quarta-feira, 8 de maio de 2013

Israel reconhece ter atacado a Síria



imagem
Ataque aconteu ontem (3); porta-voz de Israel diz que justificativa é evitar “a transferência de armas, químicas ou não, do regime sírio para os terroristas"
04/05/2013
Baby Siqueira Abrão
Oficiais israelenses reconheceram na noite de ontem (3) ter empreendido ataques aéreos à Síria. A confirmação veio de fontes militares dos Estados Unidos. A justificativa é evitar “a transferência de armas, químicas ou não, do regime sírio para os terroristas, especificamente para o Hezbollah, no Líbano”, disse um porta-voz de Israel em Washington.
Para o governo sionista, o envio de armas ao Líbano é a “linha divisória” que o separa de uma intervenção armada na Síria. Mísseis SCUD, por exemplo, podem atingir qualquer ponto de Israel se atirados do território libanês.
Os alvos dos ataques israelenses não foram revelados, mas supõe-se que tenham incluído os sistemas de lançamento de armas.
Não é a primeira vez que as forças israelenses atacam a Síria. Em janeiro, aviões militares de Israel atingiram um suposto carregamento de mísseis antiaéreos que, segundo os oficiais sionistas, tinha como destinatário o Hezbollah. Moshe Ya’alon, ministro da Defesa israelense, admitiu publicamente a autoria desse ataque em 22 de abril, numa entrevista coletiva à mídia da qual também participou o secretário da Defesa dos EUA, Chuck Hagel. Foi nessa coletiva que Ya’alon falou sobre a linha divisória traçada por Israel: “Quando a Síria cruza essa linha, enviando equipamentos a grupos como o Hezbollah, nós entramos em ação”, afirmou ele.
É possível, porém, que o objetivo não declarado de Israel seja forçar os Estados Unidos a entrar de maneira direta no conflito sírio. Até agora, assim como acontece em relação ao Irã, o governo estadunidense tem feito apenas ameaças de ação direta. Seu papel na desestabilização do país árabe vem na forma de apoio militar, logístico, financeiro e de treinamento aos supostos “rebeldes” em luta contra o governo Assad.
Mas Israel tem pressa na queda de Assad, para consolidar e ampliar a ocupação das colinas de Golã – região síria tomada durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e unilateralmente colocada sob a administração e as leis israelenses desde 1981. O país criado pelos sionistas já explora petróleo naquela parte do mundo, tendo como sócios nomes como Dick Cheney, ex-vice-presidente de George W. Bush; Rupert Murdoch, magnata da mídia conhecido por chantagens contra o governo da Inglaterra; e Bill Gates, dono da Microsoft. Além disso, o território sírio é estratégico para Israel e seus planos de ataque ao Irã.
Publicamente, porém, o governo Obama tem frustrado o projeto de expansão israelense. Vem agindo com cautela, para evitar os erros de Bush, que, segundo a versão oficial, atacou o Iraque para destruir um arsenal de armas de destruição de massa – mais tarde reconhecido como inexistente pelo próprio Colin Powell, que mentiu sobre o assunto diante das Nações Unidas e depois se desculpou pelo escorregão voluntário.
Por ora, os EUA ainda aguardam que seus serviços de inteligência apurem o suposto uso de armas químicas pela Síria. Mais: ao saber do reconhecimento, por parte de Israel, dos ataques ao território árabe. Barack Obama comentou que “não antevê nenhuma situação” que leve as forças armadas estadunidenses a um assalto militar à Síria. Na Casa Branca, autoridades evitam comentar a admissão israelense do ataque aéreo ao território sírio. Declaram que as perguntas devem ser feitas a Israel.
Os alvos israelenses não se resumem à Síria, entretanto. O Líbano também está na mira. Aviões do país sionista têm violado o espaço aéreo libanês há tempos, com frequência praticamente diária. Na sexta-feira, 3 de maio, o presidente Michael Suleiman fez um apelo à ONU e à comunidade internacional para que obriguem Israel a respeitar a soberania libanesa, garantida pela resolução 1701 das Nações Unidas. Suleiman ficou particularmente incomodado ao saber que os aviões pilotados pelos oficiais sionistas foram de Marjayoun e Al-Khayyam, no sul do país, até o vale do Beqaa, a leste, simulando ataques em baixa altitude desde quinta-feira, 2 de maio. “Israel continua com sua política de agressão”, reclamou Suleiman, destacando que as atividades das forças armadas israelenses no Líbano violam todos os termos da resolução 1701, que estabeleceu, além do respeito à soberania de ambos os países, a não agressão mútua e o fim das hostilidades que envolveram o exército israelense e o Hezbollah, grupo militar formado para defender a população e o território libaneses da guerra que Israel comandou contra o Líbano. O Hezbollah venceu, obrigando Israel à retirada. Desde então vem sendo alvo de agressivas campanhas da parte dos sionistas, que o consideram “terrorista” e levaram os EUA a classificá-lo assim também. O Hezbollah tem como aliados os governos da Síria e do Irã.
Esta semana, num movimento surpreendente e significativo, Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, deixou seu bem-guardado esconderijo secreto para uma visita ao Irã, onde manteve encontros políticos com o presidente Mahmoud Ahmadinejad, o aiatolá Ali Khameney e outras autoridades iranianas. A visita reforçou os laços entre as duas forças políticas e muçulmanas, pedras nos sapatos – ou nas botas – da expansão israelense no Oriente Médio. Hezbollah e o Irã reafirmaram a necessidade de união dos países árabes e islâmicos contra essa expansão. Uma das estratégias de ambos é deter a prática de “dividir para dominar”, adotada por Israel em seu projeto de conquista da Ásia ocidental.
Como se percebe, e como a experiência mostra, a situação naquela região do planeta pode ficar ainda mais complicada – e ainda mais imprevisível.

