, o Combat 18 está de olho em vocês.(...) Ninguém será poupado!!!(...) Estejam preparados pois a única alternativa para vocês é a MORTE!!! (...) Lixo vermelho a sua hora chegou”.
Original da Inglaterra, o Combat 18 tem seções em alguns países do mundo, inclusive no Brasil. É o braço armado do National Front, partido inglês de extrema direita nacionalista, fundado na década de 70. Nas eleições de 1979, recebeu mais de 190 mil votos. Em 2010, apresentou 17 candidaturas nas eleições gerais e 18 nas locais, não obtendo uma única representação. Possui ligações com os famosos torcedores hooligans e uma rede de bandas que promovem músicas neonazistas, o Blood&Honour (Sangue e Honra).
O blog da seção do Rio de Janeiro exibe os “Códigos da Raça Ariana”; os “25 pontos do Partido Nacional-Socialista Alemão (1920)”; imagens de espancamentos de moradores negros de rua; cartazes de agitação, além de inúmeras “teorias” raciais e antissemitas.
Campanha antineonazista
Em primeiro lugar, não toleraremos nenhum tipo de provocação, ameaça ou intimidação de nossos militantes, ou de qualquer organização democrática. O Combat 18 têm aproximadamente 5 ou 6 membros na cidade do Rio e não possui absolutamente nenhum lastro social. São um grupo de classe média, provavelmente moradores da região do Centro, Zona Sul e Tijuca, que escondem seus rostos e praticam a covardia contra aqueles que julgam ser inferiores.
Ao mesmo tempo, procuraremos demais partidos operários, partidos democráticos em geral, centrais sindicais e sindicatos, entidades estudantis, ONGs, quilombos, organizações LGBTs, lideranças dos movimentos sociais e parlamentares para fazer uma ampla campanha antineonazista. Iremos também prestar queixa na polícia. Por mais que o Combat 18 não tenha nenhuma expressão social, o PSTU entende que devemos nos precaver de qualquer inciativa desse grupo.
Por último, o Combat 18 não conhece as tradições do movimento operário. Somos sobreviventes dos campos de concentração nazistas no período que antecedeu a II Guerra Mundial; vencemos as ditaduras na América Latina nas décadas de 60, 70 e 80; morremos e resistimos aos torturadores do regime militar; e agora estamos impulsionando a Caravana da Anistia da antiga Convergência Socialista em todo o Brasil. Nos reconhecemos em cada militante que luta contra os planos de austeridade na Europa ou contra as ditaduras no Norte da África e Oriente Médio. Somos homens e mulheres de todas as cores e nacionalidades, de todas as orientações sexuais e livres de todos os tipos de preconceitos. Nós somos grandes, e não admitiremos que toquem em um de nossos militantes.

quarta-feira, 13 de março de 2013

UJC homenageia Karl Marx


 

Em 14 de março de 2013 completam-se 130 anos do desaparecimento físico de Karl Heinrich Marx, um dos maiores revolucionários da história, o formulador e sistematizador do socialismo científico, da compreensão dialética e materialista da história, o homem que contribuiu de forma decisiva e imensa para a construção da revolução proletária e do socialismo. Nós da UJC, como frente de massa revolucionária e comunista, portanto, devemos fazer nossa homenagem.
Devemos, porque a UJC é a frente de massa de juventude do PCB, o Partido Comunista Brasileiro, histórico e heroico partido protagonista das lutas operárias pelo socialismo no Brasil desde 1922. O PCB nasce inspirado pela primeira revolução política que tinha pretensões de avançar historicamente à revolução social, claramente e profundamente influenciada pela produção prática e teórica de Karl Marx.
Não nos é possível expressar em rasas e poucas palavras a grandeza que Marx representou, representa e representará para o desenvolvimento da história, e por isso usamos aqui as palavras ditas por seu camarada, companheiro e amigo Friedrich Engels quando da sua morte:

"Pois, Marx era, antes do mais, revolucionário. Cooperar, desta ou daquela maneira, no derrubamento da sociedade capitalista e das instituições de Estado por ela criadas, cooperar na libertação do proletariado moderno, a quem ele, pela primeira vez, tinha dado a consciência da sua própria situação e das suas necessidades, a consciência das condições da sua emancipação — esta era a sua real vocação de vida. A luta era o seu elemento. E lutou com uma paixão, uma tenacidade, um êxito, como poucos."