Palestras do camarada José Paulo Netto reúnem cerca de mil pessoas na Paraíba



imagem
Nos dias 29 e 30 de abril cerca de mil pessoas participaram das atividades organizadas pelo Núcleo do PCB e UJC da Paraíba com a presença do Professor José Paulo Netto.
Foram duas conferências: uma, em Campina Grande, iniciando as atividades do recém criado Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da Universidade Estadual da Paraíba; e outra, em João Pessoa, envolvendo os profissionais de serviço social do estado e a comunidade acadêmica vinculada ao pensamento marxista da Universidade Federal da Paraíba. Outra atividade foi um debate, que aconteceu em João Pessoa, envolvendo movimentos sociais e partidos que se colocam no campo da esquerda no estado. Este último contou com a participação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Consulta Popular, PSOL, PSTU, bem como de camaradas da UJC do estado vizinho, Pernambuco.
A atividade é fruto de uma articulação com o Programa de Pós-Graduação em Serviço Social da UFPB e com o Conselho Regional de Serviço Social da Paraíba.
imagem
Para o Núcleo do PCB na Paraíba, estas atividades se constituíram em um marco na história da reconstrução do partido neste estado, apontando o PCB como uma opção à militância que se envolve com as lutas dos trabalhadores e fortalecendo a relação das organizações participantes com o partido.
Núcleo do PCB e UJC da Paraíba

Carta a Fidel do diretor-geral da FAO



Roma, 29 de abril de 2013
Prezado comandante:
Tenho a honra de dirigir-me ao senhor como diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), para felicitar sinceramente o senhor e todo o povo cubano por antecipadamente ter cumprido a meta proposta pela Cúpula Mundial sobre a Alimentação, realizada em Roma, em novembro de 1996 e que propunha reduzir à metade o número de pessoas desnutridas em cada país, antes do ano 2015.
Como o senhor bem lembrará, nos honrou com sua presença nessa Cúpula e proferiu um discurso breve mas impactante, que ainda perdura na memória coletiva de nossa Organização. O senhor concluiu sua intervenção dizendo: “os sinos tocarão amanhã pela humanidade inteira se não quis, não soube ou não pôde ser suficiente sábia para salvar-se a si mesma”. E se diz que o senhor expressou na entrevista coletiva que seguiu a tal Cúpula que inclusive se fosse cumprida a meta não saberia o que dizer à outra metade da humanidade, que não seria liberada do flagelo da fome. São conceitos que até hoje continuam conservando todo seu significado e valor.
Decorreram desde então 17 anos e agora tenho a grande satisfação de comunicar-lhe que, por decisão de seus países-membros e pela primeira vez em sua história, a Conferencia da FAO, que se realizará no próximo mês de junho em Roma, adotará a erradicação total da fome como meta número um de nossa Organização.
Nessa ocasião, será feita uma homenagem a Cuba e aos outros 15 países que mais sucesso tiveram na redução da fome. A todos eles lhes será entregue um diploma de reconhecimento por terem cumprido antecipadamente a meta da Cúpula. Os países que acompanharão Cuba são: Armênia, Azerbaidjão, Chile, Fiji, Geórgia, Gana, Guiana, Nicarágua, Peru, Samoa, São Tomé e Príncipe, Tailândia, Uruguai, Venezuela e Vietnã.
Junto com a reiteração de minhas felicitações pelo importante avanço atingido por seu país, quero expressar-lhe meus melhores desejos de bem-estar e de sucesso para o senhor e todo o povo cubano.
Cumprimenta-o com grande estimação e apreço

José Graziano da Silva

Comandante
Fidel Castro Ruz
Havana
Cuba

René González, um patriota cubano



Sergio Alejandro Gómez e Livia Rodríguez Delis
“MEU compromisso com este povo é a única resposta possível à solidariedade, carinho e apoio de 11 milhões de cubanos”, disse, nesta segunda-feira 6 de maio em entrevista coletiva em Havana, René González, um dos Cinco Heróis injustamente condenados nos Estados Unidos por combater o terrorismo.
René junto a sua esposa, Olga Salanueva.
René junto a sua esposa, Olga Salanueva.

 
Acompanhado da família, René afirmou que se sente “um patriota cubano, identificado com nossa luta e nosso projeto”. Sua prioridade, assegurou, será incorporar-se à campanha pelo retorno de seus quatro irmãos.
“Até que não estejam todos eles aqui temos que continuar lutando”, referiu. “Eles vão resistir, não vão submeter-se”.
Para o presidente estadunidense, Barack Obama, só teve uma palavra: coragem. Isso na opinião dele é o único que se necessita para fazer justiça.
A respeito da campanha mundial pela libertação dos lutadores que permanecem presos, precisou que falta chegar à sociedade norte-americana. “O povo desse país, acrescentou, tem que conhecer que o governo estadunidense nos colocou no cárcere para defender seus terroristas”. Tem que saber que uma juíza me disse que o “terrorismo é mau, mas não tinha direito de combatê-lo ali”.
Acerca da difícil etapa do cárcere, contou que as milhares de cartas que recebia foram um alívio e lamentou não ter podido responder todas uma a uma. “Também ajudaram no convívio interno a dignidade e status que outorga lutar pelo certo”, disse.
“Enfrentamos essa forte prova com os recursos de cada quem. Eu, fazendo exercício e lendo, Tony comunicando-se o tempo todo, Ramón com seu esporte, Fernando estudando e Gerardo com esse humor que o faz esquecer qualquer tragédia”.
René partilhou também suas impressões sobre a Cuba que encontra. Lembrou que durante sua visita no ano passado brincou com alguns jovens no Cotorro (Havana) e lhes disse que as ruas tinham mais buracos. “Mas a gente tem a mesma essência e isso me alegra”, acrescentou.
Um jornalista lhe perguntou por Ignacio René, seu neto, o filho de Irmita: beisebolista ou piloto? Respondeu quase no instante: Se fosse por mim, piloto, porque sou muito mau no beisebol. •
INICIA TRÂMITES PARA A RENÚNCIA DA CIDADANIA ESTAUDNIDENSE
“Sinto-me feliz de estar em Cuba, com minha família e meu povo e de incorporar-me à sociedade que pertenço”, expressou o Herói da República de Cuba René González, após iniciar, na própria segunda-feira, os trâmites correspondentes para sua renúncia à cidadania norte-americana, na Repartição de Interesses de Washington em Havana (SINA), junto a seu advogado Phillip Horowittz.
“Há muitas emoções encontradas neste processo, morreu meu pai e vim para vê-lo e nessas circunstâncias tivemos esta possibilidade, mas continuaremos para a frente”.
O lutador antiterrorista chegou à sede da SINA acompanhado também de sua família, e foi recebido com mostras de carinho e apoio pelos moradores da zona, que perceberam sua presença. Quanto às particularidades do processo, René González explicou que é um trâmite técnico, o qual começou com o preenchimento dos formulários necessários para a renúncia da cidadania e que foi tratado de maneira profissional pelos senhores da SINA.
“Posteriormente, obterei uma Certidão de Perda da Cidadania, pelo Departamento de Estado, e uma vez que isso aconteça já não mais serei cidadão norte-americano e serei um orgulhoso cidadão cubano”, acrescentou.
Apontou que o processo deve terminar no próximo dia 16, período decretado pela juíza da Flórida, Joan Lenard, quando aceitou seu pedido de modificar as condições de sua liberdade supervisionada e permanecer em Cuba, em troca da renúncia à cidadania estadunidense.
Segundo estipulou a juíza, em 23 de maio René González deve apresentar à Corte ou ao Tribunal um relatório de seu estado de renúncia e uma cópia certificada, de qualquer certificado emitido de perda de nacionalidade. Do mais profundo de seu coração, o Herói da República de Cuba reiterou a necessidade de continuar a causa pela libertação de seus outros quatro irmãos. “É uma injustiça e um crime que estejam presos e temos que continuar lutando, porque sua família e o povo cubano precisam deles”.

terça-feira, 7 de maio de 2013

A Greve Continua!

Assine o abaixo-assinado exigindo a abertura de negociações com a Apeoesp





Por aumento real de salário e reposição das perdas, condições de trabalho, implantação da jornada do piso, extensão das condições da categoria F para a categoria O, não à privatização do Hospital do Servidor e outras reivindicações
Nova assembleia - 10 de maio no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, a partir das 14 horas!




A intransigência e a arrogância do Secretário da Educação levaram os 18 mil professores presentes à assembleia estadual no Vão Livre do MASP (Avenida Paulista) na tarde de sexta-feira, 3, a aprovar a continuidade da greve. Os professores aprovaram ainda um calendário de mobilizações, que prevê uma nova assembleia para o próximo dia 10 de maio (sexta-feira), no mesmo local, a partir das 14 horas.
Até agora, o governo não acenou com qualquer contraproposta. Por isso a APEOESP esteve presente na terça-feira, 30 de abril, na Assembleia Legislativa, quando participou da reunião do Colégio de Líderes. Os diretores solicitaram a realização de uma audiência pública e a constituição de uma comissão de parlamentares para abrir canal de negociação com o governador Geraldo Alckmin.
Em todas as regiões vamos intensificar o trabalho de convocação para a assembleia e de ampliação da nossa greve. É necessário realizar comandos nas escolas em todos os dias da semana, combinados com atividades regionais (panfletagens), diálogo com os pais e estudantes, assembleias regionais.
A assembleia aprovou também moção pela destinação de 100% dos royalties do petróleo e 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação, que será encaminhada ao Senado Federal, Câmara dos Deputados Deputados, Presidência da República, Ministério da Educação, Governador, Prefeitos, Câmaras Municipais (texto anexo).
Aprovou ainda moção de repúdio aos dirigentes de ensino autoritários, que perseguem professores e não respeitam o direito de greve, citando os nomes dos dirigentes cujos nomes forem encaminhados até segunda-feira às 17 horas para presiden@apeoesp.org.br.
Nas regiões, as subsedes devem denunciar também os diretores de escolas autoritários, que praticam assédio moral contra os professores, sobretudo neste momento de greve.
Entre as principais reivindicações (quadro), queremos aumento real, além da reposição de nossas perdas salariais. Além disso, a implantação da jornada do piso, contratação de temporários com os mesmos direitos dos docentes da categoria “F”, soluções para a violência nas escolas, para as péssimas condições de trabalho, para a saúde dos professores. E não admitimos a privatização do Hospital do Servidor e do IAMSPE.

Homologação do Parecer do CNE sobre a Lei do Piso
Em audiência com o Ministério da Educação (MEC), em 02 de maio, a presidenta da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha, garantiu o compromisso do próprio ministro, de, em no máximo 15 dias, homologar o parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a Lei do Piso, incluindo as especificações sobre a constituição da jornada.

Nossas principais reivindicações
 Aumento real de salário;
 Reposição salarial de 36,74% e recomposição do reajuste referente ao ano de 2012;
 Reajuste imediato de 13,5%, sendo: 2% já propostos pelo Governo, mais 6% já previstos na LC 1143/2011, mais 5% referentes à recomposição do reajuste anunciado para julho de 2012;
 Cumprimento da jornada estabelecida pela Lei do Piso: no mínimo 33% da jornada de trabalho para atividades de formação e preparação de aulas;
 Extensão das condições funcionais dos professores da Categoria F aos professores da Categoria O;
 Não à privatização do Hospital do Servidor Público Estadual e do IAMSPE.
 Concursos públicos para que todos possam efetivar-se;
 Direito de atendimento no IAMSPE para os professores da Categoria “O”;
 Fim da remoção ex officio e da designação de professores das Escolas de Tempo Integral;
 Regime de dedicação exclusiva para todos aos que se dedicam a apenas uma unidade escolar, por opção de cada professor(a);
 Revogação da lei 1044/08 (lei das faltas médicas);
 Melhores condições de trabalho e políticas de prevenção do adoecimento dos professores;
 Fim dos descontos de faltas e licenças médicas para efeito de aposentadoria especial;
 Fim das “provinhas” e avaliações excludentes;
 Por um plano de carreira que atenda às necessidades do magistério;


Acerca da greve dos professores de São Paulo


csunidadeclassistasp.blogspot


O Estado de São Paulo amanheceu nesse dia 26/04 com os professores dizendo em alto e bom som que somos aqueles que formam os filhos dos trabalhadores e que não aceitam as condições de trabalho que nos são impostas por um governo que a única palavra de ordem é: privatizem!!! 

Na educação isso tem se revelado com a forma de contratação dos professores, os chamados categoria ''O'', onde não tem acesso as garantias do trabalho não podem adoecer, não podem chorar seus mortos já que não podem faltar e mais quando o final do ano chegar serão demitidos perdendo o direito a décimo terceiro salário e férias. 

No que tange aos alunos aplicam a famosa politica de investimento verbal ,mas que na pratica é o mínimo possível já que, quem usa a escola pública são os trabalhadores e seus filhos e para esses o mínimo basta, enquanto a saúde publica o hospital do servidor que é um patrimônio dos trabalhadores de São Paulo se encontra num processo de privatização, aliás coisa que são extremamente eficientes no fazer.


Hoje investimento em São Paulo somente nos interesses da burguesia em áreas que tragam lucro para os mandatários do poder; empreiteiras ,bancos e nas maracutaias palacianas. Quando esses mesmos falam sobre a educação usam sempre o termo gasto deixando claro que a educação dos trabalhadores é um peso social e não é prioridade para os representantes da burguesia.

Pela dignidade da educação pública que garanta o desenvolvimento pleno daqueles que a usam,ou seja, os trabalhadores nós professores do Estado de São Paulo, continuamos em greve, em luta, chamando a todos os demais que se juntem a nós para derrotarmos essa politica nefasta dos tucanos em São Paulo.