Aqui publicamos uma entrevista com o Camarada Antonio Carlos Mazzeo, buscando responder de forma sintética alguns questionamentos acerca da filosofia marxiana.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Reflexões de Fidel: Perdemos nosso melhor amigo



 
Em 5 de março, no período da tarde, faleceu o melhor amigo que o povo cubano teve ao longo de sua história. Uma chamada por satélite comunicou a amarga notícia. O significado da frase empregada era inconfundível. Se bem que conhecêssemos o estado crítico de sua saúde, a notícia nos golpeou com força. Recordava as vezes que brincou comigo dizendo que, quando ambos concluíssemos nossa tarefa revolucionária, me convidaria a passear pelo rio Arauca no território venezuelano, que lhe fazia recordar o descanso que nunca teve.
 
Coube-nos a honra de haver compartilhado com o líder bolivariano dos mesmos ideais de justiça social e de apoio aos explorados. Os pobres são os pobres em qualquer parte do mundo.
 
“Dê-me a Venezuela, em que posso servi-la: ela tem em mim um filho”, proclamou o herói nacional e apóstolo de nossa independência, José Martí, um viajante que ainda sem limpar o pó do caminho, perguntou onde estava a estátua de Bolívar.
 
Martí conheceu o monstro porque viveu em suas entranhas. Seria possível ignorar as profundas palavras que verteu em carta inconclusa a seu amigo Manuel Mercado na véspera de sua queda em combate? “Encontro-me todos os dias em perigo por entregar minha vida pelo meu país e por ser meu dever – posto que assim entendo e me animo a assim agir – de impedir a tempo, com a independência de Cuba, que os Estados Unidos se estendam pelas Antilhas e caiam, com mais essa força, sobre nossas terras da América. O que fiz até hoje, e o que farei, é para esta finalidade. Teve de ser em silêncio, portanto indiretamente, porque existem coisas que para serem alcançadas têm de andar ocultas.”
 
Havia transcorrido então 66 anos desde que o libertador Simón Bolívar escrevera: “Os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a infestar a América de misérias em nome da Liberdade.”
 
Em 23 de janeiro de 1959, 22 dias depois do triunfo revolucionário em Cuba, visitei a Venezuela para agradecer a seu povo e ao governo que assumiu o poder após a ditadura de Perez Jimenez, o envio de 150 fuzis no final de 1958. Disse então:
 
“A Venezuela é a pátria do Libertador, onde se concebeu a ideia da união dos povos da América. Nós, os cubanos, respaldamos nossos irmãos da Venezuela.
 
Tenho falado destas ideias não porque me mova qualquer ambição de cunho pessoal, tampouco ambição de glória, porque, afinal de contas, a ambição de glória não deixa de ser uma vaidade e como disse Martí: ‘Toda a glória do mundo cabe num grão de milho.’
 
De modo que, ao vir falar assim ao povo da Venezuela, o faço pensando honrada e profundamente, que se quisermos salvar a América, se quisermos salvar a liberdade de cada uma de nossas sociedades, que, ao fim e ao cabo, fazem parte de uma grande sociedade, que é a sociedade da América Latina; se se trata de salvar a revolução de Cuba, a revolução da Venezuela e a revolução de todos os países de nosso continente, teremos de nos unir e teremos de nos apoiar solidamente, porque sozinhos e divididos iremos fracassar.”
 
Disse isto naquele dia e hoje, 54 anos depois, o ratifico!
 
Devo apenas incluir naquela lista os demais povos do mundo que, durante mais de meio século, têm sido vítimas da exploração e do saque.
 