Sábado, 27 de abril de 2013
UNIDADE CLASSISTA - SÃO PAULO

sexta-feira, 3 de maio de 2013

1º de maio: a riqueza é daqueles que a produzem



(Nota Política do Secretariado Nacional do PCB)
Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas?
Nos livros estão nomes de reis;
os reis carregaram as pedras?
E Babilônia, tantas vezes destruída,
quem a reconstruía sempre? Em que casas
da dourada Lima viviam aqueles que a construíram?
No dia em que a Muralha da China ficou pronta,
para onde foram os pedreiros?
A grande Roma está cheia de arcos-do-triunfo:
quem os erigiu? Quem eram
aqueles que foram vencidos pelos césares? Bizâncio, tão
famosa, tinha somente palácios para seus moradores? Na
legendária Atlântida, quando o mar a engoliu, os afogados
continuaram a dar ordens a seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César ocupou a Gália.
Não estava com ele nem mesmo um cozinheiro?
Felipe da Espanha chorou quando sua armada
naufragou. Foi o único a chorar?
Frederico 2º venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem partilhou da vitória?
A cada página uma vitória.
Quem preparava os banquetes?
A cada dez anos um grande homem.
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias,
Tantas questões
Bertolt Brecht in 'Perguntas de um trabalhador que lê'
Trabalhadores:
Em mais um Primeiro de Maio, vemos na maioria dos países os trabalhadores experimentarem as consequências da crise capitalista, das guerras e intervenções imperialistas, com a intensificação da exploração capitalista. O sistema dá mais uma vez sinais de sua verdadeira face, com nefastos impactos sobre a vida dos povos:
- 16% da população mundial sofrem de desnutrição;
- O desemprego aumenta de forma continuada;
- 1 em cada 6 pessoas no mundo não tem acesso a água potável suficiente;
- Mais de 100 milhões de pessoas não tem um lar, centenas de milhões vivem em favelas, sem saneamento. Outras centenas de milhões vivem de aluguel ou têm de pagar preços exorbitantes para obter a casa própria;
- 920 milhões de pessoas continuam analfabetas;
- A cada ano, cerca de 2,1 milhões de pessoas ao redor do mundo morrem de enfermidades evitáveis por vacinação;
- Os direitos dos trabalhadores a salário mínimo decente, seguridade social, serviços públicos gratuitos e de qualidade (educação, saúde, transporte, eletricidade) estão sendo retirados e atacados; e
- A liberdade de associação e as liberdades sindicais em geral estão sendo atacadas. Há sindicalistas assassinados, presos e demitidos ao redor do mundo.
Não bastasse toda exploração e sofrimento, a sanha imperialista quer impor aos povos novas guerras imperialistas pela manutenção de seu poder e privilégios, como no caso da Síria, do Irã e da Coréia do Norte.
Desmascara-se a falsa democracia burguesa com o poder crescente dos grandes bancos e corporações industriais multinacionais, que ferem a autodeterminação dos povos, como na Grécia e na Itália; os golpes em Honduras e Paraguai e a recente tentativa de golpe na Venezuela, com o não reconhecimento da vitória eleitoral das forças progressistas.
No Brasil, o cenário é cada vez pior: com a crise cada vez mais forte entre nós, o governo cada vez mais rendido ao Capital ataca os trabalhadores, como comprovam as "desonerações" da folha de pagamentos, a proposta de uma nova contra-reforma da Previdência e o projeto de Acordo Coletivo Especial (ACE) que significa o fim dos direitos trabalhistas - apoiado pelo sindicalismo patronal e por representações da classe trabalhadora, como a CUT, que agem em favor do capital e aderiram ao governo e sua política, fazendo o jogo da conciliação de classes. A “medida de contenção” que vinha sendo usada pelo governo para enganar o povo com a falsa sensação de melhoria das condições de vida, a concessão de crédito, gera cada vez mais seu nefasto resultado do endividamento crescente dos mais pobres.
O Governo Dilma está totalmente rendido aos interesses e necessidades dos grandes banqueiros e especuladores, com a elevação recente das taxas de juros, e das grandes empresas que exploram o trabalhador brasileiro.Continuam os megaempreendimentos que beneficiam as empreiteiras com a remoção de populações inteiras de seus locais de moradia, e as obras superfaturadas para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 alcançam novo patamar. Continuam os leilões dos campos de petróleo e de áreas de exploração no pré-sal, com a entrega do patrimônio público a preços irrisórios. Populações indígenas são exterminadas e retiradas de seus locais em benefício de grandes latifundiários - responsáveis ainda pelo desmatamento e a produção insuficiente daqueles alimentos consumidos pela população, fazendo explodir o custo da alimentação e, consequentemente, a inflação.
A insatisfação crescente com este estado de coisas, como atestam as manifestações quase diárias contra a calamidade dos transportes públicos pelo país, e as greves nas obras do PAC, encontram por parte dos governos apenas a truculência das forças policiais - quando não a infiltração de agentes da Abin, como no caso do Porto de Suape. Tal episódio demonstra claramente que precisamos avançar muito na obtenção da verdadeira democracia, que não virá com um governo covarde e leniente como o que temos no tratamento dos crimes da ditadura - permissivo com atos como o recente atentado à OAB no Rio de Janeiro e as declarações de ministro da Educação em desagravo a reconhecido e público financiador de assassinos e torturadores.
Em oposição ao que diz a burguesia e toda a sorte de oportunistas, a classe operária não só não desapareceu como se desenvolve e cresce, em termos de quantidade e qualidade, como força básica da produção. A classe operária é a força motriz do desenvolvimento social, a produtora de toda a riqueza socialmente obtida.
Nesse Dia Internacional dos Trabalhadores, é dever e tarefa de todos os trabalhadores honrar os mártires de Chicago e todos os que tombaram em luta para denunciar a exploração capitalista em todos os cantos do planeta, fazendo ecoar suas bandeiras de luta: nenhum sacrifício por nossos exploradores! Nenhuma perda de direitos pela manutenção do lucro dos abutres capitalistas!
O capitalismo não cairá de podre. Ele precisa ser derrotado através da luta e mobilização das massas trabalhadoras, da sua mobilização. Só a classe operária, os trabalhadores em geral, tem a força e o poder de reverter tal situação
Nesse 1º de Maio, as centrais sindicais ligadas ao governo repetirão as grandes "festas" com artistas famosos, distribuição de brindes, bebidas e sorteios, além de muito discurso a favor do Governo e do “pacto entre trabalhadores e patrões”. A submissão ao capital, aliás, já ficou mais que óbvia em recente lançamento de automóvel com a presença do presidente do Sindicato dos metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo (SP). É preciso resistir à velha máxima desse “pão e circo”, que será a tônica em muitos centros urbanos do país, buscando desarmar ideologicamente a classe trabalhadora brasileira no enfrentamento ao patronato e ao sistema capitalista. É preciso denunciar que este recorrente apaziguamento das lutas tem levado a nossa classe à perda sistemática de direitos, ao endividamento, à péssimas condições de transporte e moradia, à uma educação pública que envergonha o país a cada levantamento de órgãos internacionais e à uma saúde calamitosa, que vê ano a ano crescer - ao invés de diminuir - índices de doenças simples de serem evitadas como a dengue.
Nós, do PCB, conclamamos você a somar esforços na luta. É preciso reforçar a unidade dos movimentos populares, das forças de esquerda e entidades representativas dos trabalhadores, no caminho da formação de um bloco proletário capaz de contrapor à hegemonia burguesa uma real alternativa de poder popular, com a organização da Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, que possa ordenar ações unitárias contra o poder do capital e do imperialismo, rumo à construção da sociedade socialista.
Lutemos juntos pelas seguintes propostas:
- Redução da jornada de trabalho sem redução de salários
- Salário mínimo do Dieese; fim do imposto de renda sobre os salários
- Contra a proposta de Acordo Coletivo Especial (ACE)
- Contra a transformação da previdência em benefício dos fundos de pensão
- Pela Reforma Agrária
- Contra os leilões do Petróleo. Petrobras 100% estatal
- Pela punição dos crimes da ditadura
- Solidariedade internacionalista à luta dos trabalhadores
- Unidade da classe trabalhadora numa Frente Anticapitalista e Anti-imperialista
- Contra a criminalização dos movimentos sindicais e sociais em Luta
- Contra o modelo de desenvolvimento econômico a favor do capital
- Contra a exploração capitalista e as guerras imperialistas
- Pelo poder popular e uma sociedade socialista, rumo ao comunismo
Viva a classe operária mundial e o internacionalismo proletário.
Partido Comunista Brasileiro – PCB
Secretariado Nacional
Maio de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

TODOS À ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES EM GREVE 26/04 AS 14 HS VÃO LIVRE DO MASP



CONVOCAMOS OS PAIS, ALUNOS E TODA A SOCIEDADE PARA NOS AJUDAR NA LUTA EM DEFESA DE UM ENSINO PÚBLICO GRATUITO,LAICO ESTATAL E DE QUALIDADE PARA TODOS!





ESTAMOS EM GREVE POR:


→ Reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste referente
a 2012;

→ Pelo cumprimento da lei do piso: no mínimo 33% rumo aos 50% da jornada de trabalho para atividades de formação e preparação de aulas;

→ Dignidade na contratação, condições de trabalho e atendimento no IAMSPE para os professores da categoria O;

→ Fim da remoção ex-officio e da designação de professores das Escolas de Tempo Integral;

→ Regime de dedicação exclusiva para todos, por opção de cada professor (a);

→ Melhores condições de trabalho e políticas de prevenção às doenças profissionais;

→ Fim da lei das faltas médicas;

→ Fim dos descontos de faltas e licenças médicas para efeito de aposentadoria especial;

→ Fim das provinhas e avaliações excludentes;

→ Por um plano de carreira que atenda às necessidades do magistério;

→ Não à privatização do Hospital do Servidor Público;



ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES EM GREVE

Sexta, 26 de abril de 2013 as 14:00

Avenida Paulista - MASP

terça-feira, 23 de abril de 2013

Entrevista com o camarada Danto da UJC e da JCV

Hoje estivemos com o camarada Danto, militante da UJC em Foz do Iguaçu, onde atua na UNILA e constroi a luta dos jovens comunistas por lá. O camarada é também militante da Juventude Comunista da Venezuela e esse foi o foco da nossa conversa. Foi abordada a questão da conjuntura Venezuelana, a correlação de forças e as perspectivas de avanço ao socialismo nesse país.
essa entrevista foi muito importante e traz informações que nos permitem  avaliar corretamente a construção de um programa político revolucionário para o Brasil e apoiar corretamente o proletariado em suas diversas lutas na América Latina e no mundo.
Ousar lutar, ousar vencer!


segunda-feira, 15 de abril de 2013

A direita não sabe perder



Acostumada a levar o poder "na mão grande", a direita não sabe perder. É o que demonstra a ridícula postura do golpista Henrique Capriles na venezuela - golpista mesmo, em 2002 ele comandou ataques à embaixada de Cuba no país vizinho... No Olhar Comunista.

A apertada vitória de Nicolás Maduro na Venezuela parece ter reacendido a chama golpista do candidato derrotado, Henrique Capriles. Fora do figurino de democrata criado por marqueteiros de segunda e difundidos para todo o planeta por uma imprensa de terceira (a burguesa), o homem que em 202 comandava a ala golpista do país tentando invadir a Embaixada de Cuba em Caracas agora não reconhece sua segunda derrota eleitoral em menos de um ano.
Trata-se, como já era difundido mesmo antes da eleição de domingo, de mais um passo da direita raivosa contra a continuidade e necessário aprofundamento da revolução bolivariana rumo ao socialismo na Venezuela. Se os cães raivosos "latem", que os trabalhadores venezuelanos saibam "morder" no momento oportuno.