Esta foi a luta de Hugo Chavez.
 
Nem sequer ele mesmo suspeitava de quão grande era.
 
“Hasta la victoria siempre!”, inesquecível amigo!
 
Fidel Castro Ruz
11 de março de 2013
00h35

quinta-feira, 7 de março de 2013

Camarada Chavez Presente agora e sempre!

Nota de pesar do PCB Guarulhos

Hoje, dia 5 de março de 2013 faleceu o presidente da Venezuela e comandante do processo de radicalização democrática e estatização dos meios de produção da Venezuela. Chavez liderou, sob a bandeira democrática, nacional e popular, sem deixar de lado o horizonte estratégico de luta pelo socialismo, a luta do povo Venezuelano contra o imperialismo.



Sob sua liderança a Venezuela erradicou o analfabetismo, com o apoio incondicional de Cuba; estatizou o Petróleo e outras empresas; criou instrumentos deliberativos controlados pela classe trabalhadora, tanto nos locais de trabalho, nas informações, quanto em outras instâncias; criou uma guarda civil bolivariana; criou articulações de unidade na América Latina, como a Alba; conseguiu integrar a Venezuela em outras, como o Mercosul e a Unasul; destruiu articulações internacionais pró imperialistas, como a OEA; expulsou mais de uma vez a diplomacia imperialista de seu país; enfrentou cara a cara o imperialismo da UE.
Por essas, entre diversas outras medidas que não foram aqui lembradas, temos imenso respeito, admiração e sentimento de camaradagem com o comandante Chávez, entendemos que o processo revolucionário bolivariano deve continuar, inspirado em sua luta, que foi a luta de Che, Mariátegui, Manuel Marulanda -o Tirofijo, Raul Reyes, é a luta de Fidel, de Raul e permanece sendo a luta de toda classe trabalhadora latino - americana e de todo mundo.
Nós, da base de Guarulhos do Partido Comunista Brasileiro estivemos e estamos juntos com Chávez através do internacionalismo proletário e sabemos que devemos continuar na luta, em solidariedade à luta pela transição ao socialismo na Venezuela, à luta pela soberania nacional Venezuelana, à luta pela construção da Grande Pátria idealizada por Bolívar.

Viva Hugo Chávez!
Viva a revolução Venezuelana!
Viva o socialismo!
Pátria socialista ou morte!
Venceremos!

Toda solidariedade ao povo venezuelano!


(Nota do Comitê Central do PCB)
O Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do comandante da revolução bolivariana, Hugo Chavez, e se solidariza de maneira revolucionária e militante com o povo da Venezuela, especialmente os trabalhadores, neste momento de tristeza e de dor.
A morte do comandante Chavez é uma enorme perda não só para o povo da Venezuela, mas para todos os latino-americanos, uma vez que Chavez se transformara num símbolo de mudanças e transformações na América Latina, bem como na resistência  à política imperialista dos Estados Unidos na região.


No entanto, o Partido Comunista Brasileiro reafirma sua confiança de que os trabalhadores e o povo venezuelanos saberão construir a unidade, ampliar a organização, derrotar as forças conservadoras e defender de maneira firme e combativa o processo de transformações que vem ocorrendo atualmente no País e avançar no sentido da construção do socialismo.
Desde o Brasil, os comunistas sabem que a melhor maneira de honrar a memória de Chavez é construir em cada País as condições para o avanço da luta popular e do processo revolucionário na América Latina.
Unidade, organização e luta na Venezuela!
Avançar no processo revolucionário! 
Rio de Janeiro, 5 de março de 2013
Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro

Comandante Chávez faleceu, e agora: o que fazer?