PCV ALERTA QUE A DIREITA TENTA CRIAR UM QUADRO QUE CONDUZA A UMA GUERRA CIVIL



imagemOscar Figuera, secretário geral do Partido Comunista da Venezuela PCV
Caracas, 15 abr. 2013, Tribuna Popular TP.- O Birô Político do Partido Comunista da Venezuela (PCV), junto à análise da jornada eleitoral vivida na Venezuela no dia de ontem, alertou o povo de que a direita fascista nacional e internacional, aliada ao imperialismo, tenta montar uma emboscada para o povo e o processo democrático, objetivando criar um quadro que nos conduza a uma Guerra Civil.
Assim manifestou Oscar Figuera, secretário geral do PCV, ao rechaçar a atitude assumida pela oposição de não reconhecer os resultados das eleições presidenciais.
“Queremos denunciar Guilhermo Aveledo, o candidato e toda equipe por tentarem criar uma armadilha para nosso povo e para o processo democrático venezuelano, da mesma forma como, em abril de 2002, foram parte das forças que insurgiram contra o estado de mudança e o processo democrático”, afirmou Figuera.
Para o PCV é importante que o povo venezuelano não perca de vista o caráter pseudodemocrático, o anseio golpista e a ação desestabilizadora em que se pauta hoje a oposição.
“É isso que vemos no fato de o candidato da oposição não reconhecer os resultados, ainda que saibam que esses são os resultados. Se 54% das máquinas foram auditadas e tudo está bem, com o aval de seus próprios fiscais, o que esperam conseguir com os 46% restantes?”, perguntou o dirigente comunista, manifestando ainda ser favorável que se auditem 100% das papeletas ou comprovantes do voto das venezuelanas e dos venezuelanos no sistema automatizado.
O Partido Comunista denunciou que a direita pró-imperialista tenta criar um ambiente de dúvida sobre os órgãos responsáveis pelos processos eleitorais e pela divulgação dos resultados, a fim de “gerar exasperação no povo”, enfatizou Oscar Figuera.
Figuera recordou que Guillermo Aveledo, dias atrás, afirmou que esperava que o governo respeitasse os resultados, “Ah, porém, esperam que o governo respeite os resultados, mas eles não estão dispostos a respeitá-los. Isso é parte dessa conduta pseudodemocrática, de golpistas disfarçados, conforme demonstraram em abril de 2002. São os mesmos atores, não são novos. O que existe é um grande nível de impunidade”.
O partido do Galo Vermelho manifestou que a oposição está jogando com o não reconhecimento definitivo dos resultados eleitorais. “Estão tentando colocar em prática um projeto conspirativo, desestabilizador, dirigido a criar condições que permitam colocar o país em uma confrontação fratricida aberta. Para isso, contam com a mão invisível e visível do imperialismo norte-americano e com os núcleos paramilitares semeados em nosso país pela direita venezuelana e internacional”, denunciou Figuera.
O Partido Comunista fez um chamado àqueles que votaram em Nicolás Maduro e pela oposição, “para que atuemos com a maturidade política que demanda o momento, rechaçando qualquer tipo de provocação e plano que esteja dirigido a produzir um quadro de confrontação, desestabilização e crise geral, que torne ingovernável a sociedade venezuelana”.
Acrescentou que “existem mecanismos e vias para que se torne cada vez mais transparente o resultado das eleições, com imensa participação de nosso povo. Para isso, não podemos permitir, enquanto povo, a manipulação, a provocação que tire o processo político venezuelano de seu desenvolvimento natural, favorecendo o avanço da oposição”, enfatizou Oscar Figuera.
O dirigente comunista informou que, frente à gravidade do momento, “na madrugada de hoje, alertamos nossos quadros dirigentes de todo o país a permanecerem alerta e ativos para impedir as atuações contrarrevolucionárias, reacionárias e a serviço do imperialismo, que busca criar um quadro que nos leve a uma guerra civil”.
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

PCB SAÚDA VITÓRIA DE MADURO E REPUDIA MANOBRAS DA DIREITA E DO IMPERIALISMO



imagem
(Nota Política do PCB)
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) saúda o povo venezuelano pela correta decisão de seguir seu caminho revolucionário e anti-imperialista ao conceder a vitória eleitoral ao candidato Nicolás Maduro nesse último domingo (14 de abril).
Em meio ao cerco midiático internacional, às sabotagens do imperialismo e da direita venezuelana, mais uma vez o povo venezuelano demonstrou seu desejo de avançar no processo de transformações iniciado com o comandante Hugo Chávez.
Assim como os camaradas do PCV, entendemos que mais do que nunca é hora de aprofundamento da mobilização popular e da organização dos trabalhadores no sentido de garantir a vitória nas urnas e as conquistas realizadas até agora, avançando para a superação do Estado burguês. Somente o povo organizado e mobilizado será capaz de derrotar as maquinações golpistas - atuais e futuras - da direita e do imperialismo, para avanço do processo revolucionário rumo ao socialismo.
O povo venezuelano conta com nossa solidariedade!
Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

PCV, JCV e UJC Brasileira presente junto ao povo Venezuelano retomam a sede do CNE de Monagas



Momento da retomada do CNE

A UJC esteve presente nos acontecimentos de 15/4 em Caracas, em que a direita tenta promover um novo golpe contra o processo democrático de resgate da soberania popular na Venezuela e que tem possibilidade de avanço ao socialismo. Estivemos presentes lutando ao lado dos camaradas do PCV e da JCV. Sedes do PSUV, partido de Chávez e de Nicolás Maduro foram incendiadas com pessoas dentro, carros que pertencem a militantes de esquerda foram incendiados, a TeleSur foi importunada e a sede da CNE foi invadida por mercenários pagos pela direita venezuelana e pelo imperialismo.

Esses distúrbios acontecem depois da provocação de Caprilles ao exigir recontagem dos votos que consagraram a vitória do Grande Pólo Patriótico e ao questionar a legitimidade do processo eleitoral, exigindo que o CNE não declarasse Maduro vencedor. A partir daí atos terroristas, assassinatos e provocações passaram a acontecer. Um companheiro militante do PSUV foi assassinado e a sede do Conselho Nacional eleitoral foi invadida por Caprillistas. No entanto, as forças populares, com o auxílio das forças armadas nacionais bolivarianas retomaram a sede, os provocadores mercenários fugiram.

A direita fascista mostra sua face golpista novamente, os anúncios do governo, de que havia mercenários terroristas infiltrados no país se mostram verdadeiras e a luta de classes se intensifica. Até mesmo os médicos cubanos estão sendo atacados por esses grupos.

Um comando contra o golpe foi formado pelos Conselhos Comunitários, Coletivos Sociais e as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, para defender a vitória popular de Maduro. Há mais de 658 unidades de batalha preparadas apenas em Carabobo que defenderão a Revolução

A Pátria ganhou, Ganhou Nicolás Maduro!





Na segunda eleição presidencial em pouco mais de seis meses, volto a se impôr na Venezuela a candidatura das forças populares e progressistas, agrupadas no Grande Polo Patriótico. Nesta oportunidade, a vitória corresponde a Nicolás Maduro Moros, que desempenhou o papel de vice presidente da República até a morte do Presidente Chávez em 5 de Março, e que foi nomeado pessoalmente por ele como seu sucessor antes de se submeter à cirurgia a qual ele nunca pôde se recuperar.

A diferença favorável a Maduro foi a menor obtida pela chamada aliança bolovariana desde o primeiro triunfo de Chávez em 1998: 51% contra 49%, algo como 230 mil votos a mais, numa eleição em que quase 79% dos 18.9 milhões de cidadão habilitados para exercer o voto participaram. Os altos níveis de participação nesta eleição deixaram de novo evidente perante o mundo o vigor da demoracia venezuelana. Deve se recordar que em outubro, quando Chávez foi reeleito, a participação havia superado os 80% que são padrão eleitoral.
 O anúncio oficial dos resultados eleitorais foi feito por Tibisay Lucena, reitora presidente do Conselho Nacional Eleitoral, uma vez que esse organismo recebeu e totalizou os votos eletrônicos de 99% das mesas eleitorais de todo país. O CNE esperou até as 23:15, hora Venezuelana, para acumular resultados suficientes para confirmar sua irreversibilidade a favor de um dos candidatos. Isso significa que, ainda que nas próximas horas o CNE faça novos anúncios, a medida em que receba e totalize os votos das poucas mesas restantes, o triunfo de Maduro já é certo.


Imediatamente depois do anúncio oficial, explodiu uma festa popular nas ruas do centro de Caracas e no bairros populares, celebrando o triunfo do canddato do Grande Polo Patriótico, ampla aliança entre 14 partidos políticos e numerosas organizações sociais, culturais, sindicais e comunitárias. Os dois maiores partidos da aliança são o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que tinha Chávez como dirigente, e que Maduro é membro, e o Partido Comunista da Venezuela (PCV), primeiro Partido a apoiar Chávez em 1998 e primeiro de novo a anunciar formalmente a candidatura de Maduro na 12º conferência nacional do PCV realizada em 10 de março de 2013, apenas cinco dias depois da morte de Chávez


Conclui assim, de forma muito exitosa, essa jornada eleitoral, que, ainda que pesem os incidentes isolados incitados por provocadores da oposição de direita, se desenvolveu majoriatriamente em paz. O agora presidente eleito Nicolás Maduro Moros assumirá formalmente seu novo cargo perante a Asembleia Nacional do Poder Popular na próxima sexta feira,19 de abril, dia em que se comemora o início do movimento independentista venezuelano em 1810, onde acontecerá a transição política neste país, no entanto estremecida pelo trauma da morte do Presidente Chávez, o mais influente e querido dirigente político venezuelano das últimas décadas.

Matéria do blog da Juventude Comunista da Venezuela. 
Traduzido por Renato Queiroz - UJC - SP

Discurso popular de posse de Maduro

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Está disponível o Jornal Imprensa Popular de Março de 2013

Acesse o Link para ter acesso : http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=5722

Apoie a Imprensa Popular, apoie a informação contra hegemônica

Todas as edições em "pdf" no Google Docs:
ImprensaPopular
As assinaturas custarão R$ 30 ou R$ 60 (caráter de contribuição) por um conjunto de 12 exemplares e podem ser feitas através de depósito bancário identificado (CPF do assinante) na seguinte Conta Corrente:
Caixa Econômica Federal
Fundação Dinarco Reis
Agência: 3225
Operação: 003
Conta Corrente: 612-9
CNPJ da Fundação Dinarco Reis: 04.345.176/0001-36
Outras informações pelos telefones: (21) 2262-0855 e (21) 2224-9890 ou ainda pelos e-mails:

Elias Jabbour: O que quer a Coreia do Norte?