Milton Pinheiro

A cena política impactada pelo falecimento do presidente Hugo Chávez se torna extremamente tensa diante das trilhas e possibilidades que sinalizam as posições em confronto. Temos nesse momento de tratar das ações entre as diferentes esferas das relações sociais, entender quem são os atores em disputa, analisar as relações de força e as práticas políticas em movimento, com as suas cargas ideológicas ocultas.
Na Venezuela se constituiu um poder alternativo à lógica do capital, pautado na defesa dos direitos do povo e dos trabalhadores. Mas que sempre enfrentou dificuldades para empreender mudanças estruturais e profundas rupturas na ordem. Esse movimento de poder popular (difusamente chamado de chavismo) se confronta, até hoje, com uma burguesia articulada com o imperialismo estadunidense e sequiosa por vantagens que, para se estabelecer, será preciso atacar as vitórias das massas que passaram a ter educação, saúde, cultura, trabalho, lazer e a mais ampla participação popular.
A burguesia venezuelana dependente dos negócios do petróleo, historicamente corrupta e golpista, sempre teve na sua fração industrial um braço armado para colocar o povo e os trabalhadores na mais profunda miséria. No entanto, o poder popular na Venezuela advém de uma emergência organizativa contraditória que luta para fortalecer a presença dos de baixo para fazer o enfrentamento ao projeto contra-hegemônico da burguesia, que se encontra articulada numa bem elaborada campanha de contra-informação que distorce os fatos internamente e que mantém uma audaciosa peça ideológica para difamar o governo bolivariano no exterior. Trata-se de uma mega estrutura de informação que é distribuída para todo o mundo.
O país tem, apesar do frentismo chavista, por um lado, as massas conscientes de seu papel para garantir os avanços sociais e políticos e, por outro, uma classe dominante disposta a disputar a hegemonia política no fogo da conjuntura que se abriu. Ambas têm base social, enquanto classe, para operar o confronto.  
A burguesia contrarrevolucionária na Venezuela faz a disputa nas forças armadas, congrega ideologicamente os setores da alta classe média, conta com o apoio dos EUA e de seus satélites na região (Colômbia). As massas populares, apesar das diferenças políticas, contam com seu poder de mobilização, tem ao seu lado a Guarda Nacional e faz a disputa nas forças armadas.
A ruptura da institucionalidade será o passo político do bloco contra-hegemônico e conservador, fomentado pela direita golpista. Eles apresentarão o discurso da democracia em geral que na verdade é a democracia de classe, ou seja, da burguesia. A mídia internacional será multiplicadora dessa postura política. O que fazer?
Vai se abrir uma vaga de confronto revolucionário. Os blocos históricos das classes em contradição se movimentarão. O bloco histórico dos trabalhadores, a partir dos seus segmentos mais conseqüentes, não pode contemporizar. Deve avançar dando demonstração de força nas atividades de rua, mantendo em estado de alerta a Guarda Nacional bolivariana e construindo pontes com as diversas organizações populares e proletárias. Além disso, os operadores políticos internacionalistas do campo revolucionário devem contribuir, em caso de luta aberta poder, com o mais amplo apoio internacional, e até mesmo com brigadistas, para sufocar o aparato da reação burguesa. O momento deve ser de organização revolucionária dos setores que lutam pelo socialismo na perspectiva de construir rupturas necessárias.
O cenário de crise pode se aprofundar e marchar para a luta em campo aberto, pois o inimigo de classe é forte e conta com o esquema político e militar do campo imperialista. Todavia, pela convicção e organização do campo proletário, podemos ter numa situação de dualidade de poder a manutenção da hegemonia popular e o avanço das forças revolucionárias.
A crise política está aberta, os blocos de classe se movimentarão e a transição será disputada. É difícil identificar qual campo sairá vitorioso e as conseqüências do processo. No entanto, a vanguarda bolivariana e os comunistas deverão ter papel de intenso protagonismo. A saída não está na capitulação das negociações palacianas ou parlamentares, é hora de radicalizar o discurso e se movimentar para realizar impactantes ações políticas. O avanço das lutas dos trabalhadores só será garantido pelo povo em movimento. E neste momento a democracia de novo tipo está na ponta do fuzil.

Hasta la victoria siempre, comandante!