imagem
Elias Jabbour: O que quer a Coreia do Norte?
Nem sempre imagens têm mais valor do que mil palavras. No caso em questão, as imagens e o retorcimento da retórica explanada pelo governo da Coreia do Norte são parte de um grande jogo de ridicularização de um regime cujo único objetivo é a autodefesa. Também existe uma ponta de luta pela sobrevivência. Sobrevivência que significa a própria sobrevida de uma nação milenar. E para mim isso basta.
Por Elias Jabbour*
Perguntemos a qualquer letrado, ou especialista. Você sabia que enquanto a Europa se ensanguentava em guerras religiosas, a Coreia já era uma nação com todos os traços que poderiam a classificar como um Estado Nacional precoce e anterior ao nascimento de Cristo?
Você sabia que houve uma guerra entre os lados norte e sul da península coreana entre os anos de 1950 e 1953? Você sabia que foi a primeira vez, desde a independência dos EUA (1776) que os nor teamericanos assinaram um armistício, ou seja, foram derrotados pela primeira vez em quase 200 anos? Você sabia que desde 1776 os EUA nunca ficaram longe de uma guerra, fora dos seus domínios, por mais de dez anos? Você sabia que na Guerra da Coreia caiu, sobre o lado norte da península, o correspondente a dez bombas nucleares testadas em Hiroshima e Nagasaki? Você sabia que, desde 2001, estão apontadas, à capital da Coreia do Norte (Pionguiangue), cerca de 60 mísseis carregados de ogivas nucleares?
Mais perguntas: Você tem notícia acerca da invasão de um algum país por parte da Coreia do Norte? Você sabia que o país mais bloqueado, cercado e difamado no mundo é a Coreia do Norte? Será que essa difamação tem alguma relação com a derrota dos EUA na já referida guerra? Será que querem condenar a Coreia do Norte ao retorno à Idade da Pedra? Será que a Coreia do Norte há 60 anos não é o espinho na garganta dos EUA? Diante dos fatos e da história, você acha que os EUA fariam com a Coreia do Norte o mesmo que fizeram com o Iraque, o Afeganistão e outros? A Coreia do Norte tem ou não o direito de se defender? Você tem alguma dúvida sobre o destino de Kim Jong Un: seria recebido com festa num exílio na Europa ou teria o mesmo destino, com os mesmos requintes de crueldade, reservado a Muamar Kadafi?
Responder estas questões não é uma tarefa complicada. Um mínimo de honestidade já bastaria para saber o que está em jogo nesta guerra psicológica em curso na península coreana. De imediato sugiro qualquer julgamento moral sobre a natureza do regime nortecoreano, se é socialista ou não, se é democrático ou ditatorial, bonito ou feio, rude ou sofisticado. Tem gosto para tudo. Também não seria muito legal tomar a máxima do chanceler brasileiro (Antonio Patriota), segundo quem esperava uma “atitude mais ocidentalizada do líder nortecoreano”.
Talvez Antonio Patriota esteja levando a sério demais o conselho de Huntington sobre um Choque de Civilizações, quando na verdade tanto Huntington quanto Patriota não passam de vítimas de um verdadeiro “choque de ignorância”. Meu parêntese continua para externar algo mais de fundo. É chocante imaginar que o chefe de nossa chancelaria nunca tenha lido Edward Said (“Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente”), nem tampouco Barrington Moore Jr. (“As Origens Sociais da Ditadura e da Democracia – Senhores e Camponeses na Construção do Mundo Moderno”). De forma explicita em ambos os livros ficam claras as evidências, na Ásia, de práticas democráticas ao nível da aldeia que remontam ao menos 3.000 anos.
O que quer de fato a Coreia do Norte, partindo de um julgamento mais pautado pela história? É evidente que o regime busca sobrevida e para isso nega a lógica da rendição incondicional tão cara a outras experiências, entre elas as da URSS, Leste Europeu e recentemente da Líbia.
Uma nação que historicamente teve seu território sob a cobiça estrangeira, cercada de grandes potências por todos os lados, passando por uma sanguinária ocupação japonesa e que sabe do que são capazes os EUA, não pode se dar ao luxo de esperar o bonde da história passar. O bonde da história derrotou as experiências socialistas da URSS e Europa, levando quase a nocaute por asfixia o governo da Coreia do Norte na década de 1990. Os últimos 25 anos foram marcados por privações de todo tipo, levando inclusive a fome para o outro lado do rio Yalu. O bloqueio, a fome imposta de fora para dentro e as inúmeras ameaças militares e provocações (Coreia do Norte como parte do “Eixo do Mal”, segundo Bush) só fez restar ao governo nortecoreano a opção de se “armar até os dentes” diante do que ocorria em Belgrado sob as hostes das chamadas “intervenções humanitárias”.
Poucos regimes no mundo tem uma noção da política como uma ciência que leva em conta não somente a correlação de forças, mas também o chamado tempo e espaço. Asiáticos e milenares que são os coreanos dão mostras de ter ido além de Maquiavel, aproximando-se de Lênin acrescido de alguma sabedoria confuciana e espírito de rebeldia herdado pelos ensinamentos de Laotsé. Somente gente preparada poderia manter em pé um país cercado, humilhado e ameaçado desde seu nascedouro e com um cenário recrudescido nas últimas duas décadas.
O conceito de ditadura não serve de explicação. Mais pobre ainda é levar a sério certas conversas do tipo “governo que se mantém às custas da fome do povo e do não cumprimento dos direitos humanos”, quando na verdade a soberania nacional está acima de qualquer direito humano. Ou se acredita ser possível algum direito humano sob ameaça ou intervenção estrangeira? O único direito humano universal é o direito à vida. E o direito à vida naquela parte do planeta se confunde e se entrelaça com o direito de ser nação soberana. É simples, sem ser simplista: a Coreia do Norte não está de brincadeira, pois sabem com quem estão lidando e do que são capazes os EUA.
Os nortecoreanos querem ter o direito de ser o que eles decidiram ser desde a explosão das primeiras revoltas camponesas contra a ocupação japonesa, ainda na década de 1910 do século passado. Ao invés de buscarmos dar lições de democracia, civilidade e de governo para uma nação milenar, seria mais interessante entender como um país exposto àquelas condições pode alcançar um nível de desenvolvimento tecnológico capaz de projetar e lançar satélites artificiais, mísseis intercontinentais e mesmo bombas nucleares, algo que nem nossos amigos do Irã e seus imensos recursos petrolíferos conseguiram até hoje.
Acho que se decifrarmos a formação social que forjou um povo capaz de expulsar Gengis Khan de seus domínios, no auge do poderio militar do Império Mongol, chegaremos a explicações mais plausíveis e próximas da realidade.
*Elias Jabbour é doutor em Geografia Humana pela FFLCH-USP. Autor de “China Hoje: Projeto Nacional, Desenvolvimento e Socialismo de Mercado” (Anita Garibaldi/ EDUEPB, 2006).
http://solidariedadecoreiapopular.blogspot.com.br/2013/04/elias-jabbour-o-que-quer-coreia-do-norte.html

sexta-feira, 5 de abril de 2013

REFLEXÕES DE FIDEL O dever de evitar uma guerra na Coreia


FAZ alguns dias me referi aos grandes desafios que hoje a humanidade enfrenta. A vida inteligente surgiu no nosso planeta há cerca de 200 mil anos, salvo novas descobertas que demonstrem outra coisa.
Não confundamos a existência de vida inteligente com a existência da vida, que, desde suas formas elementares no nosso sistema solar, surgiu há milhões de anos.
Existe um número praticamente infinito de vida. No trabalho sofisticado dos mais eminentes cientistas do mundo se concebeu a ideia de reproduzir os sons que se seguiram ao Big Bang, a grande explosão que ocorreu há mais de 13.700 milhões de anos.
Seria esta introdução demasiado extensa não fosse para explicar a gravidade de um fato tão incrível e absurdo como a situação criada na Península da Coreia, em uma área geográfica onde se agrupam quase 5 dos 7 bilhões de pessoas que neste momento habitam o planeta.
Trata-se de um dos mais graves riscos de guerra nuclear depois da Crise de Outubro, em 1962, em torno de Cuba, há 50 anos.
No ano de 1950, se desatou ali uma guerra que custou milhões de vidas. Fazia apenas 5 anos que duas bombas atômicas haviam explodido sobre as cidades indefesas de Hiroshima e Nagasaki, as que em questão de minutos mataram e irradiaram sobre centenas de milhares de pessoas.
Na Península Coreana o General Douglas MacArthur quis empregar as armas atômicas contra a República Popular Democrática da Coreia. Nem sequer Harry Truman o permitiu.
Segundo se afirma, a República Popular da China perdeu um milhão de valentes soldados para impedir que um exército inimigo se instalasse na fronteira deste país com a sua Pátria. A URSS, à sua vez, forneceu armas, apoio aéreo e ajuda tecnológica e econômica.
Tive a honra de conhecer Kim Il Sung, uma figura histórica, notavelmente valente e revolucionária.
Se lá estourar uma guerra, os povos de ambas as partes da Península serão terrivelmente sacrificados, sem benefício para nenhum deles. A República Democrática da Coreia sempre foi amistosa com Cuba, como Cuba tem sido sempre e seguirá sendo com ela.
Agora que demonstrou seus avanços técnicos e científicos, lhe recordamos seus deveres com países que foram seus grandes amigos, e não seria justo esquecer que tal guerra afetaria de modo especial mais de 70% da população do planeta.
Se um conflito desta índole estourar, o governo de Barack Obama em seu segundo mandato ficaria sepultado por um dilúvio de imagens que o apresentariam como o mais sinistro personagem da história dos Estados Unidos. O dever de evitá-lo é também seu, e do povo dos Estados Unidos.